4 de junho de 2023

RESENHA: QUANDO O ESTÔMAGO GRITA

 


Autor(a):  Eliete de Fátima Guarnieri
Editora: Patuá
Páginas: 70
Ano de publicação: 2023
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Quando nasce uma obra? Quando é pensada? Quando é escrita? Quando é publicada? Para a autora, quando histórias e personagens penetram seu mundo simbólico. Um morador de rua. Uma mulher com hiperêmese gravídica. Uma família em viagem ao Chile. Uma idosa quase centenária. Um casal na pandemia. Uma mulher que se isola. Um pai. Uma menina com sua avó. Duas pessoas que se encontram por acaso. Um caçador noturno e sua presa. Uma senhora religiosa. Um casal separado pela morte. Um amor platônico. O leitor se surpreenderá com a forma como personagens, sentimentos e experiências emergem a cada conto, tocando, inesperadamente, a profundeza da alma humana.



Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje minha resenha é do livro Quando o estômago grita lançado pela editora Patuá. O livro é de autoria de Eliete de Fátima Guarnieri e a resenha foi escrita por Leonardo Santos. 



Treze contos, treze vivências, treze situações que fará seu estômago se revirar e gritar por inúmeros motivos. O trabalho de Eliete de Fátima conseguiu, através de sua escrita visceral e concisa, criar situações de miséria, ansiedade, paranóia, desejo e também prazer, tudo em um único livro. 

"Quando o estômago grita" não é nada mais do que uma compilação de treze contos escritos pela autora em um processo que levou cerca de trinta anos. Uma das coisas que eu mais gostei da escrita de Eliete é que ela vai direto ao ponto, tanto é que nos primeiro conto, chamado "Cacofagia", a autora conseguiu me tirar da zona de conforto com cerca de uma página de escrita. 




Não é uma leitura fácil, inclusive os contos aqui escritos possuem temas que podem ser considerados sensíveis para determinados leitores, como aborto, depressão, violência e completa apatia humana. Tudo isso pode ser visto como uma enorme crítica a nossa própria sociedade, e é aqui que mora o brilhantismo da escrita de Eliete. 

A autora também evoca a sociedade durante a pandemia do COVID-19 nos contos "Na pandemia" e "Quando o estômago grita, ilustrando a hipocrisia e a paranoia que se maximizaram durante o período de isolamento. 


O conto "Philomena" também é um ótimo exemplo de construção de personagem, onde a autora consegue — em pouco tempo — desenvolver uma personagem de forma complexa a ponto de nos importarmos com ela em poucos parágrafos! 

No entanto, a autora também nos oferece momentos de calmaria, como no conto "Bolo de mármore", onde o grito no estômago não vem de uma sensação ruim, mas sim o contrário. Esse acabou sendo um dos meus contos preferidos justamente por trazer uma leveza que o livro precisava. 


A leitura de "Quando o estômago grita" não foi fácil, mas extremamente necessário. O olhar de Eliete sobre a hipocrisia e a amoralidade da sociedade é impressionante e serve de reflexão para todos nós! Fica a indicação! 


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Leonardo Santos



Olá leitories! Meu nome é Leonardo Santos, tenho 28 anos, sou de São Paulo mas atualmente estou em Guarulhos cursando Letras! Minha paixão pela leitura começou desde muito cedo, e é um prazer compartilhar minhas leituras e experiência com vocês!

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