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QUOTES: NADA ORTODOXA

7 de dezembro de 2020



Fala galera do Porão Literário, nesse post especial decidi trazer alguns trechos que mais me marcaram durante a leitura do livro Nada Ortodoxa! Bora conferir?



"Não tenho cartão, então não posso levar nenhum livro para casa. Quem dera pudesse, porque sinto uma felicidade e uma liberdade tão extraordinárias quando leio que estou convencida de que, caso os tivesse sempre à disposição, os livros poderiam tornar suportável todo o restante da minha vida."


Às vezes, é como se os autores desses livros me compreendessem, como se, ao escrever essas histórias, estivessem pensando em mim. De que outra forma explicar as semelhanças que divido com as personagens dos contos de Roald Dahl, crianças infelizes e precoces desprezadas e negligenciadas por suas famílias e colegas superficiais?"


"Livros infantis sempre têm um final feliz. Como ainda não comecei a ler livros de adultos, passei a aceitar essa convenção como um fato da vida. Na física da imaginação, a regra é a seguinte: a criança só aceita um mundo justo. Esperei por muito tempo que alguém viesse me salvar, como nas histórias. Quando entendi que ninguém apareceria para pegar o sapatinho de cristal que eu deixara para trás, foi difícil de aceitar."


"Não me dou conta nesse momento de que perdi a inocência. Só percebo isso anos mais tarde. Um dia, olharei para trás e entenderei que, assim como houve um momento em minha vida em que tomei consciência de onde meu poder residia, houve também um momento específico em que parei de acreditar em uma autoridade inquestionável e passei a tirar conclusões próprias sobre o mundo em que vivia."


Na época, o problema da perda da inocência foi que isso dificultou o fingimento. Um conflito crescia descontroladamente dentro de mim: entre minha forma de pensar e os ensinamentos que eu absorvia. De vez em quando, essa tensão transbordaria sobre minha fachada tranquila, e os outros tentariam me afastar das chamas da curiosidade antes que eu fosse longe demais."


"Orgulho e preconceito se revela uma experiência de leitura particularmente encantadora. Para começar, nunca li um livro com uma linguagem tão formal e um estilo tão elegante. Mesmo assim, eu o acho muito empolgante; as frases deliberadas, precisas, acrescentam tensão e suspense à narrativa. É meu primeiro contato com a Inglaterra pré-vitoriana; embora minha mãe tenha nascido no Reino Unido, o livro retrata o país em uma era muito diferente, e, ainda que no início tenha me causado bastante estranhamento, em pouco tempo estabeleço comparações bem sólidas entre o mundo das irmãs Bennet e o meu. Para começar, a fofoca incessante e o comportamento conivente das personagens femininas me são extremamente familiares. Não é assim que as mulheres se divertem também em meu mundo, tagarelando sem parar sobre os outros, que em um piscar de olhos se transforma em tranquila polidez quando confrontadas com o assunto da fofoca? É incrível poder me identificar com Elizabeth tão facilmente e sentir na pele as exasperantes injustiças presentes em sua sociedade. Rio junto com ela da hipocrisia e da cabeça fechada tão claras em personagens que se supõem superiores." 



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Olá leitores e leitoras! Meu nome é Leonardo Santos, tenho 24 anos, sou de São Paulo mas atualmente estou em Minas Gerais cursando Letras! Minha paixão pela leitura começou desde muito cedo, e é um prazer compartilhar minhas leituras e experiência com vocês!

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