Olá pessoal do Porão Literário! Hoje vou compartilhar com vocês três motivos para ler o livro Porque fábulas acalmam, lançado pela Editora Astrid. O livro é de autoria de Sonia Ribeiro Gonçalves e Alex Ferreira
"Você sabia que ouvir histórias pode ser mais poderoso do que qualquer técnica de disciplina? Que uma fábula bem contada pode ser a chave para acalmar uma criança agitada, ansiosa ou insegura?Este livro é um convite encantador para pais, educadores e terapeutas mergulharem na mágica conexão entre contos de fadas, teoria polivagal e autorregulação emocional. Unindo neurociência, ludicidade e poesia, os autores revelam como narrativas simbólicas tocam o sistema nervoso da criança, ativando o “Guardião da Calma” – uma metáfora poderosa que ensina os pequenos a lidarem com emoções de forma leve e segura.Com linguagem acessível, orientações práticas e meditações guiadas , Por que Fábulas Acalmam? transforma ciência em aconchego, teoria em afeto, e comportamento em conexão.Como seria se, em vez de controlar, você pudesse acalmar com histórias?Descubra o poder terapêutico das fábulas e ofereça às crianças um presente que elas levarão para a vida toda: a capacidade de se autorregular com amor, segurança e imaginação."
1. A forma como o livro traduz teoria em algo realmente utilizável
Uma das coisas que mais me chamou atenção durante a leitura foi a capacidade que o livro tem de pegar um conteúdo que, em essência, é complexo e transformar isso em algo que faz sentido na prática. A Teoria Polivagal, que serve como base para toda a construção do livro, não é exatamente simples de ser explicada, muito menos aplicada no dia a dia com crianças. Ainda assim, os autores conseguem reorganizar esse conhecimento de um jeito que não perde o fundamento, mas também não afasta o leitor.
O uso de figuras como o Nervinho Vago e os “personagens internos” não está ali só para deixar o texto mais bonito ou mais leve. Existe uma intenção muito clara de tornar a experiência emocional algo reconhecível, especialmente para quem ainda não tem repertório para nomear o que sente. E isso funciona. Ao longo da leitura, fica evidente que o livro não quer apenas explicar como o sistema nervoso reage, mas ajudar o leitor a construir uma linguagem possível para lidar com isso.
Eu gosto bastante quando um livro consegue fazer essa ponte entre teoria e prática sem parecer simplificado demais, e aqui isso acontece de forma consistente. É o tipo de leitura que você entende e já começa a pensar em como aplicar.
2. A maneira como o livro entende a infância como experiência emocional real
Outro ponto que me pegou foi o cuidado que o livro tem ao tratar a criança como alguém que sente de verdade, e não como alguém que precisa apenas ser corrigido ou direcionado o tempo todo. Pode parecer básico, mas não é. Existe uma diferença grande entre lidar com o comportamento e entender o que está por trás dele, e o livro deixa isso muito claro desde o começo.
Os autores insistem bastante na ideia de que a regulação emocional não vem da imposição de calma, mas da construção de segurança. Isso muda completamente a forma como a gente olha para situações de medo, agitação ou até mesmo silêncio. Em vez de tentar controlar a criança, a proposta é criar condições para que ela consiga voltar a um estado mais equilibrado.
Durante a leitura, isso me pareceu um dos pontos mais fortes do livro, porque ele desloca o foco do “o que fazer com a criança” para “como estar com a criança”. E essa mudança de perspectiva, por mais sutil que pareça, altera completamente a forma como o cuidado é construído.
3. As fábulas e exercícios que saem do papel e funcionam no cotidiano
O livro poderia muito bem ter parado na explicação teórica e ainda assim funcionaria como leitura informativa. Mas o que realmente sustenta a proposta são os exercícios e as fábulas que aparecem ao longo da obra. E aqui eu acho que está o diferencial.
As práticas como A Concha Brilhante Falante, A Tartaruga do Tempo ou a Respiração dos Flocos de Neve não são só ideias soltas. Elas são construídas de forma simples, com ritmo, repetição e imagens que fazem sentido para a criança. Isso cria uma experiência que pode ser aplicada de verdade, seja em casa, em sala de aula ou em contexto terapêutico.
O que eu mais gostei é que essas propostas não exigem uma estrutura complicada para acontecer. Elas dependem muito mais da presença de quem conduz do que de qualquer recurso externo. Isso faz com que o livro não fique preso ao campo da intenção e realmente se torne um material utilizável no dia a dia.
E aí, ficou curioso? Comece agora mesmo a ler esse livro!
.jpeg)



















.png)
.png)

