Olá pessoal do Porão Literário! Hoje vou compartilhar com vocês três motivos para ler o livro O Sagrado no Profano: Religião e Política na construção do poder, escrito por Dione Barbosa Caruzo
“Esta obra expõe verdades que, por séculos, permaneceram ocultas ao grande público sobre a relação entre religião e política – dois campos que, mais do que nunca, influenciam e moldam a humanidade.Dione Caruzo, teólogo e administrador público, destrincha como essas forças caminharam lado a lado nos momentos mais decisivos da história: das Eras Bíblicas – Inocência, Consciência, Governo Humano, Patriarcal, Lei e Graça – até os grandes marcos históricos, como as Guerras Medievais, as Cruzadas, a Reforma Protestante, o Iluminismo, a Revolução Francesa e as Grandes Guerras Mundiais.De forma clara e provocativa, o livro evidencia o papel direto das religiões na política e também as políticas internas que regem cada uma delas: Cristianismo, Judaísmo, Islamismo, Hinduísmo, religiões de matriz africana, Espiritismo, entre outras. Mostra ainda como os chamados “heróis da fé” – Moisés, Abraão, José, Maomé e tantos outros – foram líderes políticos antes mesmo de serem reconhecidos como líderes espirituais. E levanta a questão essencial: teria Jesus Cristo também sido um líder político?Com linguagem acessível e análise profunda, esta é uma obra essencial para quem deseja compreender o mundo além das aparências e construir uma mentalidade crítica sobre o entrelaçamento inevitável entre religião e política.."
1. Porque o livro desmonta a ideia confortável de que religião e política nunca se misturaram
Durante a leitura, ficou muito claro pra mim o quanto essa separação que a gente costuma repetir é mais um discurso conveniente do que um fato histórico. Caruzo mostra que, desde os primeiros registros da humanidade, fé e poder caminham juntos. A Bíblia, por exemplo, é apresentada como um documento profundamente político, repleto de disputas, estratégias, alianças e conflitos de poder. Isso muda completamente a forma como a gente enxerga tanto a história quanto o presente, porque obriga o leitor a abandonar explicações simplistas.
2. Porque a crítica ao afastamento das pessoas da política é direta e necessária
Um dos pontos que mais me marcou foi a discussão sobre a ideia de que “política é coisa do mal”. O autor mostra como esse discurso funciona como uma armadilha eficiente: enquanto pessoas com valores, senso coletivo e preocupação social se afastam do debate político, o espaço é ocupado por quem vê o poder apenas como meio de benefício próprio. Ler isso faz a gente repensar o próprio papel na sociedade e entender que se omitir não é neutralidade, é abrir mão de responsabilidade.
3. Porque o livro provoca questionamentos que não têm respostas fáceis
Caruzo passa por temas como laicidade do Estado, escatologia bíblica, manipulação da mente humana e o papel das crenças nas decisões políticas, deixando claro que não existe política puramente racional. Toda ação humana carrega valores, emoções e crenças. A pergunta que atravessa o livro, se a política é de Deus ou do Diabo, não é respondida de forma maniqueísta. Tudo depende de como o poder é exercido. Essa abordagem faz com que a leitura seja desconfortável em vários momentos, mas justamente por isso tão relevante.
E aí, ficou curioso? Comece agora mesmo a ler esse livro!




















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