Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje minha resenha é do livro Future Rising: A Sétima Máquina, lançado pela editora Appris. O livro é de autoria de Rick Schwartz.
A história nos transporta para um futuro onde a linha entre o humano e o tecnológico é quase inexistente. Zack é um protagonista que atua como uma peça operacional da Umbra Exercitus, uma organização mercenária antiga que serve aos interesses de grandes corporações e governos em guerras que nunca chegam aos jornais. Após uma missão que não sai como o planejado, Zack se vê caçado pelas mesmas forças que o criaram e acaba encontrando refúgio em um lado da sociedade que ele, como soldado, costumava ignorar.
Enquanto ele tenta entender sua nova realidade e o peso de suas escolhas, acompanhamos em paralelo o trabalho do Dr. William Sheppard na Cidade 23. Sheppard é um psicanalista de inteligência artificial recrutado para um projeto ultra secreto: o desenvolvimento da "máquina perfeita", uma IA que possua autonomia e, talvez, uma alma.
O universo do livro é regido pelo sistema Neurosync, que controla dados sociais, econômicos e de saúde por meio de implantes neurais.Nessa sociedade, a liberdade é monitorada por sistemas de pontuação social e vigilância constante da Neuropol, onde grandes empresas como a Palantiun Dynamics ditam as regras. A trama se aprofunda no mistério de como essas consciências artificiais podem mudar o rumo da humanidade, enquanto Zack mergulha em conspirações globais para descobrir quem ele realmente é fora das engrenagens do sistema.
Minha experiência com a escrita do Rick Schwartz foi surpreendente. O autor constrói um cenário distópico muito sólido, onde a tecnologia dita o ritmo da narrativa e o comportamento dos personagens. O que mais brilha na história é a forma como o autor aborda a integração entre homem e máquina, trazendo questionamentos sobre os limites da inteligência artificial.
É fascinante observar o contraste entre o mundo tecnológico e o lado humano. A relação de Zack com a Vivian e a pequena Maggie, uma garotinha que enfrenta uma doença degenerativa, traz uma carga emocional profunda ao livro. Esses momentos de cotidiano em um restaurante decadente humanizam o protagonista e dão peso às suas motivações futuras. O livro também explora temas densos, como o controle governamental através de dados e a ética das grandes corporações.
O ritmo me manteve preso do início ao fim, alternando entre os dilemas morais do Dr. Sheppard no isolamento da Cidade 23 e a jornada de sobrevivência visceral do Zack nas ruas. A edição física do livro está com um trabalho visual incrível, com uma capa que chama muito a atenção e uma diagramação que facilita a leitura de um texto tão detalhado.
Para quem gosta de histórias que misturam ação militar com filosofia tecnológica, esse livro é uma recomendação certa. Fico no aguardo dos próximos volumes para ver como esse universo vai se expandir, pois o autor deixou ganchos muito promissores para a continuidade da série!