22 de julho de 2026

RESENHA: O CÍRCULO



Organizadores:  Renato Ribeiro
Editora: Independente
Ano de publicação: 2026
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"Quando quatro assassinos em série são executados numa estrada sob circunstâncias inexplicáveis, o país inteiro entra em colapso moral. Entre revolta, idolatria e teorias conspiratórias, nasce uma pergunta impossível de ignorar: quem tem o direito de decidir quem merece viver?A investigação conduzida pelo delegado Eduardo Brianesi revela a existência de uma organização clandestina conhecida apenas como O Círculo — uma presença silenciosa, sofisticada e aterradora, capaz de manipular pessoas comuns através de seus traumas, medos e convicções mais profundas. À medida que o caso se espalha pelas redes sociais, pela mídia e pelos bastidores da política nacional, o Brasil mergulha numa espiral de paranoia, violência e radicalização.Ao lado da renomada psicóloga criminal Paola Arantes Vieira, Eduardo se vê diante de um jogo psicológico brutal, onde justiça e crueldade passam a dividir a mesma face. Enquanto figuras influentes desaparecem, segredos de Estado vêm à tona e a opinião pública se transforma numa arma imprevisível, uma verdade perturbadora começa a emergir: talvez o maior perigo não esteja no Círculo, mas no quanto a sociedade deseja acreditar nele."

 

Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje minha resenha é do livro O Círculo, Olivro é de autoria de Renato Ribeiro e resenha foi escrita por Leonardo Santos. 











Tudo começa quando quatro assassinos em série são retirados de um presídio de segurança máxima sob a justificativa de serem levados para realizar exames médicos. Durante o trajeto, no entanto, o transporte é interceptado por uma organização desconhecida chamada O Círculo. Pouco tempo depois, os quatro criminosos são executados pelos próprios agentes responsáveis pela escolta, que assumem toda a responsabilidade pelo ocorrido, mas se recusam a revelar qualquer informação sobre quem realmente estava por trás daquela operação.


O caso rapidamente toma conta dos noticiários e das redes sociais. Enquanto parte da população comemora a morte de criminosos considerados irrecuperáveis, outra parte questiona quem teria autoridade para decidir quem merece viver ou morrer. No centro dessa investigação está o delegado Eduardo Brianesi, que passa a tentar compreender como pessoas comuns, sem qualquer histórico de violência, foram levadas a cometer crimes tão extremos. Ao lado da psicóloga criminal Paola Arantes Vieira, ele descobre que aqueles acontecimentos fazem parte de algo muito maior, uma organização capaz de explorar traumas, sentimentos e convicções pessoais para convencer indivíduos de que estão fazendo justiça.



Conforme a investigação avança, novos casos surgem em diferentes partes do país. Cada um deles parece completamente independente à primeira vista, mas todos compartilham o mesmo padrão: pessoas comuns passam a acreditar que determinadas vidas não deveriam mais existir. Aos poucos, o livro deixa de ser apenas uma investigação policial para se transformar em uma discussão sobre manipulação, psicologia, radicalização e os limites entre justiça e vingança.


O que mais gostei em O Círculo foi justamente essa construção. Renato Ribeiro cria uma narrativa que cresce de forma muito natural desde o início! O primeiro caso já desperta curiosidade, mas a história vai ficando ainda mais interessante conforme novas peças vão sendo adicionadas à investigação, isso porque existe uma sensação constante de que há algo muito maior acontecendo nos bastidores e que não estamos vendo totalmente (e eu amo isso). 



Também gostei bastante da forma como o autor trabalha a psicologia dos personagens. O foco nunca está apenas em descobrir quem cometeu determinado crime, mas principalmente entender por que essas pessoas chegaram até aquele ponto. Os interrogatórios, as conversas entre os investigadores e as análises da Paola ajudam a construir esse aspecto da narrativa sem deixar a leitura lenta, trazendo discussões que enriquecem bastante a história.


Outro ponto que me chamou atenção foi a maneira como Renato utiliza as redes sociais e a repercussão pública para ampliar o impacto dos acontecimentos, mostrando como uma investigação pode ultrapassar o âmbito policial e influenciar toda uma sociedade, dividindo opiniões e transformando qualquer novo acontecimento em um grande debate público. É um elemento que deixa a narrativa ainda mais atual.


Os capítulos são curtinhos e dinâmicos, alternam diferentes personagens e mantêm um ritmo muito constante. Mesmo quando a história muda de núcleo, a sensação é de que tudo está conectado e caminhando para um objetivo maior. Aos poucos, a trama vai revelando essas conexões sem entregar respostas de forma precipitada, mantendo o suspense até os momentos certos.



