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RESENHA: DRÁCULA

26 de março de 2021


DRÁCULA
Autor(a): Bram Stoker
Editora: Antofágica

Páginas: 576
Ano de publicação: 2020
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Um monstro ancestral está chegando a Londres: o vampiro original, um sugador de sangue numa pele de conde, prestes a ampliar seu território e devorar vidas por toda a parte. Caçá-lo será um desafio para um grupo de cavalheiros desesperados por salvar suas amigas das mãos do vampiro. Eles contarão com a ajuda do famoso médico Van Helsing, que aliará seus conhecimentos de lendas e superstições à verdadeira astúcia e ao pensamento científico para destruir esse mal encarnado. Quando publicou este clássico pela primeira vez, em 1897, Bram Stoker firmou na imaginação popular a mais célebre imagem da lenda do vampiro, que se tornaria uma referência insuperável para o cinema e outras mídia A edição da Antofágica traz nova tradução de Fábio Bonillo, ilustrações da artista plástica Juliana Bernardino, apresentação de Érico Borgo e posfácios de Daniel Serravalle de Sá, Anne Quiangala e Alexandre Callari.

 

Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje minha resenha é do livro Drácula, lançado pela editora AntofágicaO livro é de autoria de Bram Stoker, foi traduzido por Fábio Bonillo e ilustrado por Juliana Bernadino.




Talvez poucos personagens da literatura conseguiram envelhecer tão bem quanto o famoso Conde Drácula, responsável por inúmeras adaptações e releituras nos últimos anos seja na TV, no cinema ou cultura pop no geral, o sanguinário conde incitou uma legião de fãs. Entretanto, se atendo a obra original de Bram Stoker, será que sua visão do Drácula ficou datada? Vem conferir comigo!

Enquanto a história, creio que não precisarei me prolongar demais justamente por já ser tão conhecida! Tudo começa com a visita do advogado Jonathan Harker ao castelo do Conde Drácula, na Transilvânia. O motivo da visita é a negociação de um imóvel que será adquirido pelo conde em Londres, Harker estranha alguns fatores, tais como a repulsa que todos os cidadãos daquela cidade tem com relação ao Drácula, muitos evitam até passar em perto de seu gigante castelo e propriedades. 



Outro fator é a própria figura do Conde, que insiste em manter Harker como um visitante por mais tempo que o necessário para as negociações, a prerrogativa do Conde é de absorver do advogado os costumes e sotaque britânico, para adaptar-se melhor. Entretanto conforme os dias passam Harker se vê preso no castelo, e aos pouco perdendo toda sua vitalidade. O homem começa a se desesperar, tentando voltar para casa e para sua mulher, Mina, que anseia seu retorno. 

Mina, além de estar preocupada com o desaparecimento de seu marido há meses, está preocupada com o mal estar de Lucy, sua melhor amiga e confidente. Mesmo com a ajuda de Dr. Seward, Lucy parece cada vez mais fraca e pálida, este não é o único acontecimento estranho rondando a Londres vitoriana, pessoas estão desaparecendo, embarcações vindas de países remotos são dadas como mortas… Nisso, Lucy já se encontra em uma situação de quase morte, Seward convoca um antigo amigo para ajudar-lhe a compreender o que está acontecendo com Lucy, o dr. Van Halsing. 

Conforme Van Helsing começa a investigar o caso de Lucy, e conforme vai ligando os pontos, percebe que o que gira em torno daquele grupo é algo sobrenatural. 

Galera, por muito tempo eu quis ler a história original do Drácula, e confesso que fiquei maravilhado quando peguei essa edição da editora Antofágica em minhas mãos, mas primeiro vamos ao enredo. Pra começar, eu achei incrível a forma como a narrativa é proposta: os capítulos são trechos retirados das anotações pessoais dos personagens, seja do diário de viagens de  Jonathan Harker (no começo da narrativa), até o diário de Mina e as anotações profissionais do Dr. Seward e de Van Helsing. Cada um tem a sua forma de tecer os acontecimentos e nos leva a um questionamento diferente. 


Só compreendemos a verdadeira dimensão de certos horrores quando nos vemos face a face com eles.”

