Organizadores: Jesus Abel de Moura
Editora: Viseu
Páginas: 447
Ano de publicação: 2025
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Desde o início dos anos 2000, a humanidade avançou em igualdade, saúde, educação e segurança. Unida sob uma nova ordem global, a Terra entrou em uma nova era. É nesse mundo que conhecemos Ben-Hur, um homem simples que foi escolhido pela inteligência artificial COSMOS, se torna astronauta e embarca em uma missão para conhecer os enigmáticos Peliadianos — seres amigos dos humanos, de uma civilização muito mais evoluída. Mas, em outras realidades, as coisas tomaram rumos bem diferentes. Juggler vive em um mundo onde tecnologia e mitologia se fundem, e embora seja um herói admirado, carrega uma culpa que o consome. Batista, por sua vez, sobrevive em um planeta desolado onde só restou a fé. Depois de ser sequestrado por um culto demoníaco, ele escapa com a ajuda da COSMOS — mas não sem cicatrizes, nem sem um novo hóspede em seu corpo: o próprio Belial. Quando, acidentalmente, uma falha dimensional causada por Ben-Hur reúne essas três versões de si mesmo, o tempo para, as dimensões se congelam — e a verdadeira história começa.
Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje minha resenha é do livro Dimensões Congeladas: Uma história do universo Cosmos, lançado pela editora Viseu. O livro é de autoria de Jesus Abel de Moura. A resenha foi escrita por Leonardo Santos.
Desde o início dos anos 2000, a humanidade avançou em igualdade, saúde, educação e segurança. Unida sob uma nova ordem global, a Terra passou a viver uma realidade quase utópica, muito impulsionada pelo contato com os Pleiadianos, uma civilização muito mais evoluída e aliada dos humanos. Nesse cenário conhecemos Ben-Hur, um homem simples que foi escolhido pela inteligência artificial COSMOS para se tornar astronauta e representar a humanidade em uma missão histórica.
Mas se em um plano as coisas caminham para um ideal de evolução, em outras realidades os rumos foram completamente diferentes. Juggler vive em um mundo onde tecnologia e mitologia se misturam, é visto como herói, mas carrega uma culpa que o consome. Batista sobrevive em um planeta devastado, onde a fé é praticamente a única coisa que restou. Após ser sequestrado por um culto demoníaco, ele escapa com a ajuda da COSMOS, mas não sem carregar dentro de si uma presença inquietante: o próprio Belial.
Quando uma falha dimensional causada por Ben-Hur une essas três versões de si mesmo, o tempo simplesmente para e as dimensões se congelam. É nesse ponto que o livro realmente começa a mostrar sua força.
O que mais me chama atenção aqui é como o autor consegue misturar ficção científica com mitologia e elementos religiosos sem que a narrativa perca fluidez. A inteligência artificial não é apenas uma ferramenta tecnológica; a COSMOS tem presença, personalidade e participa ativamente das decisões que moldam o destino da humanidade. Ao mesmo tempo, temos ameaças como os Grey, que colocam em risco não apenas a Terra, mas o próprio equilíbrio de Giga Gaia.
Ben-Hur continua sendo um protagonista carismático, alguém que carrega responsabilidades imensas sem deixar de lado suas fragilidades. Juggler traz o peso moral das escolhas que fez em sua realidade. Batista, por sua vez, representa o conflito interno mais intenso do livro, dividido entre sua fé e a presença sombria que habita seu corpo. Essas três versões dialogam não apenas entre si, mas com as possibilidades do que cada um poderia ter sido.
Jesus Abel de Moura constrói um universo que cresce em complexidade a cada capítulo. As referências tecnológicas são modernas, a discussão sobre inteligência artificial é interessante e a presença da mitologia dá um tempero que diferencia a obra dentro do gênero. Não é apenas uma história sobre viagens espaciais ou realidades paralelas, mas sobre identidade, escolhas e consequências.
Dimensões Congeladas é uma continuação ambiciosa, que expande o universo Cosmos e aprofunda seus personagens. Para quem gosta de ficção científica com camadas, conflitos existenciais e aquela sensação de que o universo é maior do que imaginamos, essa série é um prato cheio.
Se você ainda não leu o primeiro volume, recomendo começar por ele para aproveitar melhor os acontecimentos desse segundo. E se já leu, prepare-se: aqui as coisas ganham uma escala muito maior.


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