Enfim, galera! Renato Ribeiro constrói uma história que utiliza o suspense para discutir justiça, manipulação e comportamento humano, sempre deixando espaço para que o próprio leitor reflita sobre os acontecimentos. É uma leitura que prende pela construção do mistério e pela forma como consegue desenvolver seus personagens e seus conflitos ao longo da narrativa. 


TRÊS MOTIVOS PARA LER "O JAGUNÇO"





Olá pessoal do Porão Literário! Hoje vou compartilhar com vocês três motivos para ler o livro  "O Jagunço", de Sávio Batista.

"Desde o fim da escravidão legalizada, o Brasil enfrenta o crime do regime análogo à escravidão, onde trabalhadores são explorados ao máximo. Essa escravidão contemporânea aflige milhares de brasileiros e estrangeiros em fazendas, casas de família e empresas privadas. O Jagunço é uma obra ficcional inspirada em relatos reais de pessoas resgatadas desse tipo de prática desumana. Acompanhando Isaque, um trabalhador rural aliciado por seu algoz Natan, veremos a realidade de uma fazenda pertencente a um latifundiário sem escrúpulos. Este livro é um retrato doloroso das chagas que a escravidão deixou no solo brasileiro."

 

20 de julho de 2026

RESENHA: O FILHO DA OUTRA



Organizadores:  Paulo Azevedo
Editora: Folio
Ano de publicação: 2026
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"O Filho da outra conta a história de um menino que aos nove anos de idade fica sabendo que sua mãe é prostituta. Menino que carrega os sonhos em ser jogador de futebol rico e famoso para se livrar da pobreza e olhares preconceituosos. Em uma brincadeira do destino tudo muda rapidamente restando apenas aceitar o acaso da vida. Filhos estão preparados para ver a mãe sofrendo? Muito mais que uma história de futebol, é um livro sobre o amor de mãe e filho."

 

Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje minha resenha é do livro O Filho da Outra, publicado pela Folio Digital e escrito por Paulo Azevedo. A resenha foi escrita por Leonardo Santos.


RESENHA: OS PECADOS DE WHITECHAPEL



Organizadores:  Ricardo Colares
Editora: Viseu 
Ano de publicação: 2026
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Londres, 1895. Dois anos após os assassinatos que marcaram Whitechapel para sempre, a cidade volta a estremecer quando o corpo do padre Philippe é encontrado brutalmente mutilado dentro de uma igreja católica. O crime não apenas reacende o medo coletivo como expõe a ferida que a moral vitoriana insistiu em esconder sob tapetes de veludo e discursos respeitáveis.O caso cai nas mãos do inspetor Arthur Mahood, um homem respeitado pela polícia, irrepreensível em público e profundamente falho na vida privada. Filho de uma cozinheira irlandesa, criado entre aristocratas, Mahood construiu uma carreira sólida à custa de silêncios, omissões e afetos mal resolvidos. Casado, pai de dois filhos, divide-se entre a rotina doméstica fria e os becos de Whitechapel, onde mantém uma relação clandestina com Belle White, dama culta e perspicaz, sua confidente involuntária.À medida que a investigação avança, Mahood mergulha nos subterrâneos da cidade: bordéis masculinos, círculos artísticos, escândalos abafados pela elite e pela própria polícia. Nesse submundo, surgem figuras históricas reais e membros da aristocracia britânica, revelando uma Londres onde o pecado privado sustenta a moral pública.

 

Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje minha resenha é do livro Os Pecados de Whitechapel, publicado pela Viseu e escrito por Ricardo Colares. A resenha foi escrita por Leonardo Santos. 


TRÊS MOTIVOS PARA LER "COMPULSÃO"



Olá pessoal do Porão Literário! Hoje vou compartilhar com vocês três motivos para ler o livro Compulsão, publicado pela Itapuca e escrito por Paula Vinagre.

"A autora Paula Vinagre, através de uma abordagem forte e sensível, relata as compulsões humanas e as razões que podem acionar tais "gatilhos".O pano de fundo é um retiro, onde as pessoas irão para tratar as feridas da alma, através de técnicas ministradas por um mestre holístico.Terríveis acontecimentos assombrarão esse lugar aparentemente tranquilo, fazendo com que os participantes lutem pela sobrevivência.Um livro impactante, ágil, com uma reviravolta inesperada, que fará o leitor se surpreender do princípio ao fim."

