Olá pessoal do Porão Literário! Hoje vou compartilhar com vocês três motivos para ler Grãos de Poeira Sobre os Anjos Encarnados: Volume II escrito por Edilberto Celestino.
“Pedro Miguel tenta, em meio a uma conversa tensa e repleta de insinuações maldosas, compartilhar com o pai os detalhes de sua nova vida. No entanto, o pai, desconfiado e resistente, sugere que há segundas intenções por trás das escolhas do filho, transformando o diálogo em um verdadeiro campo de batalha. O embate culmina em um desfecho desastroso, aprofundando a ruptura entre os dois. Após a conversa desastrosa com o pai, Pedro Miguel busca amparo no seu "anjo" Gabriel. É nesse encontro que algo extraordinário acontece, provocando um profundo fortalecimento em Pedro Miguel. A partir daquele momento, estaria pronto para enfrentar, ao lado de Gabriel, as futuras batalhas que certamente seriam inevitáveis, em defesa do direito ao amor. Ao defenderem seu amor, Pedro Miguel e Gabriel tornam-se símbolos de resistência e esperança para outros que enfrentam desafios semelhantes. Sua luta não é apenas pelo direito de viverem plenamente seu amor, mas também para inspirar e abrir caminho para que outros amem livremente, custe o que custar. Batalhas intensas os aguardam, exigindo coragem, resiliência e, acima de tudo, a força inabalável do amor que os une. Eles precisarão apoiar-se mutuamente a cada desafio. Para eles, a guerra estava apenas começando."
1. Porque o livro não foge do conflito
O segundo volume começa sem anestesia. A conversa entre Pedro Miguel e o pai é dura, desconfortável e necessária. Não existe tentativa de suavizar a violência emocional ou de tornar esse embate mais “palatável”. Edilberto encara de frente a homofobia familiar e o peso das expectativas impostas, transformando esse diálogo em um ponto de ruptura que reverbera por toda a narrativa. Ler esse livro é aceitar encarar feridas abertas, mas também entender como elas moldam quem sobrevive a elas.
2. Porque o amor aqui é resistência, não fuga
A relação entre Pedro Miguel e Gabriel cresce justamente quando tudo desmorona. O amor que o livro apresenta não é idealizado nem escapista; ele existe no meio do caos, da expulsão de casa, da insegurança e do medo. A construção desse novo lar, perto da Avenida Paulista, mostra que amar também é um gesto de coragem diária. O noivado, os planos e o apoio mútuo surgem não como promessas fáceis, mas como escolhas conscientes de continuar, mesmo quando seria mais simples desistir.
3. Porque a leitura flui sem perder profundidade
Mesmo sendo maior que o primeiro volume, o livro passa rápido. A escrita é direta, espaçada e envolvente, daquelas que fazem as páginas virarem quase sozinhas. Ao mesmo tempo, o texto carrega peso emocional e reflexão, sem soar didático ou artificial. O cenário urbano de São Paulo ancora a narrativa em um espaço muito real, tornando a história ainda mais próxima e palpável. É uma leitura que envolve, machuca em alguns momentos, acolhe em outros, e permanece depois do ponto final.
E aí, ficou curioso? Comece agora mesmo a ler esse livro!
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