18 de dezembro de 2023

RESENHA: CUNHATAÍ — UM ROMANCE DA GUERRA DO PARAGUAÍ

 



Organizadores: Maria Filomena Bouissou Lepecki
Editora: Entrelinhas 
Páginas: 438
Ano de publicação: 2023
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Um espião sedutor, um bravo capitão e uma sinhazinha aventureira.Pode uma história de amor alterar os rumos de uma guerra?Numa narrativa ágil, onde o passado interage com o presente e a ficção penetra nas brechas da História, o leitor é transportado ao Brasil imperial invadido pelos paraguaios e à expedição militar que irá libertar Mato Grosso.Dos bailes de Campinas ao sertão bruto, p'ra lá das solidões, havia uma distância imensa, uma estrada repleta de buracos e curvas, que Micaela jamais poderia imaginar. Ao retratar o amadurecimento da personagem sob os ecos da guerra mais sangrenta das Américas, o livro beira o universal, já que cunhataís são todas as mulheres, ou foram, ou serão, antes de terem muitos de seus sonhos desfeitos.

 

Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje minha resenha é do livro Cunhataí: Um romance da guerra do Paraguaí pela editora Entrelinhas. O livro é de autoria de Maria Filomena Bouissou Lepecki e a resenha foi escrita por Leonardo Santos.


Em tempos tumultuosos do Brasil Imperial, a nação estava mergulhada em uma guerra que ameaçava alterar os destinos de suas terras. No estopim desse conflito, conhecemos três figuras distintas, cujas vidas se entrelaçariam de maneira inesperada.

No epicentro desse drama estava Micaela, uma sinhazinha dona de uma beleza que rivalizava com a exuberância tropical. Filha de uma família abastada, Micaela via-se aprisionada entre os salões de Campinas e os destinos traçados pela aristocracia. No entanto, o destino, implacável como sempre, tinha outros planos para ela.


Do outro lado, emergia o bravo Coronel Mayor Ângelo Zavirría cuja coragem e determinação eram reconhecidas até mesmo pelos inimigos da linha de batalha e sendo temido pelas forças de Paraguai na guerra. 

E, por fim Santa Cruz, o espião sedutor mestre na arte da dissimulação e mestre na conquista de corações. Sua habilidade em manipular informações era tão afiada quanto sua habilidade em seduzir. 

O destino desses três personagens se cruzou no turbilhão da guerra. Micaela, contra todas as convenções sociais, viu-se atraída pelo capitão, cuja coragem a encantava. Enquanto isso, o espião, movido por interesses próprios, manipulava os eventos nos bastidores, guiando a trama para rumos divergentes.

Entre bailes luxuosos em Campinas e os horrores do sertão bruto, em "Cunhataí" temos um panorama histórico e ficcional de um Brasil tomando forma através dos ecos de uma guerra cada vez mais evidente. É incrível como Maria Filomena consegue trazer esses elementos de uma forma tão precisa e tão apurada ao mesmo tempo em que constrói cenários e personagens hipnotizantes.

 

À medida que a narrativa se desenrolava, tornava-se evidente que o amor entre Micaela e o capitão não era apenas uma trama romântica, mas sim uma força capaz de alterar os rumos da guerra. A paixão entre os dois funciona como um fio que conduz a expedição militar que buscava libertar Mato Grosso das garras do inimigo.

A história, entrelaçando passado e presente, ficção e história, pintava um retrato vívido do amadurecimento da nossa incrível protagonista, a Micaela. Ao longo das páginas, vemos a personagem deixar de ser apenas uma jovem sonhadora e se tornar uma mulher forte, cuja jornada refletia as batalhas enfrentadas por todas as mulheres diante das adversidades da vida, todas as Cunhataí.


Assim, entre bailes, batalhas e reviravoltas, essa história de amor e guerra desdobrava-se como um épico, onde os destinos individuais entrelaçavam-se com os destinos de uma nação em conflito. E, no final, Micaela, o capitão e o espião, cada um à sua maneira, deixavam uma marca indelével na trama complexa que a autora se coloca a narrar (e fez isso de maneira exemplar).

Tanto nesse livro quando em "Uma ponte para Istambul", pude reverenciar o trabalho e pesquisa de Maria Filomena Bouissou Lepecki, espero que a autora continue a escrever e que traga novas histórias sobre nosso país, pois me apaixonei pelo enredo e por toda a ambientação de Cunhataí! Fica aí a indicação.




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Leonardo Santos



Olá leitories! Meu nome é Leonardo Santos, tenho 28 anos, sou de São Paulo mas atualmente estou em Guarulhos cursando Letras! Minha paixão pela leitura começou desde muito cedo, e é um prazer compartilhar minhas leituras e experiência com vocês!

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