TRÊS MOTIVOS PARA LER "O CAOS E EU"




Olá pessoal do Porão Literário! Hoje vou compartilhar com vocês três motivos para ler o livro O Caos e o Eu, publicado pela Ipê das Letras e escrito por Parraz

A busca do ser humano pelo seu eu, por uma identidade que possa levá-lo à compreensão de si mesmo, do seu ser mais íntimo, acompanha-o há séculos. Várias tentativas foram feitas, mas as identidades apresentadas não correspondem a um eu que é apenas fragmentos! Nessa busca que perpassa a existência, o que se encontra é o eu estilhaçado! Como estabelecer identidade ao que é, por essência, falta? O que resta é o caos! Nele manifestamos sentimentos, emoções, desejos, conquistas, fracassos e cansaços. Nesta babel existimos!

 

RESENHA: O JAGUNÇO



Organizadores:  Sávio Batista
Editora: Artêra
Ano de publicação: 2026
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"Desde o fim da escravidão legalizada, o Brasil enfrenta o crime do regime análogo à escravidão, onde trabalhadores são explorados ao máximo. Essa escravidão contemporânea aflige milhares de brasileiros e estrangeiros em fazendas, casas de família e empresas privadas. O Jagunço é uma obra ficcional inspirada em relatos reais de pessoas resgatadas desse tipo de prática desumana. Acompanhando Isaque, um trabalhador rural aliciado por seu algoz Natan, veremos a realidade de uma fazenda pertencente a um latifundiário sem escrúpulos. Este livro é um retrato doloroso das chagas que a escravidão deixou no solo brasileiro."

 

Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje a minha resenha é do livro "O Jagunço", do Sávio Batista. O livro foi publicado pela Artêra Editorial e a resenha foi escrita por Leonardo Santos. 


18 de julho de 2026

TRÊS MOTIVOS PARA LER "UMA MAÇÃ PARA QUATRO"







Olá pessoal do Porão Literário! Hoje vou compartilhar com vocês três motivos para ler o livro Uma Maçã para Quatro, da Cornelia Wendel, publicado pela Editora Labrador

"...Bertha rezava todas as noites para que seu pai enviasse notícias melhores... Até que rezar deixou de ser rotina... Até que deixou de rezar...” Três gerações atravessadas pela guerra, pelo exílio e por vínculos delicados. Ernest e Annelise, forjados entre o rigor alemão e a violência do antissemitismo. Bertha e Willy, unidos por uma improvável convivência entre vítima e algoz da história. E, por fim, Corina, nascida em solo brasileiro, herdeira silenciosa de dores que não escolheu, mas que moldam sua infância. Em Uma Maçã para Quatro, Cornelia Wendel costura com sensibilidade a saga de uma família marcada por silêncios, traumas e tentativas de afeto. Um romance pungente sobre o que se transmite sem palavras ― e o que permanece mesmo depois do tempo."
 

17 de julho de 2026

RESENHA: UMA MAÇÃ PARA QUATRO



Organizadores:  Cornelia Wendel
Editora: Labrador
Ano de publicação: 2026
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"“...Bertha rezava todas as noites para que seu pai enviasse notícias melhores... Até que rezar deixou de ser rotina... Até que deixou de rezar...” Três gerações atravessadas pela guerra, pelo exílio e por vínculos delicados. Ernest e Annelise, forjados entre o rigor alemão e a violência do antissemitismo. Bertha e Willy, unidos por uma improvável convivência entre vítima e algoz da história. E, por fim, Corina, nascida em solo brasileiro, herdeira silenciosa de dores que não escolheu, mas que moldam sua infância. Em Uma Maçã para Quatro, Cornelia Wendel costura com sensibilidade a saga de uma família marcada por silêncios, traumas e tentativas de afeto. Um romance pungente sobre o que se transmite sem palavras ― e o que permanece mesmo depois do tempo."

 

Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje a minha resenha é do livro Uma Maçã para Quatro, da Cornelia Wendel, publicado pela Editora Labrador. A resenha foi escrita por Leonardo Santos. 


RESENHA: COMPULSÃO



Organizadores:  Paula Vinagre
Editora: Itapuca
Ano de publicação: 2026
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A autora Paula Vinagre, através de uma abordagem forte e sensível, relata as compulsões humanas e as razões que podem acionar tais "gatilhos".O pano de fundo é um retiro, onde as pessoas irão para tratar as feridas da alma, através de técnicas ministradas por um mestre holístico.Terríveis acontecimentos assombrarão esse lugar aparentemente tranquilo, fazendo com que os participantes lutem pela sobrevivência.Um livro impactante, ágil, com uma reviravolta inesperada, que fará o leitor se surpreender do princípio ao fim.

