30 de janeiro de 2024

ENTREVISTA COM SAMIA WARDANI


Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje eu trago pra vocês uma entrevista com Samia Wardani, autora do livro O que não ficou para trás lançado pela editora Giostri. Nela, a autora comenta sobre suas inspirações de escrita, complexidade dos personagens, o processo de desenvolvimento da narrativa e muito mais. 

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Sinopse: Maria Clara vive uma fase de autopiedade quando deveria buscar auto-conhecimento. Já Felipe tem de conviver com as consequências de uma decisão tomada às pressas e que selou o destino de seu romance com Maria Clara, para o bem ou para o mal. Mais afastados a cada dia, são finalmente forçados a se encontrar e lidar com um trauma passado até então ocultado, mas que foi acidentalmente descoberto e que não poderá ser varrido para debaixo do tapete, colocando o relacionamento a perder.


Como surgiu a inspiração para a trama de "O que não ficou para trás" e qual foi o processo de desenvolvimento da história?

Quando mais jovem, eu gostava de escrever e participava de competições escolares. No período do vestibular, ao decidir o que estudar, optei por cursar Direito, uma escolha que demandava a prática da escrita, mas que me direcionou por outros caminhos. A vida adulta, repleta de expectativas e responsabilidades, acabou levando-me a abandonar o hábito de escrever por prazer. 

Após a pandemia, que deixou cicatrizes emocionais permanentes, decidi reavaliar minha vida. Foi nesse momento que resgatei algo que estava adormecido e decidi compartilhar uma história capaz de emocionar os leitores. Sendo uma ávida leitora de romances, optei por escrever um. A ideia inicial era explorar a jornada de um casal tentando superar uma crise de extrema gravidade em seu relacionamento, e os impactos dessa crise em todos ao seu redor.


A escolha de alternar entre presente e passado nos capítulos contribuiu para a construção do suspense na narrativa. Como você decidiu usar essa técnica e qual impacto esperava que ela tivesse na experiência do leitor?

A escolha de alternar entre presente e passado nos capítulos foi fundamental para a construção do suspense na narrativa. A decisão de utilizar essa técnica surgiu da necessidade de diferenciar meu romance da maioria dos que encontramos. Ao escrever o primeiro capítulo, apresentei a situação atual dos personagens, mas queria que os leitores tivessem a oportunidade de vivenciar toda a construção dessa história. Por isso, decidi intercalar os períodos, construindo o passado ano a ano até culminar em 2023.  


No segundo volume, a história aborda temas de reconstrução e superação. Como foi abordar esses aspectos e transmitir a jornada de cura dos personagens, especialmente considerando os desafios que enfrentaram no primeiro livro?

No segundo volume, a história aborda temas de reconstrução e superação. Abordar esses aspectos e transmitir a jornada de cura dos personagens, especialmente considerando os desafios enfrentados no primeiro livro, foi uma experiência marcante. Acredito profundamente no poder das segundas chances, na superação de dificuldades e na reconstrução de relacionamentos, desde que o motivo que levou ao rompimento não ultrapasse os limites razoáveis.

No contexto do livro, a imaturidade falou mais alto, mas não resultou em um rompimento entre os personagens, seja do casal principal ou de Felipe com os irmãos, sem retorno. Além disso, a ideia central era explorar como relacionamentos duradouros nem sempre seguem um caminho linear, sendo imperfeitos e necessitando de compreensão, concessões, entendimento e perdão para perdurarem.


A mudança de Felipe ao longo da narrativa é destacada, mostrando sua evolução e amadurecimento. Como foi desenvolver esse arco e equilibrar a complexidade dos personagens para que não fossem unidimensionais?

A evolução e amadurecimento de Felipe ao longo da narrativa são destacados, evidenciando um arco complexo. Desenvolver essa transformação e equilibrar a complexidade dos personagens para que não fossem unidimensionais representou um desafio significativo. Muitos leitores apontam Felipe como uma espécie de arquiteto da trama, sendo suas ações impensadas elementos que impulsionam o desenvolvimento dos livros. Contudo, a complexidade dos personagens é ressaltada pela maneira única como cada um é afetado por suas ações, contribuindo para a trama de forma singular.

Além disso, Felipe e Maria Clara, apesar de seu conflito peculiar, refletem a realidade e sua complexidade. E, por isso, não poderiam ser unidimensionais. Eles demonstram que, mesmo em um relacionamento amoroso, o tempo nem sempre é sincronizado para ambos, podendo comprometer o futuro da relação. Além disso, eles retratam que o desenvolvimento e amadurecimento não seguem um padrão igualitário. Nem todos os indivíduos saem do colégio certos do que farão pelo resto de suas vidas, ou concluem uma faculdade e enfrentam casamento e filhos imediatamente. Cada pessoa tem seu próprio tempo de amadurecimento, e alguns necessitam de incentivos para atingirem os patamares já alcançados por outros.

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Leonardo Santos



Olá leitories! Meu nome é Leonardo Santos, tenho 28 anos, sou de São Paulo mas atualmente estou em Guarulhos cursando Letras! Minha paixão pela leitura começou desde muito cedo, e é um prazer compartilhar minhas leituras e experiência com vocês!

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