A humanidade é como um grande jardim: pessoas vulneráveis, corrompidas pela distopia que as circunda. Essa distopia não é um conceito que virá. Ela permanece nos que já foram, nos que estão e nos que virão. É nesse ponto em que esta obra se firma, retratando criativamente a discórdia de pessoas reais.Escarro é um drama sobre o desprezo; olhos são uma investigação sobre a devastação. Pele é um romance poético sobre o pecado, enquanto corações são uma fábula sobre as injustiças. Ossos são o próprio medo; já os dentes, uma dramédia sobre a insegurança. Por fim, sangue é uma tragédia sobre o amor impermisto. Este é O Jardim Distópico da Carne, um conjunto de histórias com sete protagonistas e somente um vilão: o ser humano..
6 de julho de 2026
TRÊS MOTIVOS PARA LER "O JARDIM DISTÓPICO DA CARNE"
5 de julho de 2026
TRÊS MOTIVOS PARA LER "ANUHAR - O GUARDIÃO DO AR"
Batalhas interplanetárias, extraterrestres e erotismo espacial. Depois da eletrizante história do primeiro volume da série Drah Senóriah, o planeta passa a utilizar a nova substância na confecção dos equipamentos de tecnologia, mas enfrenta dificuldades com os meios de transporte aéreos. Anuhar, líder dos Guardiões do Ar, busca incansavelmente uma solução. Para resolver o problema, ele ultrapassa todos os limites impostos e ousa além do permitido, o que assusta seus colegas. Sob a ordem de seu superior, recebe Sarynne, a jovem designada a ajudá-lo e que vai virar seu mundo de cabeça para baixo. Mas tudo muda quando o arqui-inimigo do planeta faz uma investida magistral contra Drah. A partir daí, o Guardião passa a encarar algo até então desconhecido. Ajuste suas naves e prepare-se, pois nessa leitura você vai explorar todos os seus sentidos e fazer parte da batalha ao lado de Anuhar.
2 de julho de 2026
RESENHA: O JARDIM DISTÓPICO DA CARNE
A humanidade é como um grande jardim: pessoas vulneráveis, corrompidas pela distopia que as circunda. Essa distopia não é um conceito que virá. Ela permanece nos que já foram, nos que estão e nos que virão. É nesse ponto em que esta obra se firma, retratando criativamente a discórdia de pessoas reais.Escarro é um drama sobre o desprezo; olhos são uma investigação sobre a devastação. Pele é um romance poético sobre o pecado, enquanto corações são uma fábula sobre as injustiças. Ossos são o próprio medo; já os dentes, uma dramédia sobre a insegurança. Por fim, sangue é uma tragédia sobre o amor impermisto. Este é O Jardim Distópico da Carne, um conjunto de histórias com sete protagonistas e somente um vilão: o ser humano..
26 de junho de 2026
RESENHA: ANUHAR - O GUARDIÃO DO AR
Batalhas interplanetárias, extraterrestres e erotismo espacial. Depois da eletrizante história do primeiro volume da série Drah Senóriah, o planeta passa a utilizar a nova substância na confecção dos equipamentos de tecnologia, mas enfrenta dificuldades com os meios de transporte aéreos. Anuhar, líder dos Guardiões do Ar, busca incansavelmente uma solução. Para resolver o problema, ele ultrapassa todos os limites impostos e ousa além do permitido, o que assusta seus colegas. Sob a ordem de seu superior, recebe Sarynne, a jovem designada a ajudá-lo e que vai virar seu mundo de cabeça para baixo. Mas tudo muda quando o arqui-inimigo do planeta faz uma investida magistral contra Drah. A partir daí, o Guardião passa a encarar algo até então desconhecido. Ajuste suas naves e prepare-se, pois nessa leitura você vai explorar todos os seus sentidos e fazer parte da batalha ao lado de Anuhar.
14 de junho de 2026
RESENHA: RAZÃO, "COR" E DESEJO
Razão, "cor" e desejo traz um renovado olhar sobre a complexa questão das relações raciais e sexuais no Brasil, comparando-a com a contrastante experiência sul-africana. Apoiando-se em múltiplos materiais e fontes, a autora coloca no centro da discussão o modo como os relacionamentos afetivo-sexuais inter-raciais se estruturam e são pensados em diferentes sociedades
Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje minha resenha é do livro Razão, “cor” e desejo, lançado pela Editora Unesp. O livro é de autoria de Laura Moutinho. O livro foi publicado pela editora UNESP.
RESENHA: JARDIM NOTURNO
Um diabo inquieto, uma velha maliciosa e um Jack, o Estripador do pós-guerra; uma perseguição por uma paisagem urbana sinistra e uma cidadezinha onde o mal espreita por trás de roseiras impecáveis. Em cada conto de Jardim Noturno , Shirley Jackson atesta por que é considerada uma das grandes mestres da narrativa curta, capaz de extrair o extraordinário da rotina, o absurdo do familiar, o horror do que se apresenta como inofensivo.Publicada postumamente a partir de manuscritos encontrados por seus filhos, Laurence Jackson Hyman e Sarah Hyman DeWitt, esta antologia reúne contos inéditos ou esquecidos da autora de A Assombração da Casa da Colina e “A Loteria”. Aqui estão tanto os textos macabros e perturbadores que consagraram Jackson quanto cenas de humor doméstico, sempre com uma dose de ironia que desnuda a natureza humana em seus gestos mais triviais.
