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RESENHA: PACHINKO

8 de novembro de 2020


PACHINKO
Autor(a): Min Jin Lee
Editora: Intrínseca

Páginas: 528
Ano de publicação: 2020
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No início dos anos 1900, a adolescente Sunja, filha adorada de um pescador aleijado, apaixona-se perdidamente por um rico forasteiro na costa perto de sua casa, na Coreia. Esse homem promete o mundo a ela, mas, quando descobre que está grávida ― e que seu amado é casado ―, Sunja se recusa a ser comprada. Em vez disso, aceita o pedido de casamento de um homem gentil e doente, um pastor que está de passagem pelo vilarejo, rumo ao Japão. A decisão de abandonar o lar e rejeitar o poderoso pai de seu filho dá início a uma saga dramática que se desdobrará ao longo de gerações por quase cem anos. Neste romance movido pelas batalhas enfrentadas por imigrantes, os salões de pachinko ― o jogo de caça-níqueis onipresente em todo o Japão ― são o ponto de convergência das preocupações centrais da história: identidade, pátria e pertencimento. Para a população coreana no Japão, discriminada e excluída ― como Sunja e seus descendentes ―, os salões são o principal meio de conseguir trabalho e tentar acumular algum dinheiro. Uma grande história de amor, Pachinko é também um tributo aos sacrifícios, à ambição e à lealdade de milhares de estrangeiros desterrados. Das movimentadas ruas dos mercados aos corredores das mais prestigiadas universidades do Japão, passando pelos salões de aposta do submundo do crime, os personagens complexos e passionais deste livro sobrevivem e tentam prosperar, indiferentes ao grande arco da história.

 

Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje minha resenha é do livro Pachinko, lançado pela IntrínsecaO livro é de autoria de Min Jin Lee e tem tradução de Marina Vargas. 



Pachinko evoca em suas páginas a cultura e a tradição japonesa e coreana que até então não eram tão conhecidas pra mim. Mergulhar em uma narrativa tão rica e que contempla uma série de acontecimentos marcantes na cultura ocidental foi uma das melhores experiências que eu tive nesse ano. 

Trazendo um romance histórico que atravessa gerações, começamos a história de Pachinko conhecendo Sunja, que vive na pobre região de Gohyang. Sunja é filha de um pescador já falecido e de uma mulher forte que arcou com a hospedaria da família do marido. Entre as tarefas rotineiras Sunja conhece um homem galanteador que lhe promete uma ascensão social e uma vida melhor. 

Sunja fica grávida deste homem, entretanto ao receber a proposta de ser adquirida como amante (visto que o homem já era casado), com isso a reputação da adolescente entra em ruína. Para se afastar daquele ambiente de miséria, Sunja aceita o pedido de casamento de um homem humilde que a leva para o Japão. E lá (re)começamos a nossa história. 

Pra início de conversa eu AMO um romance de gerações (sou grande fã de Ken Follett e não é a toa), por isso fiquei bem contente ao ler a sinopse de Pachinko e saber que a narrativa do livro ocorre entre os períodos de 1910 até 1989, percorrendo três gerações da família que se originou com o pescador e sua esposa. 


Por mais que Sunja seja o tronco dessa árvore genealógica, ela não é a única protagonista. É interessante ver como outras figuras ganham poder e acabam puxando nossa atenção no decorrer da leitura (como os próprios filhos dela, Mozasu e Noa). 

Por que essa história me prendeu tanto? Bom, os motivos são variados, mas para ser sincero eu me senti fisgado pela escrita da autora desde o primeiro capítulo. Sua escrita é leve e bem fácil de ser lida (assim com o mestre Ken Follett), em um romance extremamente POPULOSO como esse é necessário ter uma certa perícia ao introduzir personagens (com nomes dos quais não estamos acostumados) de forma que não nos confunda. 

Nesse ponto a autora é certeira! Foram poucos os momentos que eu fiquei confuso com a quantidade de personagens, mas uma dica que vale ouro é: criar uma tabelinha com as ligações entre os personagens. 


Mas afinal, o que é PACHINKO? Pois bem, os salões de pachinkos são locais regidos por jogos de azar, dança e muito do que engloba o entretenimento para a cultura oriental! Esses salões ocupam um grande espaço na narrativa em si (eles são introduzidos a nós, leitores, no meio da narrativa). No século XX os salões tinham um grande potencial para enormes ganhos ou perdas dos apostadores, e essa tradição se mantém até hoje!

Interessante, não é? Pois bem, com a leitura de Pachinko nos aventuramos em muito mais da tradição rica desses países tão afastados de nós. Além disso Lee nos coloca em um século extremamente conturbado para o oriente, na narrativa temos um vislumbre da cruel colonização do Japão em cima da Coreia, da Guerra da Coreia, da Segunda Guerra Mundial, e por aí vai... Esses cenários conturbados são utilizados para dar mais camadas aos personagens que habitam nas páginas. 


Poderia falar muito mais sobre a história, mas é interessante que quem esteja disposto a ler vá tirando essas referências por conta própria! Como já disse, essa narrativa realmente foi uma das minhas melhores experiências do ano! Minha edição é a do clube Intrínsecos, o clube de assinatura da Intrínseca! A escolha desse livro para se integrar ao catálogo do clube foi certeira, porque me deu uma experiência de leitura que talvez eu não teria caso visse o livro em alguma livraria. 

Além do livro, a caixa do Intrínsecos veio com uma revista que aprofunda mais alguns dos temas que eu citei aqui (e muitos outros), além de uma capa que protege as edições maravilhosas desse clube. Enfim, nem preciso falar que eu mega indico, não é? A pré-venda de Pachinko já está no ar!  

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Olá leitores e leitoras! Meu nome é Leonardo Santos, tenho 24 anos, sou de São Paulo mas atualmente estou em Minas Gerais cursando Letras! Minha paixão pela leitura começou desde muito cedo, e é um prazer compartilhar minhas leituras e experiência com vocês!

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