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RESENHA: O ÚLTIMO PRESENTE DE PAULINA HOFFMAN

22 de junho de 2020

O Último Presente de Paulina Hoffman por [Carmen Romero Dorr]

O ÚLTIMO PRESENTE DE PAULINA HOFFMANN
Autor(a): Carmen Romero Dorr
Editora: Jangada

Páginas: 298
Ano de publicação: 2019
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Em 1945, Paulina Hoffmann é uma jovem crescendo em meio aos horrores da Berlim nazista. Depois de fugir com sua mãe, tenta reconstruir a vida na Espanha pós-guerra, atravessando conflitos e relacionamentos conturbados através do refúgio no amor de seus filhos e única neta, Alicia. Em 2016, com a morte da avó, Alicia herda um apartamento em Berlim que, até então, sua família não sabia da existência. No meio de um tumultuado divórcio, ela decide ir para a Alemanha à procura de respostas sobre os mistérios por trás da vida dessa avó que sempre admirou. Um romance cheio de mistério e poesia entrelaçando a história de duas mulheres numa jornada de autoconhecimento, perdão e reconciliação.

Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje minha resenha é do livro O Último Presente de Paulina Hoffmann, lançado pela editora Jangada. O livro é de autoria de Carmen Romero Dorr e tem tradução de Gilson César Cardoso de Sousa. 


Em Madri, no ano de 2016, Alicia recebe a notícia de que sua avó, Paulina Hoffmann, morreu após um ataque cardíaco enquanto dormia. Muito próxima da sua falecida avó, Alicia tenta assimilar o acontecimento enquanto se reencontra com seu pai para ler o testamento de Paulina, tudo transcorre como o usual até o momento em que o advogado da falecida diz que Alícia agora é proprietária de um apartamento em Berlim, que outrora pertencera a sua avó. 


Surpresa por desconhecer a propriedade, Paulina decide se ausentar da firma de advocacia em que trabalha e vai até o apartamento pensando no quanto ela não conhece da vida da sua avó. Nascida em Berlim, Paulina testemunhou todos os terrores da ascensão do nazismo na Alemanha, todavia após perder seus irmãos e pai por conta da guerra, muda-se com a sua mãe para a Espanha, na tentativa de refazer sua vida e superar as perdas. 

O Último Presente de Paulina Hoffmann traz a história dessas duas mulheres, que apesar de viver realidades completamente diferentes, lutam e vivenciam sentimentos parecidos.

Pois então, sabe aquele livro que você pega sem expectativa nenhuma e acaba te nocauteando? Essa é a melhor forma para descrever O Último Presente de Paulina Hoffmann. A forma como a autora tece e interliga as vidas das duas protagonistas deste romance é de arrepiar, me senti completamente imergido em suas histórias, vivências e sofrimentos. 



Para vocês entenderem mais como funciona a narrativa do livro, ele é dividido em capítulos que alternam os pontos de vista, temos os capítulos de Alícia (narrados no presente da história, ou seja, 2016) e temos os capítulos de Paulina (que se inciam em 1938 e vão até 2016). Nisso, conhecemos muito da trajetória das duas mulheres, seus anseios e reflexões a respeito do ambiente em que vivem, tudo isso é nos dado de forma muito poética e pessoal, o que aumenta ainda mais a beleza da trama. 

Olhando assim parece que a história de Paulina é MUITO mais interessante do que da Alicia, pela mulher ter vivido no período do nazismo na Alemanha e escapado do regime indo para uma Espanha que vivia uma forte ditadura. Do lado histórico com certeza tal período soa mais "interessante", mas ambas as narrativas possuem um refinamento incrível em desfragmentar a essência das personagens, por isso o livro não sofre de "altos e baixos" e se mantém atrativo durante todo o seu desenvolvimento. 

Talvez o único problema que eu enfrentei tenha sido no início da narrativa, isso porque os capítulos eram curtos demais (possuíam cerca de 3-4 páginas), e isso não permitia que eu me conectasse com a história, porque assim que me conectava com aquele capítulo, ele terminava. 
Por sorte essa dinâmica muda antes do meio do livro, assim consegui me conectar plenamente enquanto a narrativa se aprofunda. 

Uma observação final que eu trago é o poder da Carmen de nos ambientar em Madri e Berlim através do tempo, é fascinante ver como somos sugados pela descrição da autora, muitos dizem que seu estilo de escrita remete muito a Elena Ferrante (um master elogio), e eu concordo plenamente. 

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Olá leitores e leitoras! Meu nome é Leonardo Santos, tenho 24 anos, sou de São Paulo mas atualmente estou em Minas Gerais cursando Letras! Minha paixão pela leitura começou desde muito cedo, e é um prazer compartilhar minhas leituras e experiência com vocês!

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