31 de março de 2026

RESENHA: FUTURE RISING



Organizadores: Rick Schwartz
Editora: Artêra
Ano de publicação: 2026
Compre através desse link

"Em um futuro não muito distante, no tabuleiro global movido por guerras secretas e sociedades que querem nos controlar, um homem luta para quebrar as engrenagens da conspiração. Traído no coração de uma missão, Zack vê seu mundo ― e suas certezas ― desmoronar. Ferido, caçado e carregando o peso de ter sido apenas mais uma peça no jogo de forças invisíveis, ele inicia uma jornada solitária em que cada passo é um confronto com sua própria identidade. Entre memórias que o assombram e segredos que insistem em vir à tona, Zack mergulha em um labirinto de mistério e emoções, questionando quem realmente é… e o sentido daquilo pelo qual lutou. Quando um líder enigmático surge das sombras, oferecendo respostas que podem redefinir tudo o que ele acreditava, Zack é obrigado a encarar uma jornada na qual percebe que talvez seja apenas uma peça em um jogo arquitetado por algo muito maior. Entre conspirações globais e guerras que nunca chegam às manchetes, FUTURE RISING: A Sétima Máquina questiona onde termina a liberdade humana e onde começa a liberdade daquilo que criamos…Pois em breve, a máquina perfeita estará entre nós.

 

Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje minha resenha é do livro Future Rising: A Sétima Máquina, lançado pela editora Appris. O livro é de autoria de Rick Schwartz.

A história nos transporta para um futuro onde a linha entre o humano e o tecnológico é quase inexistente. Zack é um protagonista que atua como uma peça operacional da Umbra Exercitus, uma organização mercenária antiga que serve aos interesses de grandes corporações e governos em guerras que nunca chegam aos jornais. Após uma missão que não sai como o planejado, Zack se vê caçado pelas mesmas forças que o criaram e acaba encontrando refúgio em um lado da sociedade que ele, como soldado, costumava ignorar.

Enquanto ele tenta entender sua nova realidade e o peso de suas escolhas, acompanhamos em paralelo o trabalho do Dr. William Sheppard na Cidade 23. Sheppard é um psicanalista de inteligência artificial recrutado para um projeto ultra secreto: o desenvolvimento da "máquina perfeita", uma IA que possua autonomia e, talvez, uma alma. 

O universo do livro é regido pelo sistema Neurosync, que controla dados sociais, econômicos e de saúde por meio de implantes neurais.Nessa sociedade, a liberdade é monitorada por sistemas de pontuação social e vigilância constante da Neuropol, onde grandes empresas como a Palantiun Dynamics ditam as regras. A trama se aprofunda no mistério de como essas consciências artificiais podem mudar o rumo da humanidade, enquanto Zack mergulha em conspirações globais para descobrir quem ele realmente é fora das engrenagens do sistema.

Minha experiência com a escrita do Rick Schwartz foi surpreendente. O autor constrói um cenário distópico muito sólido, onde a tecnologia dita o ritmo da narrativa e o comportamento dos personagens. O que mais brilha na história é a forma como o autor aborda a integração entre homem e máquina, trazendo questionamentos sobre os limites da inteligência artificial.

É fascinante observar o contraste entre o mundo tecnológico e o lado humano. A relação de Zack com a Vivian e a pequena Maggie, uma garotinha que enfrenta uma doença degenerativa, traz uma carga emocional profunda ao livro. Esses momentos de cotidiano em um restaurante decadente humanizam o protagonista e dão peso às suas motivações futuras. O livro também explora temas densos, como o controle governamental através de dados e a ética das grandes corporações. 

O ritmo me manteve preso do início ao fim, alternando entre os dilemas morais do Dr. Sheppard no isolamento da Cidade 23 e a jornada de sobrevivência visceral do Zack nas ruas. A edição física do livro está com um trabalho visual incrível, com uma capa que chama muito a atenção e uma diagramação que facilita a leitura de um texto tão detalhado. 

Para quem gosta de histórias que misturam ação militar com filosofia tecnológica, esse livro é uma recomendação certa. Fico no aguardo dos próximos volumes para ver como esse universo vai se expandir, pois o autor deixou ganchos muito promissores para a continuidade da série!

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Leonardo Santos



Olá leitories! Meu nome é Leonardo Santos, tenho 28 anos, sou de São Paulo mas atualmente estou em Guarulhos cursando Letras! Minha paixão pela leitura começou desde muito cedo, e é um prazer compartilhar minhas leituras e experiência com vocês!

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