 

Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje minha resenha é do livro Compulsão, publicado pela Itapuca e escrito por Paula Vinagre. A resenha foi escrita por Leonardo Santos. 


A história acompanha um grupo de pessoas que decide participar de um retiro terapêutico em Miguel Pereira, na região serrana do Rio de Janeiro. Vindos de realidades completamente diferentes, todos carregam um mesmo objetivo: enfrentar compulsões que tomaram conta de suas vidas. Há quem lute contra o vício em jogos, compras, álcool, sexo, comida, cirurgias plásticas, furtos e tantas outras dependências que, pouco a pouco, destruíram relacionamentos, carreiras e a própria autoestima.


O retiro é conduzido pelo terapeuta holístico Ricardo Marcondes, que acredita que a combinação entre meditação, contato com a natureza e exercícios de autoconhecimento pode ajudar seus hóspedes a compreenderem a origem de seus comportamentos. Durante os primeiros dias, o grupo começa a criar vínculos, compartilhar histórias e revisitar traumas que, muitas vezes, estavam enterrados há anos.



Mas tudo muda quando uma tempestade isola completamente o sítio. O que parecia ser apenas um processo de cura rapidamente se transforma em uma luta pela sobrevivência. Assassinatos brutais começam a acontecer, deixando claro que alguém naquele lugar possui intenções muito diferentes das prometidas pelo retiro. Enquanto tentam descobrir quem está por trás das mortes, os participantes também precisam enfrentar seus próprios medos, porque o passado de cada um parece estar muito mais ligado aos acontecimentos do que imaginavam.


O que mais me chamou atenção em Compulsão foi justamente a construção dos personagens. Antes de apostar no suspense, Paula dedica um bom tempo para apresentar cada um deles, mostrando como suas compulsões surgiram e de que maneira elas passaram a controlar suas vidas. Isso faz bastante diferença, porque quando a tensão aumenta nós já conhecemos aquelas pessoas e entendemos o peso que cada uma carrega.



Gostei muito da escolha de alternar a narrativa entre o presente e capítulos que mostram o passado dos personagens. Aos poucos, vamos entendendo como cada trauma contribuiu para formar aquelas personalidades e percebemos que ninguém chegou ao retiro por acaso. São histórias diferentes entre si, mas todas conversam com a proposta central do livro de discutir os gatilhos por trás das compulsões humanas.


Outro ponto que funcionou muito bem foi o ritmo da leitura. Os capítulos são curtos, sempre terminam despertando curiosidade e fazem com que seja difícil interromper a leitura. Quando o suspense finalmente assume o protagonismo, a história ganha ainda mais velocidade sem deixar de lado aquilo que construiu anteriormente.


Também gostei da maneira como a autora distribui as pistas ao longo da narrativa. Em alguns momentos imaginei que já havia entendido o rumo da história, mas o livro consegue surpreender sem recorrer a soluções forçadas. As revelações fazem sentido dentro do contexto apresentado desde o início e mudam completamente a percepção sobre alguns personagens. Me lembrou muito um livro que amo demais chamado "Nove Desconhecidos", da Liane Moriarty. 



Além do suspense, acredito que o maior mérito da obra esteja na forma como ela trata as compulsões, isso porque nenhum personagem é definido apenas pelo seu vício! Pelo contrário, a autora procura mostrar as dores, inseguranças e experiências que contribuíram para que cada um chegasse àquele ponto. Isso dá mais profundidade à narrativa e torna a leitura muito mais interessante.


Compulsão consegue equilibrar suspense, investigação e desenvolvimento psicológico de uma forma bastante envolvente. É um livro que prende pela curiosidade em descobrir quem está por trás dos crimes, mas também pelo interesse em conhecer melhor as histórias de cada personagem. Para quem gosta de thrillers com bastante tensão, capítulos rápidos e personagens marcados por conflitos internos, essa é uma leitura que vale a pena conhecer.



Leonardo Santos



Olá leitories! Meu nome é Leonardo Santos, tenho 28 anos, sou de São Paulo mas atualmente estou em Guarulhos cursando Letras! Minha paixão pela leitura começou desde muito cedo, e é um prazer compartilhar minhas leituras e experiência com vocês!

Equipe do Porão

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