Olá pessoal do Porão Literário! Hoje vou compartilhar com vocês três motivos para ler o livro Flores Azuis Não Vão Para o Céu, publicado pela MKT Produções. O livro é de autoria de André Alvez
Entrar na obra de André Alvez é navegar do cotidiano à magia em um instante. É descobrir mundos paralelos, âmbitos secretos que sua percepção de narrador nos desvela como algo natural. É adentrar a esse mar escuro sem saber ao certo o que vai encontrar. Tornamo-nos cúmplices de suas palavras desnudando os mistérios, construindo imagens que se sucedem, levando-nos a outro tempo e espaço. Entretanto, o que mais surpreende nesse universo surreal é reconhecer que o humano é o núcleo do fantástico experimentando novas e impossíveis formas de existir...
1. Um protagonista difícil, mas impossível de ignorar
O Calisto não é um personagem fácil. Em vários momentos, ele é cruel, frio e até repulsivo. E o mais interessante é que o livro não tenta amenizar isso. Pelo contrário, a narrativa assume esse lado do personagem e constrói tudo a partir dele. Isso me fez continuar a leitura não por identificação, mas por curiosidade. Eu queria entender como alguém chega naquele ponto, o que levou ele a tomar certas decisões e até onde ele iria com aquilo. Esse tipo de construção foge do padrão de protagonistas mais “aceitáveis” e, pra mim, funciona muito bem porque deixa a história mais honesta.
2. Uma narrativa que mergulha fundo nas relações familiares
Um dos pontos que mais me chamou atenção foi a forma como o livro trabalha a família. Não é só um pano de fundo, é o centro de tudo. As relações são carregadas de tensão, segredos e traumas que vão sendo revelados aos poucos. Existe uma sensação constante de que tudo está conectado, de que cada escolha do presente tem raízes muito profundas no passado. Eu gosto quando o autor não entrega tudo de uma vez e vai construindo esse quebra-cabeça ao longo da leitura. Aqui isso acontece de forma consistente, e quando as peças começam a se encaixar, a história ganha ainda mais peso.
3. Uma escrita direta, que aposta na intensidade da história
A escrita do André Alvez é simples, mas não no sentido de ser superficial. Ela é direta e funciona muito bem para o tipo de história que está sendo contada. Não existe excesso de floreio, e isso ajuda a manter o foco no que realmente importa, que são os pensamentos do protagonista e os acontecimentos que moldaram a vida dele. Em vários momentos, o texto assume um tom quase confessional, como se o Calisto estivesse tentando organizar tudo o que viveu. Isso me deixou mais próximo da narrativa e fez com que a leitura fluísse mesmo com temas mais pesados.
E aí, ficou curioso? Comece agora mesmo a ler esse livro!
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