Organizadores: A. J. Guimarães Lara
Editora: Uiclap
Páginas: 364
Ano de publicação: 2026
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A Serpente de Fogo voltou!Depois de séculos, Bárbara recuperou os seus poderes e a sua verdadeira forma. Ela e seus seguidores desapareceram após o ataque à represa de Itaipú e só existe um lugar onde Boitatá possa estar, El Dorado. Porém, nem mesmo os diários de Márcio Kitagawa contém indícios de onde fica a mítica Cidade do Ouro.Os Cigarras, inclusive os novatos Will, Iara e Ian, trabalham incessantemente montando equipamentos, fazendo pesquisas e se preparando para a inevitável batalha contra a Serpente de Fogo. Os quebra-cabeças de Kitagawa se revelam maiores e mais complexos, o que gera certa esperança para o Canto da Cigarra.O trio, junto com seus novos aliados e família, se concentra em dois objetivos. O primeiro é conseguir uma aliança com os representantes dos países financiadores. Já o segundo, é descobrir onde fica El Dorado, invadi-lo e derrotar Boitatá de uma vez por todas. Mas a Serpente de Fogo demonstra que seus planos são tão sinuosos e escorregadios quanto o seu próprio corpo.
Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje minha resenha é do livro Setor 16 e a Serpente de Fogo, lançado pela editora Uiclap. O livro é de autoria de A. J. Guimarães Lara e a resenha foi escrita por Leonardo Santos.
Depois dos acontecimentos do volume anterior, a ameaça que rondava a história finalmente toma forma. Bárbara recupera seus poderes e revela sua verdadeira identidade como a lendária Serpente de Fogo. Após o ataque à represa de Itaipu, ela desaparece junto de seus seguidores e deixa o Setor 16 lidando com as consequências de tudo o que aconteceu. Existe uma suspeita sobre o destino dela: El Dorado, a mítica Cidade do Ouro.
O problema é que ninguém sabe exatamente onde essa cidade está.
Enquanto isso, os Cigarras passam a trabalhar intensamente para se preparar para o confronto que parece inevitável. Will, Iara e Ian seguem no centro da narrativa, mas agora contam com uma equipe ainda mais estruturada. Entre pesquisas, desenvolvimento de equipamentos e a análise dos misteriosos diários de Kitagawa, o grupo tenta encontrar qualquer pista que leve até El Dorado.
Ao mesmo tempo, eles precisam lidar com outro problema importante: conseguir apoio internacional. Como o Setor 16 possui ligação com diversos países financiadores, o trio precisa provar que ainda é possível confiar neles e que a ameaça representada por Bárbara é real. Sem essa ajuda, enfrentar a Serpente de Fogo pode se tornar uma missão praticamente impossível.
Com essas duas frentes abertas, descobrir a localização de El Dorado e reunir forças suficientes para o confronto final, o livro conduz os personagens para o desfecho de uma saga que foi construída ao longo de vários volumes.
Acompanhar o encerramento dessa história foi uma experiência INCRÍVEL! Desde o primeiro livro, o que mais me chamou atenção nessa série foi a construção de mundo que o autor criou. A ideia de uma organização internacional dedicada a investigar e lidar com artefatos mágicos funciona muito bem e abre espaço para uma mistura interessante entre aventura, investigação e fantasia.
Nesse último volume, tudo isso aparece de forma ainda mais consolidada. O autor aproveita o momento final da saga para reunir vários elementos que foram apresentados ao longo da série e conduzir os personagens para um confronto que carrega um peso muito maior. A sensação é de que todas as peças finalmente se encaixam.
Outro ponto que gostei bastante foi ver como o livro dá espaço para diversos personagens que acompanharam essa jornada. Ian, Iara e Will continuam sendo os protagonistas, mas a narrativa não fica restrita apenas a eles. Personagens como Karoline, Gael, Lúcio, Hugo, Leidiane e Poliana aparecem em momentos importantes e ajudam a construir essa sensação de grupo que luta junto para resolver o conflito.
Também continuo achando muito interessante a forma como a série trabalha elementos do folclore brasileiro dentro da história. A presença do Boitatá como grande antagonista reforça essa identidade da saga e mostra como essas referências podem ser usadas dentro de uma narrativa de fantasia e aventura de forma muito natural.
Além disso, o livro mantém um ritmo bastante dinâmico. Em vários momentos a trama assume um clima de investigação e até de espionagem, principalmente nas partes em que os personagens precisam se infiltrar em certos lugares ou negociar apoio com representantes internacionais. Isso ajuda a manter a história sempre em movimento.
No fim das contas, Setor 16 e a Serpente de Fogo funciona muito bem como encerramento dessa saga. É um livro que entrega ação, momentos importantes para os personagens e um desfecho que respeita tudo o que foi construído ao longo da série.
Para quem já acompanha a história desde o começo, esse volume final certamente vale a leitura. E para quem ainda não conhece o universo de Setor 16, talvez essa seja uma boa oportunidade para começar a acompanhar uma série nacional que trabalha fantasia, mistério e elementos do nosso próprio folclore de uma forma muito divertida.

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