Organizadores: José Mauro Squarisi Vilanova
Editora: Independente
Páginas: 306
Ano de publicação: 2025
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Ana, Ricardo e Elisabeth achavam que estavam apenas começando mais um trabalho escolar comum, mas tudo muda quando, na biblioteca da cidade, eles descobrem uma janela misteriosa que os transporta para o fantástico Reino de Lithyel. Lá, eles se veem em um mundo repleto de magia, animais incríveis, florestas, montanhas geladas e mares cheios de segredos.No Reino de Lithyel, cada jovem precisa ser selecionado para uma das três regiões mágicas: a floresta de Ryna, as montanhas de Montir ou a Baía de Sindor. Para isso, eles enfrentam desafios, aprendem magias, treinam com armas e constroem laços profundos com animais mágicos, como panteras negras e anfíbios azuis. A amizade entre os três é posta à prova quando cada um segue seu próprio caminho, mas eles prometem nunca se separar, não importa o que aconteça.Enquanto exploram esse novo mundo, Ana, Ricardo e Elisabeth descobrem que Lithyel está ameaçada por um reino vizinho e que uma guerra pode estar prestes a começar. Agora, além de aprenderem a sobreviver, eles precisam se unir para proteger seus novos amigos e o reino que aprenderam a amar.
Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje minha resenha é do livro Lithyel: A descoberta, lançado de maneira independente. O livro é de autoria de José Mauro Squarisi. A resenha foi escrita por Leonardo Santos.
Ana, Ricardo e Elisabeth estavam prestes a começar mais um trabalho escolar comum quando encontraram, na biblioteca da cidade, um livro antigo trancado por um cadeado curioso. Bastou uma frase lida em voz alta para que uma janela se abrisse diante deles. Do outro lado, havia o Reino de Lithyel.
Lithyel é um território dividido em três grandes regiões: a floresta de Ryna, as montanhas geladas de Montir e a Baía de Sindor. Cada jovem que chega ali precisa passar por um período de adaptação antes de escolher para onde irá. São seis meses até a decisão e, depois, quatro anos de formação intensa. Cada região carrega sua própria visão de mundo: Ryna valoriza a conexão com a natureza e os vínculos com criaturas mágicas; Sindor se volta ao mar, às expedições e aos mistérios das águas; Montir se fortalece na resistência e na disciplina moldadas pelo frio das montanhas.
É dentro dessa estrutura que a amizade do trio começa a ser tensionada. Se, no início, eles compartilham o mesmo deslumbramento diante daquele universo fantástico, aos poucos percebem que crescer também significa escolher caminhos distintos. Ana cria um laço profundo com uma pantera negra; os outros dois encontram seus próprios chamados. A promessa de nunca se separarem passa a ser testada pela própria lógica de Lithyel.
Enquanto aprendem magias, treinam com armas e constroem alianças, o cenário político do reino se desenha ao fundo. Uma nação vizinha ameaça a estabilidade de Lithyel, governada por uma figura que não se deixa ler com facilidade. Não há uma divisão simples entre bem e mal; há interesses, tensões e a possibilidade iminente de guerra. O que começa como descoberta logo ganha contornos mais amplos.
Minha experiência com Lithyel: A descoberta, de José Mauro Squaris, foi marcada principalmente pela ambientação. José Mauro constrói o reino com atenção às diferenças culturais entre as regiões, criando um universo que parece maior do que as páginas que o apresentam. A fantasia aqui tem uma leveza que não diminui sua força; pelo contrário, permite que o leitor explore cada canto com curiosidade.
Há algo de muito honesto na forma como o autor trabalha o crescimento dos personagens. A jornada fala muito sobre escolher um lugar, assumir responsabilidades, entender o peso das próprias decisões. Lithyel funciona como metáfora desse momento da vida em que o mundo se abre e exige posicionamento.
Os temas levantados pelo livro passam pela amizade, pelo pertencimento e pela construção de identidade. Em meio a criaturas mágicas e paisagens grandiosas, o que permanece central é a pergunta: quem você se torna quando o seu mundo muda?
A edição é ágil, com pouco mais de trezentas páginas, e a leitura flui com facilidade. É o tipo de fantasia que dialoga com aquela sensação de descoberta que muitos de nós tivemos nas primeiras grandes sagas que lemos ainda mais novos.
Poderia falar por horas sobre cada detalhe das regiões de Lithyel ou sobre as escolhas do trio, mas prefiro deixar que você atravesse essa janela por conta própria. Às vezes, tudo o que a gente precisa é de um portal aberto na hora certa.



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