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RESENHA: EL BORBAH

11 de fevereiro de 2021

EL BORBAH
Autor(a): Charles Burns
Editora: DarkSide Books

Páginas: 128
Ano de publicação: 2020
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Com mais de 180 quilos e o conhecido figurino dos lutadores mexicanos de luta livre, com meia-calças e misteriosas máscaras, El Borbah é tudo aquilo que não esperamos de um detetive particular. Movido a junkie food e canecos e mais canecos de cerveja, ele conduz suas investigações com papo reto e temperamento explosivo, quebrando portas e crânios, enquanto espreita a cidade decadente, repleta de punks, freaks, malucos de ternos e cientistas loucos. Um dos primeiros personagens criados por Charles Burns, ainda no início do anos 1980, as histórias desse improvável detetive permanecem assustadoramente contemporâneas, com a estética “sci-fi-noir”, alimentada pelo consumo voraz de filmes B e quadrinhos de terror dos anos 1950 e 1960 na infância do autor, e um sofisticado senso de humor tão inquietante quanto engraçado ― algo que já vimos em outros clássicos trabalhos seus, como na obra-prima Black Hole e na coletânea Big Baby, ambas publicadas pela DarkSide® Books. El Borbah reúne cinco histórias, três delas publicadas ainda nos anos 1980 pelas revistas RAW, de Art Spiegelman (autor de Maus) e Françoise Molly, e a consagrada Heavy Metal. E outras duas narrativas inéditas, reunidas em livro pela RAW/Pantheon Books em 1988 com o título Hard-Boiled Defective Stories. A edição brasileira é baseada no livro publicado pela Fantagraphics em 1999, acrescido de um epílogo inédito do autor com imagens raras, esboços e capas publicadas em outros países. “Amor Robô” apresenta o detetive e o insere neste mundo que começa a ser comandado pelas máquinas, isso ainda em 1982. Em “Carne Morta”, enquanto investiga o desaparecimento de uma mulher, ele se depara com uma peculiar empresa de processamento de carne. “Vivendo na Era do Gelo” apresenta as bizarrices em um mundo em que a criogenia virou lugar comum. E ainda temos histórias sobre uma seita nada convencional e sobre um pai preocupado com o filho perseguido. 
 
Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje minha resenha é do livro El Borbah, lançado pela DarkSide BooksO livro é de autoria de Charles Burns e tem tradução de Paulo H. Cecconi.



Pense em um Sherlock Holmes com cerca de 180 quilos trajando uma roupa típica de lutadores de luta livre mexicanas. Estranho? Agora imagine essa versão alternativa do detetive londrino vivendo em uma realidade tomada por robôs e outros tipos de andróides em um estilo Blade Runner deturpado, 

Pois bem, a mistura de tudo isso pode tentar definir a viagem que é ler uma história de El Borbah. 


Escrita por Charles Burns (autor de Big Baby e Black Hole) no início dos anos 80, os fascículos de El Borbah consistem em pequenas histórias onde o investigador no figurino de lutador é contratado para resolver algum mistério em específico. 


As histórias são repletas de um humor bem característico do autor, ácido e até mesmo psicodélico, as referências pessoais do autor nos movimentos de sci-fi e cyberpunk o ajudaram a criar um mundo diferente de tudo aquilo que eu já havia lido anteriormente. 

Me diverti muito com essas histórias absurdas! Principalmente pela própria figura do detetive alcóolatra e também por conta dos desfechos (algumas vezes non-senses) que fogem de qualquer noção de racionalidade. 


Além da edição da DarkSide Books estar bem caprichada, eu AMEI os brindes que vieram na edição comprada pelo site! Vou deixar as fotos logo abaixo pra quem quiser conferir! 



4 comentários:

  1. Pela capa jamais imaginaria imaginaria que o estranho ser verde é um detetive tipo Holmes.
    Deve ser interessante, diferente e divertido ler as aventuras de um detetive e de repente ter um final non sense

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  2. Eu ainda me surpreendo com todos os livros da Dark,mas as Gn são um escândalo de lindas e não somente pelo jogo de cores,mas por isso, trazer o improvável rs
    Fiquei me lembrando daqueles cenários de lutas que nunca me recordo o nome, onde eu não perdia um programa, pois acreditava que aquelas voadoras eram todas verdadeiras rs
    E não deixa de ser(The Rock que o diga)
    Com certeza, já quero muito essa lindeza fora do convencional em mãos!
    Beijo

    Angela Cunha Gabriel/Rubro Rosa/O Vazio na flor

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  3. Leo!
    Tem alguns livros que parecem surreais e essa HQ me parece que está nessa classificação e talvez por isso, fiqueimuito interessada em poder ingressar nesse mundo psicodélico.
    cheirinhos
    Rudy

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  4. Quantas cores lindas...Uma mistura nunca imaginada por mim! Mas fiquei interessada em saber sobre os desfechos. Ficou demais sua resenha e as fotos.

    @yasmindeciles

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Olá leitores e leitoras! Meu nome é Leonardo Santos, tenho 24 anos, sou de São Paulo mas atualmente estou em Minas Gerais cursando Letras! Minha paixão pela leitura começou desde muito cedo, e é um prazer compartilhar minhas leituras e experiência com vocês!

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