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RESENHA: BOM DIA, VERÔNICA

24 de setembro de 2020

Bom dia, Verônica por [Andrea Killmore, Ilana Casoy, Raphael Montes]

BOM DIA, VERÔNICA
Autor(a): 
 Raphael Montes & Ilana Casoy
Editora: DarkSide Books
Páginas: 305
Ano de publicação: 2020
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Chegou a hora de abrir a caixa e revelar muito mais que um mistério ― uma parceria, um pacto vivo a quatro mãos, um suspense que atormentou leitores e despertou questionamentos. Qual a verdadeira identidade de Andrea Killmore? Por trás de um thriller hipnotizante e surpreendente, duas mentes sombrias, familiares ao perigo e a todos os amantes da literatura dark: Casoy e Montes.
A rotina da secretária de polícia Verônica Torres era pacata, burocrática e repleta de sonhos interrompidos até aquela manhã. Um abismo se abre diante de seus pés de uma hora para outra quando, na mesma semana, ela presencia um suicídio inesperado e recebe a ligação anônima de uma mulher clamando por sua vida. Verônica sente um verdadeiro calafrio, mas abraça a oportunidade de mostrar suas habilidades investigativas e decide mergulhar sozinha nos dois casos. Um turbilhão de acontecimentos inesperados é desencadeado e a levam a um encontro com lado mais sombrio do coração humano.


Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje minha resenha é do livro Bom dia, Verônica, lançado pela editora DarkSide Books. O livro é de autoria de Raphael Montes & Ilana Casoy e tem tradução de Paulo Raviere.

Verônica Torres vive em sua rotina em seu serviço como secretária na delegacia de São Paulo. Entre uma carreira com pouco potencial de evolução e uma relação pacata com o seu marido, tudo parece mudar quando Verônica vê a figura de uma mulher aflita (com várias feridas na boca) no corredor da delegacia. 


Instantes depois, Verônica presencia a mulher se jogar da janela do prédio e cometer suicídio. Intrigada com o fato, Verô começa a investigar por conta própria o que pode ter acontecido para que a mulher cometesse um ato tão desesperado.

Nisso conhecemos Janete, uma mulher que mora com seu marido e tem uma rotina bem limitada aos seus afazeres domésticos e em cuidar de seu esposo, um policial militar. Além da rotina de aparências Janete teme pela sua própria vida, dado o histórico extremamente psicótico e perigoso de seu marido, Brandão. Ao ver a atenção que o caso da suicida na delegacia ganhou na mídia, Janete decide ligar para o departamento de polícia e falar com a secretária que apareceu na mídia falando sobre o caso, Verônica. Sua intenção é pedir ajuda a ela, já que a cada dia que passa o comportamento de Brandão parece mais instável. 

Conforme Verônica vai mergulhando nos dois casos de violência as mulheres, seu trabalho de investigação leva ela até um dos lugares mais macabros da mente humana... E isso é só o começo da história. 

Pois bem, desde quando a DarkSide anunciou os verdadeiros autores por trás do pseudônimo Andrea Killmore criou-se um hype gigante pela história de Verônica. Desde então eu já tinha ficado curioso pra ler (principalmente por tratar de um thriller nacional), e depois que foi anunciado uma adaptação em série da Netflix então... Bom, tive que iniciar minha leitura. 

E olha, não é uma leitura fácil de se fazer. Os autores parecem ter mergulhado na mente de um psicopata para conseguir montar alguns capítulos de Bom dia, Verônica. Brutal e extremamente cruel, o livro se desenrola em uma narrativa investigativa com muito teor gore. 


Os capítulos são divididos pelos pontos de vista de Verônica e Janete, duas mulheres que tem suas lutas individuais e que nos oferecem dois prismas diferentes acerca da violência física e psicológica: a vítima e a que oferece suporte. A relação das duas é repleta de altos e baixos que dão um atrito interessante para o enredo. 

A violência em si é bem visceral e você consegue sentir escorrer das páginas em alguns momentos, mas ela "faz sentido" dentro da própria história, tendo como noção a psicopatia dos personagens e a brutalidade com que eles agem. 

Acredito que o maior potencial do livro seja pelo fato dele chocar e trazer  lugares conhecidos para vários brasileiros (especialmente paulistas), como o terminal do tietê, avenida paulista e por aí vai... É legal vermos histórias que passam em lugares mais próximos a nossa realidade (por mais que essa em específico seja bem macabra). 

Mesmo achando algumas decisões meio "burras" tomadas pela protagonista (Verônica), consegui entrar na história de uma forma verossímil. Meu maior problema, no entanto, foi com o final. O plot final é bem interessante (não totalmente original, mas interesse), entretanto ele poderia ter sido melhor trabalhado caso houvesse mais fatores que o indicassem (talvez eu possa ter perdido essas dicas, mas enfim).

Além disso, como um próprio amigo reportou durante a leitura, alguns termos utilizados (como criado-mudo e quinta-feira negra) não se encaixam muito bem pelo teor problemático que eles possuem, não condenei o livro por conta deles, mas gostaria que eles fossem alterados em futuras edições. 

Ademais; Bom dia, Verônica se tornou uma leitura bem interessante por misturar esses elementos que eu já falei com uma mitologia indígena como plano de fundo (mesmo que de forma superficial). O final deixa alguns pontos em aberto para as continuações (Boa tarde, Verônica e Boa Noite, Verônica) ainda sem data de lançamento prevista. 




 

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Olá leitores e leitoras! Meu nome é Leonardo Santos, tenho 24 anos, sou de São Paulo mas atualmente estou em Minas Gerais cursando Letras! Minha paixão pela leitura começou desde muito cedo, e é um prazer compartilhar minhas leituras e experiência com vocês!

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