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RESENHA: UM AMOR INCÔMODO

19 de julho de 2022

 


UM AMOR INCÔMODO
Autor(a):  Elena Ferrante
Editora: Intrínseca

Páginas: 176
Ano de publicação: 2017
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Aos quarenta e cinco anos, Delia retorna a sua cidade natal, Nápoles, na Itália, para enterrar a mãe, Amalia, encontrada morta numa praia em circunstâncias suspeitas: a humilde costureira, que se acostumou a esconder a beleza com peças simples e sem graça, usava nada além de um sutiã caro no momento da morte. Revelações perturbadoras a respeito dos últimos dias de Amalia impelem Delia a descobrir a verdade por trás do trágico acontecimento. Avançando pelas ruas caóticas e sufocantes de sua infância, a filha vai confrontar os três homens que figuraram de forma proeminente no passado de sua mãe: o irmão irascível de Amalia, conhecido por lançar insultos indistintamente a conhecidos e estranhos; o ex-marido, pai de Delia, um pintor medíocre que não se importava em desrespeitar a esposa em público; e Caserta, uma figura sombria e lasciva, cujo casamento nunca o impediu de cortejar outras mulheres.

 



Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje minha resenha é do livro Um amor incômodo lançado pela editora Intrínseca. O livro é de autoria de Elena Ferrante e a resenha foi escrita por Leonardo Santos. 


Delia está voltando pra casa, mas seu retorno (depois de 45 anos distante) não é  exatamente por um bom motivo: A mãe de Délia, chamada Amalia, morreu. Além da tristeza óbvia de perder a mãe, existe um mistério na morte de Amalia que Delia não sabe muito bem como interpretar. 

O corpo de Amalia foi encontrado em uma praia sem nenhum tipo de blusa ou camiseta, apenas um sutiã de grife na parte de cima. Delia logo suspeita de tal situação, afinal sua mãe era extremamente reservada e em poucos cenários ela conseguia imaginá-la com tão pouca roupa sozinha em uma praia. 

Com isso, surgem diversas divagações na mente de Amalia, afinal, sua mãe não era aquele tipo de pessoa... certo? Em um fluxo entre memórias e reflexões, a mulher passa a tentar entender a figura enigmática que foi sua mãe, e percebe que pouco entendia da figura complexa que era ela. 

Bom, acho que poucos autores conseguem transcrever a complexidade de uma pessoa tão  bem quando Elena Ferrante. Essas habilidades já foram utilizadas em sua tetralogia napolitana e no outro livro que li dela recentemente: A Filha Perdida. Aqui, em "Um amor incômodo", a temática de maternidade é exposta novamente em um fluxo de consciência bem característico da autora. 

E o resultado é fantástico! A escrita da autora é  impactante por ser tão crua e visceral, e mesmo em uma narrativa respectivamente curta, o conteúdo dessa história se enraíza em nosso psicológico, principalmente por conta dessas duas personagens tão poderosas que dividem o protagonismo da obra. 

Esse foi o primeiro livro escrito pela Ferrante e os temas já vem com uma força total que apenas a autora consegue elucidar de maneira tão autoral: uma filha que renega o comportamento da mãe e anseia por ser diferente, mas que em sua essência acaba replicando uma série de coisas que sua mãe costumava fazer. 

Foi uma delícia acompanhar esse combate interno e espero ler mais Ferrante muito em breve! 

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Olá leitores e leitoras! Meu nome é Leonardo Santos, tenho 24 anos, sou de São Paulo mas atualmente estou em Minas Gerais cursando Letras! Minha paixão pela leitura começou desde muito cedo, e é um prazer compartilhar minhas leituras e experiência com vocês!

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