Organizadores: Bruna Brito
Editora: Viseu
Editora: Viseu
Ano de publicação: 2025
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As memórias de Brian explodem como flashes no escuro doces, dolorosas e intensas. Summer marcou sua juventude com promessas, risadas e aquele tipo de amor que parece durar pra sempre. Ela desapareceu sem dizer adeus, sem deixar pistas, e o vazio que ficou nunca foi preenchido. Anos depois, movido por saudade, confusão e uma vontade quase desesperada de entender, ele parte para a Califórnia. Sem endereço, sem certeza, apenas com o peso das memórias e a esperança de encontrá-la. Será que o passado pode ser reconstruído? Ou algumas histórias existem apenas para serem lembradas?
Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje minha resenha é do livro Ainda me lembro: Ela se foi como o silêncio da manhã - e Brian ainda vive no eco de um Adeus que nunca ouviu, escrito por Bruna Brito. O livro foi publicado pela editora Viseu e a resenha foi escrita por Leonardo Santos.
A história acompanha Brian, um homem que vive em Boston e leva uma rotina comum, mas que claramente está sustentada por coisas mal resolvidas. Logo no início, a gente vê ele lidando com a morte recente do seu cachorro, Joe, só que esse não é o principal peso que ele carrega.
Existe algo mais antigo do qual nem Brian sabia que precisava assimilar: o desaparecimento de Summer, seu grande amor da adolescência, que foi embora sem explicação e deixou apenas um bilhete pedindo para que ele seguisse em frente, mas sem esquecê-la.
A narrativa se desenvolve alternando entre presente e passado. No presente, Brian está prestes a participar de um reencontro da escola, o que acaba trazendo à tona várias lembranças que ele claramente nunca superou. Ao mesmo tempo, o livro volta para momentos da adolescência dele, mostrando como conheceu Summer, como os dois se aproximaram e como esse relacionamento foi se construindo dentro de pequenas situações do dia a dia.
Essas partes do passado são importantes porque dão base para tudo o que acontece no presente. A relação dos dois não é tratada de forma superficial, o texto realmente se preocupa em mostrar como esse vínculo foi sendo criado, o que ajuda a entender por que essa ausência ainda tem tanto impacto na vida do Brian.
Entre os personagens, o Fred funciona como um apoio constante. Ele é o amigo que tenta puxar o Brian para a realidade, mais direto e menos preso ao passado, o que cria um contraste interessante. A Emma também entra como uma peça importante na história por conta do reencontro e por ser um possível elo entre Brian e Summer. E a própria Summer, mesmo ausente em boa parte da narrativa, continua sendo o centro de tudo, construída através das lembranças, dos detalhes e da forma como o Brian ainda reage a ela.
O enredo se sustenta muito bem nessa expectativa de reencontro. Aos poucos, surgem indícios de que Summer pode reaparecer, e isso muda completamente a postura do Brian, que passa a viver em função dessa possibilidade. O livro trabalha bem essa ansiedade, sem precisar recorrer a grandes acontecimentos para manter o interesse.
O que mais me chamou atenção foi como a história trata a memória como algo que não fica no passado. Tudo que o Brian viveu com a Summer ainda interfere diretamente no presente dele, nas decisões, nas atitudes e até na forma como ele enxerga as pessoas ao redor. Isso deixa a narrativa mais consistente e ajuda a manter o foco nos sentimentos do personagem.
Outro ponto positivo é o ritmo. O livro não é apressado, ele vai construindo tudo aos poucos, principalmente quando se trata do relacionamento entre os dois. Isso faz com que a história tenha mais peso, porque a gente entende o que foi vivido ali, e não apenas o que foi perdido.
No geral, Ainda Me Lembro é uma leitura que funciona muito bem pela forma como constrói seus personagens e pela maneira como trabalha essa ideia de lembrança e ausência. É um livro que não depende de grandes reviravoltas, mas sim da forma como o passado continua presente na vida do protagonista.

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