8 de janeiro de 2026

RESENHA: OS MORTOS GANHAM VIDA E A QUARTA OSCILAÇÃO

 


Organizadores:  Ellen Silva
Editora: Flyve
Páginas: 179
Ano de publicação: 2026
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Após a queda do cometa Cirius em 18 de maio de 2024, o mundo de Ellay é transformado em uma paisagem de medo e sobrevivência.A queda do cometa Cirius desencadeia uma mutação acelerada na Doença Degenerativa Crônica, ou “Doença do Cervo Zombie,” e faz o Fungo Massospora espalhar-se em uma velocidade devastadora e fatal.A doença, que antes afetava lentamente os sistemas nervoso e motor de suas vítimas, nomeadamente animais, agora age com brutal velocidade em seres humanos, deixando um rastro de criaturas contorcidas e hostis.Enquanto a praga se alastra, Ellay e seus entes queridos lutam para encontrar segurança em um mundo que já não reconhece.No entanto, quando surge alguém inesperado que desperta sentimentos adormecidos, Ellay se vê dividido entre a atração que sente e o peso das responsabilidades.Com o mundo desmoronando ao seu redor e a ameaça constante da infeção, entregar-se ao amor parece uma escolha arriscada e imprudente.No meio do caos, ele descobrirá que algumas pessoas, têm uma estranha resistência à infeção, o que pode torná-lo uma chave para a salvação ou o próximo alvo.

Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje minha resenha é do livro Os Mortos Ganham Vida e a Quarta Oscilação, que antes havia sido lançado de forma independente e agora chega em nova edição pela editora Flyve. O livro é de autoria de Ellen Silva e a resenha foi escrita por Leonardo Santos.



Ellay tem uma vida relativamente comum: estuda na Universidade Lusófona, trabalha como jardineiro para garantir uma grana extra e mantém um grupo de amigos por perto. Tudo muda com a queda do cometa Cirius, em 18 de maio de 2024, evento que marca o fim do mundo como ele conhecia.

O impacto do cometa traz consigo uma mutação devastadora da Doença Degenerativa Crônica, conhecida como “Doença do Cervo Zombie”, além de acelerar a propagação do fungo Massospora. O que antes atacava lentamente o sistema nervoso de animais passa a transformar seres humanos em criaturas hostis, deformadas e extremamente violentas. A infecção deixa de ser um processo longo e se torna uma sentença rápida e brutal.


Nesse cenário de caos, Ellay e as pessoas que ama lutam para sobreviver. Cada dia vira uma disputa por abrigo, comida e segurança, sempre com a sensação de que um erro pode custar tudo. Em meio a fugas desesperadas e à incerteza do amanhã, Ellay também precisa lidar com seus sentimentos em relação a Iñaki. A pergunta que fica é simples e cruel: ainda existe espaço para amor quando o perigo espreita a cada esquina?

O dilema se aprofunda quando Ellay descobre que algumas pessoas parecem imunes à infecção. Esse detalhe muda completamente o jogo. A possível cura pode representar a salvação da humanidade, mas também transforma esses indivíduos em alvos de quem deseja controlar esse novo mundo.

Esse é o segundo livro que leio da Ellen, e posso dizer sem medo que agora encontrei o meu favorito. Aqui acompanhamos o nascimento de um cenário apocalíptico, desde os primeiros sinais do colapso até o momento em que o vírus ganha autonomia e os humanos passam a sucumbir àquilo que reconhecemos como zumbis. A progressão do caos acontece de forma muito bem construída.


Um ponto que merece destaque nesta nova edição é a mudança da narrativa para a primeira pessoa. A escolha deixou a leitura mais fluida e aproximou muito mais o leitor dos personagens. Passei a gostar ainda mais deles justamente por entender melhor seus medos, desejos e contradições. A história ganha mais peso emocional com essa mudança.

Também preciso falar da nova capa, porque ela está linda. O cuidado visual dessa edição conversa muito melhor com a proposta da história e reforça o clima apocalíptico do livro.

A narrativa gira em torno de dois protagonistas: Ellay e Iñaki. Gosto muito da forma como Ellen constrói personagens LGBTQIA+ de maneira natural e relevante. O relacionamento entre eles não é um adereço, mas parte essencial da trama, conduzindo a história do meio até o final.


Para quem curte ação, o livro entrega várias cenas intensas, que devem agradar fãs de séries como The Walking Dead e The Last of Us. Já na terceira parte, Ellen aprofunda a questão da habilidade de Ellay e deixa mais claro como isso será explorado no futuro da narrativa.

O final fecha bem este volume, mas deixa um gancho instigante para a continuação. Agora, com a história nas mãos da editora Flyve, a expectativa pelo próximo livro só aumentou. Mal posso esperar para ver como esse mundo vai se expandir.

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Leonardo Santos



Olá leitories! Meu nome é Leonardo Santos, tenho 28 anos, sou de São Paulo mas atualmente estou em Guarulhos cursando Letras! Minha paixão pela leitura começou desde muito cedo, e é um prazer compartilhar minhas leituras e experiência com vocês!

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