Olá pessoal do Porão Literário! Hoje vou compartilhar com vocês três motivos para ler o livro Entre o aquário e o peixe, segundo volume da trilogia O Lado Quente do Ser, escrito por Pedro Augusto da Silveira.
Após os conturbados anos da sua adolescência, onde viveu profundas paixões e dolorosos rompimentos, Ricardo inicia sua juventude já bastante calejado, porém, ainda completamente apaixonado pela vida. Na expectativa por passar o resto dos seus dias com Gustavo, seu grande amor, ele anseia pelo momento em que ambos estarão livres para viverem juntos, sem medos, sem mentiras.Como já preconizado no final do primeiro volume da trilogia, contudo, os deuses são ardilosos. Eles não se furtam ao direito de interferir na vida dos mortais, e não será diferente com nosso lindo casal.Depois de lidar arduamente com as trapaças da sorte, Ricardo conhece Renato, um verdadeiro anti-herói, que rouba, não apenas o coração do protagonista, mas também, o foco da narrativa.Recheado com a deliciosa presença das tias-avós, Clotilde e Genoveva, e as irritantes intervenções de Dona Sara, o segundo volume da trilogia “O Lado Quente do Ser” narra um rito de passagem e aborda questões pertinentes à vida adulta de qualquer ser humano: as perdas, as frustrações e a responsabilidade por suas escolhas.
1. UM PROTAGONISTA QUE EVOLUI JUNTO COM OS CONFLITOS
Uma das coisas que mais me chamou atenção aqui foi perceber o quanto o Ricardo amadurece de um livro para o outro. Não é só uma questão de idade, mas de como os conflitos passam a exigir mais dele. Se antes a história lidava muito com descoberta e primeiros afetos, agora o foco está nas consequências dessas escolhas. O término com o Gustavo, por exemplo, não é tratado de forma leve ou passageira. Ele carrega peso, frustração e deixa marcas que impactam diretamente o rumo da narrativa. Isso faz com que o livro tenha uma construção mais densa, porque tudo que acontece com o personagem parece ter continuidade e repercussão real.
2. RELACIONAMENTOS QUE FOGEM DO ÓBVIO
Outro ponto que me prendeu bastante foi a forma como o livro trabalha as relações. O vínculo entre Ricardo e Gustavo já começa tensionado pela pressão externa, o que torna inevitável um desgaste que vai sendo construído aos poucos. Quando o Renato entra na história, o livro não simplesmente substitui um relacionamento por outro. Existe um contraste muito claro entre essas duas dinâmicas. O Renato representa uma outra forma de viver e de se posicionar, mais direta, mais livre, e isso provoca o Ricardo de um jeito diferente. Essa transição não é confortável e é justamente isso que torna tudo mais interessante de acompanhar.
3. UMA NARRATIVA QUE DISCUTE AFETO, SEXUALIDADE E RESPONSABILIDADE
O livro não se limita a contar uma história de romance. Ele se preocupa em discutir o que está por trás dessas relações. A sexualidade aparece de forma mais aberta, mas sempre ligada ao processo de autoconhecimento do protagonista. Além disso, a presença das tias-avós, Clotilde e Genoveva, acrescenta uma camada muito interessante à narrativa. As conversas entre eles não são jogadas ali por acaso, elas ajudam a construir um entendimento mais amplo sobre afeto, vivência e pertencimento. Ao mesmo tempo, o livro não ignora os conflitos externos, como a pressão familiar e social, que continuam sendo determinantes nas escolhas dos personagens.
E aí, ficou curioso? Comece agora mesmo a ler esse livro!




















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