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RESENHA: PSICOPATA AMERICANO

27 de setembro de 2020



PSICOPATA AMERICANO
Autor(a): 
 Bret Easton Ellis
Editora: DarkSide Books
Páginas: 432
Ano de publicação: 2020
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Patrick Bateman é um sujeito "aparentemente" invejável. Jovem, bonito, bem nascido e bem educado, ele trabalha em um conhecido banco de investimentos em Wall Street, enquanto passa as noites entre jantares, boates e festa particulares, regadas com todos os aditivos inerentes ao lado mais sombrio da vida noturna de Nova York no final dos anos 1980. Bateman, porém, tem alguns segredos bem guardados. Por trás da fachada de normalidade, possui o instinto de um serial killer, com toda a torpeza, degradação, asco e repulsa que um psicopata consegue provocar. Formado em Exeter e Harvard, Bateman também é gourmand, entusiasta do bronzeamento artificial e de infindáveis tratamentos estéticos, implacável crítico de moda e consumidor ávido das últimas traquitanas tecnológicas de então, como aparelhos de som 3x1 e videocassete. Mora em um luxuoso apartamento no Upper West Side, em Manhattan e é vizinho do astro de Top Gun, Tom Cruise. No romance, acompanhamos os dias e noites de Bateman, que seriam banais, não fossem os crimes abjetos e sem razão aparente que ele comete e de maneira que não conseguimos compreender. Sem remorso. Sem piedade. Contra mulheres. Contra mendigos. Contra músicos de ruas. Contra colegas. Contra crianças.

Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje minha resenha é do livro Psicopata Americano, lançado pela editora DarkSide Books. O livro é de autoria de Bret Easton Ellis

Aos 27 anos de idade, Patrick Bateman tem uma fortuna acumulada em um valor que poucos conseguem sequer imaginar ter. Acionista da bolsa de valores de Wall Street e pertencente a geração chamada "yuppie" (cuja sigla significa Young Urban Professional, ou então Jovem Profissional Urbano), Pat vive entre os maiores luxos que a cidade de Nova Iorque pode oferecer, visita os melhores restaurante, utiliza dos melhores cosméticos e vive na região mais badalada da cidade. 

Todos os luxos que as marcas importadas e lugares requintados oferecem não parecem bastar para Pat, seu espírito extremamente competitivo e narcisista parece lhe repreender a todo instante, sempre procurando pela última novidade e pela sensação de frenesi, o homem então encontra uma paixão que pensou nunca encontraria, e ela está no desejo de matar. Não só matar, mas matar de forma extremamente violenta e gráfica. É nessa jornada de Bateman embarca: de dia um membro da Wall Street e de noite um assassino psicopata. 


Pra começar, posso dizer que esse livro É UM SOCO NO ESTÔMAGO. Difícil dizer uma leitura que me impactou tanto igual a de Psicopata Americano. Narrado em primeira pessoa, o autor nos coloca dentro da cabeça conturbada de Patrick, e ali começamos e vivenciar um pouco de sua rotina e suas manias - e que manias. 

Uma das primeiras coisas que observei ao iniciar a leitura é como Pat e seus amigos são fissurados pelo consumismo e pelo imediatismo. Vale lembrar que a narrativa se passa no final dos anos 80, onde o sonho americano ganhava cada vez mais força e os ideias de riqueza eram glorificados pela mídia e etc. Tais ideias parecem ter sido absorvidos pelos membros de Wall Street de maneira excessiva, visto que Pat e seus "amigos" conversam apenas sobre quais foram as últimas coisas que compraram, quanto gastaram e quanto irão gastar. 

No entanto, a narrativa mais muito além disso a partir do momento em que os desejos sanguinários de Pat começam a aparecer: A partir daí a história ganha uma camada de violência gráfica assustadora e extremamente visceral. O fato da narrativa ser em primeira pessoa auxilia nesse processo macabro, onde Pat e seu machado trabalham em um ritmo incansável de psicopatia e crueldade. Provando ser um assassino extremante narcisista, misógino e racista; aos poucos o autor vai evidenciando sua crítica sobre o apetite voraz que o sonho americano pode trazer. 


Não é pra menos que o próprio título já dá uma nacionalidade ao "psicopata", é possível entender o porquê do livro ter sido recusado por várias editoras durante seu período pré-publicação. Isso aliado a um modo de escrita tão cru deixou muita gente sem fôlego, por isso eu digo: esse livro não é pra todo mundo, entretanto, dê uma chance pra ele. 

Ao evidenciar todos os fatores, Bret Easton te dá vários socos no estômago (não só um, como disse no começo da resenha), e torna Pat um personagem único! Por isso só te peço, leia! 

Com relação ao filme, faz tempo que eu não assisto, mas pelo que me lembro a adaptação é extremamente fiel. Verei o filme e talvez farei um post comparativo, que tal? Enquanto isso, corram pra ler o livro também! 

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Olá leitores e leitoras! Meu nome é Leonardo Santos, tenho 24 anos, sou de São Paulo mas atualmente estou em Minas Gerais cursando Letras! Minha paixão pela leitura começou desde muito cedo, e é um prazer compartilhar minhas leituras e experiência com vocês!

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