Olá pessoal do Porão Literário! Hoje vou compartilhar com vocês três motivos para ler Marcelo Lapenda, autor de Marcas do que ficou!
Após o falecimento de sua mãe, resgatando alguns rascunhos e traçar o índice de uma homenagem póstuma, o autor, não revestido de narrador, mas como um interlocutor, fala de forma direta a ela, reforçando marcas que nele ficaram, como também em outras pessoas, expondo seu afeto filial e demonstrando realizações, pensamentos e, por fim sentimentos do que um coração de mãe representa em cada um de nós.Não se trata de uma apresentação do que era, é e será, para o autor, sua mãe, ou mesmo um singelo ensaio biográfico, mas sim colocar em dia o bate papo, ainda que resumido, no início de uma nova e-terna conversa que para sempre terão.A complementar, em uma segunda parte, algumas crônicas rascunhadas pela sua mãe, sobre coisas que a marcaram, escritas desde logo após o falecimento de seu esposo, quando, ao caminhar na praia e tê-lo em seus pensamentos, encontrou uma Estrela do Mar!
1. Uma homenagem que transforma a saudade em arte
Poucos livros conseguem falar sobre a perda de maneira tão sensível quanto Marcas do que ficou!. O que Marcelo Lapenda faz aqui não é apenas um relato sobre o luto, mas uma forma de eternizar o vínculo entre mãe e filho. Através das palavras, ele mantém viva a presença da mãe, Maria, transformando lembranças em texto, dor em poesia e saudade em memória compartilhada. A leitura é quase como acompanhar uma conversa entre os dois, uma daquelas que o tempo não apaga — e que, por isso mesmo, tocam quem lê de forma profunda.
2. A fusão entre duas vozes, mãe e filho escrevendo juntos
Um dos aspectos mais bonitos do livro é o diálogo entre as duas partes. A primeira, escrita por Marcelo, reflete sobre a vida, o amor e o legado da mãe; já a segunda traz as crônicas da própria Maria, resgatadas de seus cadernos. Esses textos, nascidos de momentos de introspecção e lembrança, revelam uma mulher sensível, observadora e apaixonada pela escrita. Ler o livro é como assistir a um reencontro, duas gerações que se entrelaçam pela literatura, mostrando que o amor não se rompe com a ausência, apenas muda de forma.
3. A força das memórias e o valor do registro afetivo
Vivemos em uma época em que tudo é passageiro, mas Marcas do que ficou! nos lembra da importância de registrar o que sentimos. Marcelo reuniu fotos, anotações e trechos que transformam o livro em um verdadeiro álbum de recordações literário. É impossível não se identificar em algum momento: todos nós carregamos marcas do que vivemos e das pessoas que amamos. Esse livro nos faz pausar, respirar e pensar nas histórias que herdamos, e nas que ainda queremos contar.
E aí, ficou curioso? Comece agora mesmo a ler esse livro!
.jpeg)



















.png)
.png)