11 de junho de 2026
RESENHA: ENTRE O AZUL E O VERMELHO
Tito é um aprendiz de cartógrafo que vê seu mundo desabar após o surgimento de uma Zona Púrpura. Sem voz e desamparado, o rapaz e seu cão Sombra precisam enfrentar a violência das terras mágicas de Morimum. Do outro lado do Vale, na Cidade Nova, Maria é uma exímia engenheira de armas que embarca em uma jornada com destino a si mesma. Longe de casa, a jovem busca respostas para perguntas que ainda não sabe fazer. Enquanto um grupo de jovens passa por provações, algo antigo se move nas sombras doCentro de Pesquisa e Ciência. Criaturas que não deveriam existir deixam rastros de sangue — e ninguém sabe de onde vêm. Embarque numa jornada sobre o poder do silêncio, o autoconhecimento e como um propósito pode mudar vidas.
9 de junho de 2026
RESENHA: U-507
A literatura infantojuvenil se reinventa. E poucos nomes contribuem mais para isso do que Roger Mello. Em sua nova parceria com Felipe Cavalcante – dueto que deu origem ao premiadíssimo Clarice –, Roger encanta pelo uso exuberante de metáforas, projeto gráfico único, construções poéticas e uma narrativa que, como um submarino, corta o azul-cobalto do imaginário.U-507 é mais do que um livro; é uma experiência sensorial que se desdobra em cada verso e ilustração. Ele nos leva a acompanhar, através do olhar de uma pequena garota, a narração ficcional de um dos episódios mais enigmáticos da história brasileira: o bombardeio de navios durante a Segunda Guerra Mundial, ocorrido na costa de Sergipe. Essa aventura histórica é contada com a leveza e o humor que sustentam a sobrevivência em meio às inseguranças e aos medos de um mundo conturbado.Ganhador do Prêmio Hans Christian Andersen, considerado o “Nobel” da literatura infantojuvenil, Roger constrói sua narrativa como se desenhasse um labirinto aquático com palavras. Cada página revela novos segredos e convida o leitor a explorar os limites entre a verdade e a fantasia.
Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje minha resenha é do livro U-507. O livro é de autoria de Roger Mello, com ilustrações de Felipe Cavalcante e foi publicada pela editora Global.
U-507 parte de um episódio real da história brasileira para construir uma narrativa que mistura memória, imaginação e percepção. A gente acompanha os acontecimentos a partir do olhar de uma criança, filha de uma mulher viúva, vivendo em uma cidade do litoral nordestino durante a Segunda Guerra Mundial. É nesse cenário que surgem os relatos sobre os ataques de um submarino alemão na costa brasileira, algo que, para os adultos, carrega um peso histórico claro, mas que para a criança aparece de forma fragmentada, quase como um mistério.
O livro não se preocupa em recontar esse episódio de forma direta ou didática. Pelo contrário, ele trabalha com lacunas, com imagens e com uma construção que depende muito mais da sensibilidade do leitor. A guerra está ali, mas nunca é explicada por completo. Ela se manifesta nas ausências, nos medos e na forma como os adultos se comportam, sempre filtrada pelo olhar da menina.
O que mais me chamou atenção foi como o Roger Mello conduz essa narrativa sem perder o equilíbrio entre o histórico e o imaginativo. Existem elementos que flertam com o fantástico, que ampliam a experiência de leitura, mas sem tirar o peso do que está sendo contado. Isso cria uma sensação constante de deslocamento, como se a história estivesse sempre entre dois planos.
As ilustrações do Felipe Cavalcante são fundamentais nesse processo. Elas não funcionam apenas como complemento, mas como parte da narrativa. Em vários momentos, é através delas que a gente consegue entender melhor o clima da história, principalmente quando o texto opta por não explicar tudo. Existe uma preocupação clara em fazer com que o livro funcione também como objeto visual.
Outro ponto interessante é como o livro trabalha a ideia de memória coletiva. Esse não é um episódio tão presente no imaginário popular, e a forma como ele é abordado aqui faz com que o leitor se aproxime de algo que muitas vezes passa despercebido. Não é um resgate histórico tradicional, mas uma forma de olhar para esse passado através de outra perspectiva.
Assim como em Clarice, o autor aposta em uma escrita que não entrega respostas fáceis. É uma leitura que pede atenção, que exige que o leitor participe mais ativamente, ligando os pontos e interpretando o que está nas entrelinhas. Isso pode afastar quem busca uma narrativa mais direta, mas funciona muito bem dentro da proposta do livro.

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