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RESENHA: A CADERNETA DE ENDEREÇOS VERMELHA

14 de outubro de 2020


A CADERNETA DE ENDEREÇOS VERMELHA
Autor(a): 
 Sofia Lundberg 
Editora: Globo Livros
Páginas: 295
Ano de publicação: 2020
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Doris é uma senhora que vive sozinha em seu apartamento em Estocolmo e tem apenas a companhia de Jenny, uma sobrinha-neta que mora nos Estados Unidos, com quem faz chamadas de vídeo semanais que lhe dão muita alegria.
Doris carrega uma caderneta de endereços que ganhou do pai ainda menina e guarda nela os dados de todas as pessoas que conheceu e amou ao longo da vida. Ali ela também registra diversas histórias de seu passado e passa a dividi-las com Jenny para, quem sabe, ajudá-la a superar uma infância difícil. Suas histórias se confundem com os principais acontecimentos do século XX e fazem com que Doris se recorde do homem que foi o grande amor de sua vida e parece estar perdido para sempre. O que ela não espera, entretanto, é que o momento mais importante de sua vida ainda está por vir.

Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje minha resenha é do livro A caderneta de endereços vermelha lançado pela editora Globo Livros. O livro é de autoria de Sofia Lundberg e tem tradução de Claudio Carina

Doris é um mulher de 96 anos que vive sozinha, a única interação social que Doris possui são com suas cuidadoras, mulheres que vão até a sua casa para realizarem serviços básicos de manutenção e limpeza de seu apartamento em Estocolmo. Além disso, Doris mantém uma relação com sua sobrinha-neta Jenny, que vive nos Estados Unidos. Entre ligações pelo skype às duas compartilham dores e alegrias da vida. 




Com seus 96 anos, Doris já viveu muita coisa. Nascida na Suécia, Doris perdeu seu pai quando ainda era jovem, no entanto antes do homem morrer ele deixou um presente a menina: uma caderneta de endereços da cor vermelha. Muito apegada a agenda, Doris usou de suas páginas para relatar as pessoas que entravam e saiam de sua vida (como uma espécie de diário de recordações). Doris sabe que não lhe resta muito tempo de vida, por isso pretende deixar o diário com toda sua história para Jenny. 

Entre memórias de dor e alegria, a narrativa de A caderneta de endereços vermelha segue narrando a história de duas mulheres que viveram em décadas diferentes porém são ligadas por algo muito poderoso, um amor familiar que cruza gerações. 


Estocolmo, Paris, New York... A história de Doris cruza todas essas cidades. Mandada a Paris depois da morte de seu pai, a menina precisa trabalhar por conta própria para sobreviver, e isso é apenas o começo de sua jornada até o presente. 

E nossa, QUE JORNADA! Desde a primeira página fui atingido por uma melancolia, isso porque é muito "triste" ver Doris sozinha em seu apartamento vivendo de forma um tanto quanto reclusa; em sua primeira conversa com Jenny pelo Skype eu fiquei um pouco menos preocupado, Jenny realmente ama sua mãe de consideração e isso fica muito visível conforme a narrativa vai crescendo. 

O brilho do livro se dá através dos relatos da caderneta de Doris (onde ela escreve em primeira pessoa), é fascinante ler sobre sua história e como ela se intercala com eventos de grandes proporções do século XX (como a própria segunda guerra mundial). O que mais me emocionou durante a leitura foi a forma poética como Doris tece suas memórias e conversa com sua própria escrita, já que ela pretende deixar o diário para Jenny, Doris acaba deixando mensagens diretamente para sua sobrinha! E elas são extremamente poderosas e emotivas. 


Os personagens que cercam essa narrativa são maravilhosos e complexos, entre os nomes presentes na caderneta, consegui me apaixonar pela essência de Nilsson Gösta, um artista que Doris conhece em sua infância e acaba trocando cartas pelo resto de sua vida. 

Além disso temos Jenny, acabamos conhecendo mais de sua própria história e como ela se interliga com a de Doris conforme a narrativa vai evoluindo, e sim, consegui criar grande afeto por ela, até porque a relação da mulher com Doris é linda e muito sensível. 

Enfim, esse é um daqueles livros que você lê com o coração na mão, li as últimas 50 páginas lutando pra não cair em lágrimas! Com uma prosa sensível, reflexiva e emocionante; Sofia Lundberg acerta em muito em sua primeira narrativa ficcional! Eu indico e MUITO!

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Olá leitores e leitoras! Meu nome é Leonardo Santos, tenho 24 anos, sou de São Paulo mas atualmente estou em Minas Gerais cursando Letras! Minha paixão pela leitura começou desde muito cedo, e é um prazer compartilhar minhas leituras e experiência com vocês!

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