Organizadores: F. C. Sales
Editora: ViseuAno de publicação: 2025
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O desconhecimento é uma força incontrolável. O medo decorrente do que há na escuridão é muito mais compreensível do que a coragem diante daquilo que não entendemos… Ou do que sequer podemos vislumbrar, pois a mente sã, um privilégio dos humanoides, pode ser facilmente arruinada. Quando as criaturas malignas irrompem novamente das profundezas do abismo, os três continentes de Seris, o plano mortal, novamente é ameaçado pelas presas sórdidas dos caos… Porém, dessa vez, as ameaças estão sendo liberadas por uma antiga consequência da soberba, ansiosa por obter tudo aquilo que sempre desejou. Como qualquer necessidade, uma formação inusitada nasce para preservar a realidade: uma elfa caçadora, que desejava somente fugir de seu passado conturbado, um aspirante a paladino da Igreja do Santo Céu, capaz de canalizar a vontade das sagradas divindades, uma ladra musicista, tão impetuosa quanto uma tempestade, um anão alquimista, com a genialidade manchada pelo repúdio, e uma criatura das trevas, digna de temor e receio. Um grupo tão diverso e inesperado. Seriam capazes de superar suas próprias diferenças para lutar pelo bem maior? Por tudo o que é mais fraterno, eles precisam…
Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje minha resenha é do livro Insurreição do Abismo: A Ascensão dos Monarcas – Livro 1, escrito por F. C. Sales. O livro foi publicado pela editora Viseu e a resenha foi escrita por Leonardo Santos.
A história se passa em Seris, um mundo dividido em três continentes que volta a enfrentar uma ameaça que parecia ter sido esquecida pelo tempo. Criaturas malignas começam a surgir novamente das profundezas do abismo, rompendo antigos selos que mantinham essas forças afastadas do plano mortal. Enquanto esses acontecimentos começam a se espalhar por diferentes regiões, um grupo improvável de personagens acaba cruzando caminho em meio a esse cenário de tensão.
Entre eles está Callante, uma elfa caçadora que tenta apenas seguir em frente enquanto se afasta de um passado que prefere deixar para trás. Durante uma viagem, ela conhece Eldric, um jovem aspirante a paladino da Igreja do Santo Céu que dedica sua vida a seguir os princípios de sua fé.
Ao lado deles aparece Kaira, uma barda que também atua como ladra e que costuma usar a música como parte de suas próprias estratégias. A jornada do trio logo se amplia com a presença de Darruk, um anão alquimista conhecido por sua genialidade e Nicolau, um vampiro cuja existência naturalmente causa desconfiança entre os demais.
Enquanto esse grupo começa a viajar junto, eles descobrem que a ameaça que paira sobre Seris é muito maior do que imaginavam. Os chamados monarcas do abismo parecem estar ligados ao rompimento desses selos antigos, e algumas regiões já enfrentam diretamente as consequências disso.
Em Gallaria, por exemplo, forças ligadas ao caos começam a manipular pessoas e espalhar destruição, colocando cidades inteiras em risco. A presença do grupo nesse território acaba chamando atenção de autoridades locais, o que os leva até o próprio rei, que passa a enxergar nesses aventureiros uma possível resposta para a crise que começa a se espalhar.
Uma das coisas que mais me chamou atenção ao longo da leitura foi o quanto o livro abraça as referências clássicas da fantasia e do RPG. É fácil perceber a influência de sistemas como Dungeons & Dragons na forma como os personagens são construídos, seja nas classes ou até mesmo nas raças que fazem parte da narrativa.
Temos o paladino guiado pela fé, a barda cheia de personalidade, o alquimista anão, a elfa caçadora e até mesmo um vampiro que acaba ocupando um papel bastante interessante dentro da história.
Essa inspiração funciona bem porque o autor consegue transformar esses arquétipos em personagens com identidade própria. A dinâmica entre eles é um dos pontos mais divertidos do livro, principalmente porque cada um carrega suas próprias motivações e conflitos. O relacionamento entre Eldric e Nicolau é um bom exemplo disso. Um paladino e um vampiro dificilmente deveriam caminhar lado a lado, mas a narrativa encontra uma forma convincente de colocar os dois na mesma jornada, criando momentos que mostram como essa relação evolui ao longo da história.
Outro elemento que gostei bastante foi a forma como o livro trabalha a sensação de aventura. Existe um mapa logo no início que apresenta os continentes de Seris, e acompanhar o grupo viajando entre diferentes lugares ajuda a dar essa impressão de exploração constante. A história avança enquanto os personagens descobrem mais sobre o mundo ao redor deles e sobre a ameaça que começa a crescer nas sombras.
A leitura também flui muito bem. É aquele tipo de fantasia que aposta bastante na jornada e no encontro entre personagens diferentes, o que faz com que a narrativa avance de maneira natural. Aos poucos vamos entendendo melhor quem são essas pessoas, quais são suas histórias e como cada uma delas reage diante da situação que estão enfrentando.
Como esse é apenas o primeiro volume da série, o livro funciona muito bem como uma introdução para esse universo. Ele apresenta os personagens, estabelece a ameaça central e deixa claro que ainda existe muito desse mundo para ser explorado nos próximos volumes. Para quem gosta de histórias de fantasia com grupos de aventureiros, viagens por diferentes territórios e conflitos que começam a crescer pouco a pouco, Insurreição do Abismo: A Ascensão dos Monarcas entrega exatamente esse tipo de experiência.
É uma leitura divertida, cheia de movimento e com personagens que rapidamente se tornam interessantes de acompanhar. Para quem gosta de fantasia inspirada em RPG, esse primeiro livro abre bem o caminho para o que pode vir pela frente nessa saga.


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