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RESENHA: PRESUNÇÃO, OU A SINA DE FRANKESTEIN

9 de junho de 2021

PRESUNÇÃO, OU A SINA DE FRANKESTEIN
Autor(a): Richard Brinsley Peake
Editora: Instituto Mojo

Páginas: 184
Ano de publicação: 2021
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Publicado em 1818, o romance Frankenstein é hoje considerado um dos maiores títulos da ficção gótica, além de um dos principais marcos iniciais da ficção científica, tendo sido incorporado pela cultura pop e servido de base para adaptações nas mais diversas linguagens artísticas. De fato, poucos romances tiveram uma trajetória cultural tão robusta e abrangente como a obra-prima da britânica Mary Shelley, mas suas primeiras adaptações como drama (Presunção, ou a Sina de Frankenstein, 1823) e como conto (“O Monstro Criado Pelo Homem”, 1825), permaneciam inéditas em português. Este livro reúne essas duas versões em novas traduções de Alcebiades Diniz Miguel que eliminam essa lacuna em nossa língua e oferecem um instigante vislumbre das primeiras transformações que esse mito moderno experimentou muito antes de consagrar-se mundialmente pelas telas do cinema. 

 

Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje minha resenha é do livro Presunção, ou a Sina de Frankenstein, lançado pelo Sebo ClepsidraO livro é de autoria de Richard Brinsley Peake tem tradução de Alcebiades Diniz Miguel.



Você já deve ter ouvido falar do doutor Frankestein em algum momento da sua vida como leitor/a, o título publicado em 1818 foi causou uma verdadeira explosão na literatura de ficção gótica e até hoje é citado, adaptado e remodelado para novas narrativas. 

Uma coisa que eu não sabia era que a primeira adaptação da história de Mary Shelley veio muuuito cedo, apenas alguns anos após a publicação do livro! Bom, como estamos no início do século XIX, não seria possível uma adaptação para cinema (isso só ocorreria muitos anos depois), mas a primeira adaptação de Frankestein veio em 1823 através da peça "Presunção, ou a sina de Frankestein". 


Escrita por Richard Brinsley Peake, a obra foi prestigiada pela própria autora! Que inclusive escreveu uma carta ao dramaturgo tecendo seus elogios a adaptação... Incrível, não é? É essa a peça da qual podemos ler graças a iniciativa incrível do Sebo Clepsidra de trazê-la ao nosso idioma em seu formato original, o dramático!

Eu já li o clássico faz um tempo, por isso não lembrava de todos os detalhes da história e isso acabou sendo ótimo, pois comecei minha leitura da peça com algumas lacunas que foram preenchidas pelo enredo que estava lendo. Preciso dizer que essa narrativa é tão boa quanto a original, me deliciei com os diálogos dos personagens. 

A história em si é rápida, energética e - em alguns pontos - divertida. É fácil entender o porquê da peça ter feito tanto sucesso no tempo em que ficou em cartaz... Tudo nela parece funcionar muito bem, li ela em cerca de dois dias e em todos os momentos a leitura fluía muito bem, até li alto alguns diálogos e dei a eles entonações diferentes (pois é aí que mora a magia o texto performático!). 


Enfim, a edição está lindíssima! O Sebo Clepsidra realmente capricha nas edições e essa não ficou para traz, estou apaixonado por todos os detalhes desse exemplar da coleção Teatro Insólito, espero que esse meu pequeno relato tenha incitado vocês a procurar mais sobre essa peça tão incrível!

Um comentário:

  1. Leo!
    Confesso que li o original da Mari Skelley, mas era totalmente leiga desse te4xto mais teatral e tão popular à época... mas bom que que a autora do original gosto da adaptação e a elogiou, quer indicação melhor do que essa para fazer a leitura?
    cheirinhos
    Rudy

    ResponderExcluir



Olá leitores e leitoras! Meu nome é Leonardo Santos, tenho 24 anos, sou de São Paulo mas atualmente estou em Minas Gerais cursando Letras! Minha paixão pela leitura começou desde muito cedo, e é um prazer compartilhar minhas leituras e experiência com vocês!

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