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RESENHA: JOGADOR NÚMERO DOIS

18 de junho de 2021

 

JOGADOR NÚMERO DOIS
Autor(a): Ernest Cline
Editora: Intrínseca

Páginas: 408
Ano de publicação: 2021
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Dias após o fim do concurso lançado pelo fundador do OASIS, Wade Watts faz uma descoberta bombástica. Escondida no cofre de James Halliday, há uma tecnologia capaz de alterar a natureza da existência humana para sempre ― e talvez piorar ainda mais as coisas. Chamado de Interface Neural OASIS, ou INO, o dispositivo permite que o usuário use os cinco sentidos no ambiente virtual e controle seu avatar apenas com o pensamento. Também é possível gravar suas experiências no mundo real e que outras pessoas consigam revivê-las. Ainda que revolucionário, o INO torna o OASIS mais viciante e perigoso do que nunca. Começa assim uma nova missão, uma caça ao último Easter egg deixado por Halliday, com um misterioso prêmio em vista. Ao longo dessa jornada, Wade e seus amigos enfrentarão um inimigo inesperado e extremamente poderoso ― disposto a matar milhões para conseguir o que quer ―, revelações do passado conturbado de Halliday e até mesmo múltiplas versões do cantor Prince. A vida de Wade e o futuro do OASIS estão em risco outra vez, mas a humanidade pode ser a maior vítima dessa guerra cada vez mais real. Com uma narrativa criativa e eletrizante, repleta de referências à cultura pop dos anos 1980 e ao universo nerd que consagraram o primeiro volume da série, Jogador Número Dois dá continuidade ao legado de sucesso de seu antecessor e lança os leitores em uma nova aventura futurista e surpreendente.

 

Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje minha resenha é do livro Jogador Número Dois, lançado pela editora Intrínseca O livro é de autoria de Ernest Cline, tem tradução de Giu Alonso e Flora Pinheiro. 



A aguardada sequência de Jogador Número Um está entre nós. Com o título já esperado, Jogador Número Dois se inicia dias após o final do primeiro, que deu ao jovem Wade e seus amigos o poder de coproprietário da maior empresa da terra, o OASIS. Adaptar-se a nova rotina tem  se mostrado uma aventura muito maior do que a vivida durante a caça dos easter eggs de Halliday, Wade particularmente tem dificuldades em entender tudo o que está acontecendo ao seu redor. 

Esse cenário se complica ainda mais quando Wade encontra uma informação nova sobre o antigo dono do OASIS, afinal Wade agora é detendor do manto virtual que lhe dá acesso a todas as informações do jogo, inclusive acesso a câmara que antes apenas Halliday conseguia entrar, essa nova informação leva Wade a uma descoberta chocante: um novo dispositivo de ultrarrealidade Chamado de Interface Neural OASIS.  


Logo conhecido como ONI, essa nova tecnologia permite ao usuário usar todos os cinco sentidos dentro da realidade virtual, logo, ao você comer um fruta você irá sentir o gosto dela, sua textura e etc em um nível que nenhuma outra simulador jamais conseguiu, além disso todos seus movimentos são coordenados através de pensamentos, seria como se sua consciência fossem implantada dentro daquele ambiente. 

Com o ONI, surge um novo desafio do falecido Halliday. A busca que o criador do OASIS propõe agora uma jornada para encontrar sete fragmentos da Alma da Sereia. A recompensa? Um mistério. Mas isso serve de combustível para Wade entrar na última aventura proposta por Halliday. 


Ok galera, conforme eu disse na resenha de "Jogador Número Um", eu amo muito essa franquia, li o primeiro livro em 2012 e se tornou um dos meus preferidos da minha adolescência. Fazer a releitura do livro em 2021 foi ótimo (ainda mais por conta da caprichosa edição da Intrínseca), mas o que me tava deixando ansioso mesmo foi pela continuação do livro, anunciado ano passado e lançado junto com a edição do primeiro livro pela Intrínseca. 

Jogador Número Dois... Fiquei com medo desse livro ser uma sequência desnecessária feita unicamente por conta do estrondoso sucesso que foi o primeiro. Meu maior medo era do autor reutilizar a mesma fórmula do primeiro livro para compor o segundo: uma aventura cyber-punk repleta de referências dos anos 80. Bom, a sequência tem esse fatores, mas para o meu alívio, tem muito mais. 


Ao começar pela primeira parte do livro (dividida em três), já no prólogo temos uma série de novidades que guiarão a narrativa do livro dois: ONI. Essa nova tecnologia amplia ainda mais o sistema de realidade virtual do OASIS, dando um fôlego completamente novo para a série. 

Além disso, é bem interessante ver como Wade, Samantha, Shoto e Aech amadurecem após ficarem podres de rico, o destino do grupo acaba tomando caminhos diferentes, sendo que Wade só consegue vê-los nas reuniões da companhia. Samantha, inclusive, tem um ótimo desenvolvimento nesse livro, sua relação com Wade parece sofrer algumas turbulências por conta do OASIS. Samantha vê aquele sistema como uma distração perigosa, onde os humanos passam tantas horas viciados naqueles mundos que esquecem a própria (e decadente) realidade do planeta Terra. 

Já Wade vê OASIS como um refúgio para toda a desgraça que ocorre no planeta, seja na falta de recursos, superpopoulação e outros tópicos dignos de uma distopia. 

Uma das coisas que eu mais gostei nesse livro estão na escrita do autor, bem mais madura do que a vista no primeiro livro, aqui Ernest toca em assuntos bem interessantes, principalmente no que diz a respeito da educação sexual dos personagens (estranho falar isso, né? Mas lendo faz total sentido, e isso eu achei incrível).


Gosto de livros de ficção científica que trazem uma discussão filosófica a respeito de como lidamos com a tecnologia ao nosso redor, Cline faz isso de uma forma um pouco mais aprofundada nesse livro, o que eu achei ótimo já que todos os que leram Jogador Número Um anos atrás já estão mais maduros em 2021! A escrita do autor cresceu junto com os fãs e eu valorizo muito isso!

O "antagonista" desse livro é bem interessante e toda a parte que envolve a caçada de Wade aos fragmentos da Alma são bem interessantes, nos dando mais um banho de referências aos anos 80 no cinema, na música (Prince é um dos cantores que aparecem no livro) e na literatura (Tolkien!). Gostei muito do desfecho, que abre espaço para toda uma nova construção e um possível spin-off? Não sei, de qualquer forma achei um ótimo final!

O filme de Jogador Número Dois já confirmado, espero que venha em breve pra gente! Até lá, leiam o livro! <3 

Um comentário:

  1. Leo!
    Não tive oportunidade ainda de ler nenhum dos dois livros, porque achava que se referiam apenas a questão de jogos, que já não chamam muito a minha atenção, entretanto, pude perceber que existe uma questão mais reflexiva e psicológica em relação a tecnologia. Daí, fiquei curiosa, né?
    cheirinhos
    Rudy


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Olá leitores e leitoras! Meu nome é Leonardo Santos, tenho 24 anos, sou de São Paulo mas atualmente estou em Minas Gerais cursando Letras! Minha paixão pela leitura começou desde muito cedo, e é um prazer compartilhar minhas leituras e experiência com vocês!

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