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RESENHA: A GUERRA DA PAPOULA

28 de julho de 2022

 


A GUERRA DA PAPOULA  
Autor(a):  R. F. Kuang
Editora: Intrínseca 

Páginas: 512
Ano de publicação: 2022
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A guerra está no coração do Império Nikara, e o ópio corre em suas veias. No passado, os heróis que formaram a Trindade uniram a nação contra a poderosa Federação de Mugen, e acreditava-se que eles caminhavam entre os deuses. Décadas depois, a paz reina, mas há boatos de que a Terceira Guerra da Papoula pode estourar a qualquer momento, e a academia militar mais prestigiada do Império prepara seus estudantes para o combate: filhos da elite e, inesperadamente, uma órfã de guerra. Obrigada a se casar com um homem asqueroso, a jovem Rin fez de tudo para reescrever o próprio destino. Estudou para o exame imperial por pura teimosia e, quando conseguiu uma vaga na academia, acreditou estar salva. Mas ela logo aprende que uma garota pobre e de pele escura não tem muito valor naquele lugar. Hostilizada pelos professores e colegas, Rin treina com afinco. Com a ajuda de um mestre excêntrico e de substâncias psicoativas, a jovem passa a cultivar poderes xamânicos e a acessar a força incandescente de uma deusa vingativa, a perigosa Fênix. Quando o conflito com o país vizinho eclode, Rin entende que, para ganhar a guerra, talvez tenha que perder sua humanidade. Em A Guerra da Papoula, R.F. Kuang constrói com maestria um universo de deuses e monstros inspirado na Segunda Guerra Sino-Japonesa, na história militar da China no século XX e na ascensão de Mao Tsé-Tung ao poder. Considerado uma das 100 melhores fantasias de todos os tempos pela revista Time, o livro é uma história brutal e comovente sobre uma jovem que deseja salvar sua nação a qualquer custo e as consequências devastadoras da guerra.

 

Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje minha resenha é do livro  A guerra da papoula lançado pela editora Intrínseca. O livro é de autoria de R. F. Kuang e a resenha foi escrita por Leonardo Santos. 

Vistos como uma das nações mais poderosas do planeta, o império de Nikara tem a guerra e o ópio como bases de uma sociedade divergente, que ainda sofre as consequências da Segunda Guerra da Papoula. 

Se por um lado, ao norte, nós temos os ricos e influentes, que dominam o cenário político e servem à grandiosa Imperatriz; no outro, ao sul, temos camponeses que lutam para se reestruturar em meio a pobreza e ao vício. Nesse segundo cenário, conhecemos Rin. 

Rin é uma jovem que, ao descobrir que terá um casamento arranjado, empenha-se para entrar no instituto militar de Sinegard, a escola mais prestigiada de todo o império. Sua admissão naquele local iria cancelar de vez as ideias de um casamento - e talvez seus problemas fossem solucionados. O que Rin não esperava, no entanto, é que ao entrar em Sinegard, ela teria que se esforçar em dobro para conseguir manter-se em um ambiente repleto de estudantes ricos que foram treinados desde o momento em que começaram a andar. 

Tudo piora quando os boatos de uma Terceira Guerra da Papoula deixam de ser apenas boatos; logo, Rin se vê no meio de uma batalha cruel contra o exército dos Mugen, e para sobreviver, a garota terá que recorrer a ajuda de entidades milenares, que até então existiam apenas nos contos e na mitologia daquele mundo - deuses cruéis e sedentos por sangue estão ao alcance de Rin, mas nenhuma ajuda é gratuita. 

QUE. LIVRO. A famosa revista Time elegeu a trilogia de "A guerra da papoula" como uma das cem melhores fantasias de todos os tempos, e eu com certeza concordo com essa definição. É simplesmente impossível largar esse livro depois que você o inicia, pois ele é extremamente viciante! 

Kuang tem uma capacidade de criar personagens complexos que é de assustar qualquer escritor. Começando pela Rin, é muito fácil gostar dela por seu carisma e, além disso, pelo fato da personagem estar indo para um local que foge de tudo aquilo que ela já vivenciou. Rin sofre preconceito por ser pobre, por ter a pele mais escura que os outros estudantes, por ter um sotaque sulista... As hostilidades e desavenças que a garota precisa superar logo nas primeiras páginas é de quebrar o espírito, mas Rin consegue - de forma dolorosa e pouco saudável - ganhar uma reputação em Sinegard. 

Além disso, a construção de mundo é dada gradativamente. Vamos conhecendo mais sobre a história do império de Nikara conforme Rin vai assistindo as aulas do colégio preparatório. Logo, entendemos que a guerra aqui é muito complexa, e como em qualquer guerra real, não existe maniqueísmo do bem contra o mal, apenas pessoas exigindo mais poder e mais território. 

As sequências de guerra são extremamente cruéis, e aqui abro pra um alerta importante, esse livro tem vários gatilhos! Tanto na questão da violência (estupro, automutilação, tortura e descrições de mutilações) quanto de consumo de drogas, por isso, cuidado! Mas voltando, as cenas que se passam durante a guerra trazem uma proporção gigante ao enredo: Rin está em um cenário que exprime violência e perigo a cada centímetro. 

Evitei falar a respeito do lado mais fantástico do livro para evitar spoilers, o que direi é que eu fiquei maravilhado com a construção com esse lado fantástico, e doido para ver como a autora continuará a explorar ele nos próximos dois livros! 

Por fim, esse livro já entrou pra lista de melhores do ano, e talvez essa série se torne uma das minhas séries preferidas! Tudo depende dos próximos dois volumes (que dizem que são os melhores), até lá, ficarei esperando pelas continuações! 

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Olá leitores e leitoras! Meu nome é Leonardo Santos, tenho 24 anos, sou de São Paulo mas atualmente estou em Minas Gerais cursando Letras! Minha paixão pela leitura começou desde muito cedo, e é um prazer compartilhar minhas leituras e experiência com vocês!

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