Olá pessoal do Porão Literário! Hoje vou compartilhar com vocês três motivos para ler o livro Cabrita da Peste, romance escrito por Luan Barbosa e publicado pela editora Mondru.
"Romance de estreia de Luan Barbosa, Cabrita da Peste é um encontro entre humor ácido, afeto nordestino e autoficção Murilo, um jornalista ansioso e irônico, redescobre um antigo roteiro durante a terapia e, com ele, reencontra Lindalva — uma sertaneja destemida, debochada e inesquecível. O que era só um projeto engavetado se transforma em um mergulho emocional: entre crises de ansiedade, conversas com a terapeuta e reencontros do passado, Murilo se vê confrontado por suas próprias verdades.Entre João Pessoa, São Paulo e os sertões da memória, Cabrita da Peste fala da dor de crescer, do medo de amar, da solidão millennial e da força de quem nunca perdeu o riso, mesmo com o coração quebrado.Se você gosta de narrativas com voz própria, personagens marcantes e aquele tempero arretado da cultura nordestina, prepare-se: Lindalva não pede licença — ela chega mudando tudo."
1. Uma protagonista que rouba a cena
Lindalva é daquelas personagens que entram na história e mudam completamente o clima do livro. Debochada, direta, cheia de presença, ela contrasta com o Murilo ansioso e sempre em dúvida. Eu gosto muito quando um personagem secundário cresce a ponto de dividir o protagonismo, e aqui isso acontece de forma muito natural. Cada aparição dela movimenta a narrativa e dá uma energia nova ao texto.
2. Um jogo inteligente entre ficção e realidade
A estrutura mistura romance e roteiro de maneira orgânica. Murilo revisita um texto antigo enquanto faz terapia, e aos poucos o leitor percebe que aquela história não é apenas invenção. Existe um diálogo constante entre o que ele escreve e o que ele vive. Essa construção dá profundidade ao livro e mantém a leitura interessante, porque a gente passa boa parte do tempo tentando entender onde termina a criação e onde começa o confronto com a própria vida.
3. Humor ácido que não esconde a dor
Cabrita da Peste faz rir, mas não trata as fragilidades do protagonista com superficialidade. Ansiedade, frustrações profissionais, medo de amar e sensação de estar sempre atrasado aparecem com honestidade. O texto consegue equilibrar ironia e sensibilidade sem pesar a mão. Além disso, o Nordeste é parte viva da narrativa, presente na linguagem, nas memórias e nos personagens, o que dá identidade e força ao romance.
E aí, ficou curioso? Comece agora mesmo a ler esse livro!
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