Organizadores: André Hsu
Editora: LabradorCompre através deste link.
“Você nasceu para algo maior… mesmo que ainda não saiba disso.” Zalia Vey sempre acreditou que o mundo terminava nas margens do lago do vilarejo onde nasceu. Filha de pescadores, cresceu entre redes, histórias e o sonho tímido de ver a capital mágica, Montearcana. Mas, quando é convocada para os testes que definem o futuro dos jovens do reino, descobre que a magia que corre no reino de Myria não é apenas dom: é poder, hierarquia e guerra. Entre provas que exigem mais do que força, ela conhece aliados improváveis, inimigos que vestem o brilho dos nobres e um ser lendário, Astrinox, cuja alma guarda o eco de um passado esquecido. Enquanto o reino se divide entre fé e ambição, Zalia precisa escolher se seguirá o caminho traçado pelos deuses ou aquele que ela mesma ousar abrir. Zalia e o sangue mágico é uma fantasia arrebatadora sobre coragem, poder e o despertar de uma heroína que ninguém esperava, mas que o mundo jamais vai esquecer.
Hoje minha resenha é do livro Zália & o Sangue Mágico, lançado pela editora Labrador. O livro é de autoria de André Hsu e a resenha foi escrita por Leonardo Santos.
Eu já tinha comentado sobre Zália & o Sangue Mágico aqui no Porão há um tempo, mas agora, depois da leitura completa, dá pra afirmar: foi uma experiência incrível. Daquelas leituras que você começa sem grandes expectativas e, quando percebe, já está completamente envolvido com a história. O livro foi lançado no dia 16 de dezembro e eu li muito rápido, principalmente porque fiquei fissurado no universo que o autor constrói.
A história acompanha Zália Vey, filha de pescadores, criada à margem de um lago e com uma visão de mundo bastante limitada pelo vilarejo onde nasceu. Tudo muda quando ela é convocada para os testes que definem o futuro dos jovens do reino de Myria, o que a leva até Montearcana, a capital mágica. É nesse momento que o livro deixa claro que a magia não é só um dom: ela envolve poder, hierarquia e interesses bem definidos.
Um dos pontos mais fortes do livro está justamente na construção de mundo. Montearcana não é só um pano de fundo bonito. As descrições dos vilarejos, do comércio, das ervas e da dinâmica da cidade tornam o universo muito palpável. As cenas em que Zália explora a capital, conhece os arredores e entra em contato com culturas diferentes são riquíssimas e muito gostosas de acompanhar. Dá pra sentir o cuidado do autor em criar algo coerente e funcional.
Boa parte da narrativa se passa no Instituto Aldoryn, onde os jovens passam por etapas para desbloquear e treinar suas habilidades mágicas. Esse processo não serve apenas para desenvolver o sistema de magia, mas também para expor as diferenças sociais do reino. Existe uma hierarquização clara entre nobres e pessoas de origem mais simples, e o preconceito de classe aparece de forma direta.
A Zália funciona muito bem como protagonista porque a gente acompanha seu crescimento de perto. O livro trabalha suas relações, amizades e conflitos internos com bastante atenção. Um ponto que me surpreendeu positivamente foi a representatividade LGBTQIA+ presente na narrativa. A sexualidade da personagem e suas relações com Luca e Brenda são tratadas com naturalidade, fazendo parte da construção da personagem e do mundo ao redor dela.
Além do arco pessoal da protagonista, o livro também apresenta um conflito político maior, envolvendo Myria e Ironhall, dois reinos com visões opostas: um ligado à magia e à natureza, o outro à ciência e à industrialização. Esse embate atravessa a história inteira e ganha força conforme o livro avança, preparando o terreno para acontecimentos maiores.
O final é intenso. Os últimos capítulos são daqueles que você lê um atrás do outro porque precisa saber o que vai acontecer. O ápice chega com muita ação e deixa várias questões em aberto, deixando claro que este é apenas o começo de uma saga. Esse primeiro volume funciona muito bem como apresentação de mundo, personagens e conflitos.
Zália & o Sangue Mágico é uma fantasia nacional que surpreende. Tem um universo bem construído, personagens interessantes, representatividade bem trabalhada e um ritmo que prende. Se os próximos livros seguirem nessa linha, André Hsu tem tudo para entregar uma série muito sólida e envolvente!

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