O mérito dessa imersão na história se dá também pelo trabalho exímio da editora de diagramar o texto para que nos dê a impressão de estar lendo a escritura original dos personagens! 

Um outro fator também que me interessou muito foi a forma de como a figura nefasta do Conde é estabelecida através dos olhos dos outros personagens, chega a ser assustador sua inteligência e imponência diante dos protagonistas. O interessante é que nunca temos o próprio Conde narrando algo, mas sim a visão de um humano diante a ele, isso deixa a figura do Drácula mais mística, pouco conhecemos dele, e assim sendo, não podemos medir o quanto ele é ameaçador!



Agora preciso compartilhar um fator que me estressou muito durante a leitura, mas antes eu já vou deixar claro que: Por ser uma obra escrita no século XIX, eu já imaginava que teria trechos machistas adotados pelo autor na construção de suas personagens femininas, entretanto eu não achei que seria tantos. 
Vou melhorar minha aparência, e, se continuar com vontade de chorar, darei um jeito de fazer isso longe dele. Suponho que seja uma dessas lições que nós, pobres mulheres, precisamos aprender na vida…”

Em certo ponto da narrativa chegou a me incomodar MUITO a forma como Mina é menosprezada ou então limitada pelo time de personagens masculinos que dialogam com ela. Para mim um dos maiores erros da obra está justamente nessa superficialidade colocada na personagem, assim como nos excessos do autor em colocá-la como sexo frágil. 
Somos muito gratas, dr. Seward, por tudo que o senhor fez, mas precisa cuidar para não se estafar. Está tão pálido. Precisa de uma esposa ou de uma enfermeira que cuide bem um pouquinho do senhor, isso sim!”


Se por um lado temos uma personagem fragilizada pelo autor, por outro temos um personagem (homem) extremamente conveniente para a narrativa. O doutor Van Helsing é quem parece ser o ser sobrenatural dessa obra, isso porque o personagem parece um super-herói. Entre seus títulos estão o de cientista, médico, advogado, filósofo e doutor em letras, tais honrarias o fazem esperto até demais, sempre solucionando os conflitos da narrativa de forma muito “fácil”. 

Dito tudo isso, vamos a edição espetacular da Antofágica! A que eu adquiri tem um conjunto incrível de artes criadas pela ilustradora Juliana Bernadino, que criou uma atmosfera única que foge completamente daquilo que já conhecemos com relação ao Conde! 
Além disso a edição está recheada de extras que complementam a experiência literária como nenhuma outra edição fez! Sério, com um prefácio e posfácio de críticos especializados,… Olha, uma edição definitiva com certeza. Além dos problemas denunciados por mim, com certeza vale ter esse clássico da literatura na prateleira. 

4 comentários:

  1. Essas edições da Antofágica são uma perdição de lindas. Não somente pela diagramação,mas pelos títulos também!!!
    Eu já cansei de ver adaptações(cansei nada rs),mas nunca tive oportunidade de ler esse clássico.
    Com certeza, ainda quero demais mergulhar nesse universo!!!
    Beijo

    Angela Cunha/O Vazio na flor

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  2. Drácula é atemporal e ainda é uma narrativa que sempre surpreende!! A editora caprichou muito nessa edição, a diagramação, as ilustrações... Adorei os detalhes da sua resenha!

    @yasmindeciles

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  3. Leo!
    Bem, poder ler o original de Bram Stoker é algo fabuloso. Me apaixonei pelos vamiros através desse livro, lido ainda na adolescência. Imagino que lê-lo agora, após tantos outros livros de ficção/fantasia, traga essa impressão que teve, entretanto, quando li, achei sensacional. Confesso que não gostei muito das ilustrações dessa edição.
    cheirinhos
    Rudy

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  4. Um clássico do Terror, que ainda não consegui ler! Só assisti a algumas das inúmeras adaptações

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Olá leitores e leitoras! Meu nome é Leonardo Santos, tenho 24 anos, sou de São Paulo mas atualmente estou em Minas Gerais cursando Letras! Minha paixão pela leitura começou desde muito cedo, e é um prazer compartilhar minhas leituras e experiência com vocês!

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