28 de abril de 2024

RESENHA: SEIS PASSEIOS PELOS BOSQUES DA FICÇÃO




Organizadores: Umberto Eco 
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 176
Ano de publicação: 2024
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O que é o texto de ficção? Em que medida ele difere da verdade histórica? E o que ocorre quando o leitor mistura os papéis e considera como reais personagens fictícias ou vice-versa? Estas e outras questões cruciais da arte narrativa são discutidas, de forma acessível e bem-humorada, por Umberto Eco, nestas seis conferências que realizou em 1993 na Universidade Harvard.De Esopo a Ian Fleming, de Edgar Allan Poe e Nerval aos modernos experimentos de Georges Perec, passando ainda pela Paris de Alexandre Dumas, o noticiário da Guerra das Malvinas, os filmes pornográficos e seus próprios romances, Eco investiga os diversos aspectos da leitura, expandindo nossa percepção não apenas do mundo ficcional, mas também da própria realidade.

 

Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje minha resenha é do livro Seis passeios pelos bosques da ficção lançado pela editora Companhia das Letras. O livro é de autoria de Umberto Eco e a resenha foi escrita por Leonardo Santos. 

"Seis Passeios pelos Bosques da Ficção" é uma coleção de seis conferências dadas por Umberto Eco na Universidade de Harvard em 1992, que foram posteriormente publicadas neste livros que tenho em mãos. Nestas palestras, Eco fala sobre o fazer literário e a natureza da ficção com relação a realidade que vivemos. 

Assim, cada "passeio" aborda um aspecto diferente da ficção, desde a estrutura narrativa até as influências culturais e históricas que moldam as obras literárias. Eco utiliza exemplos que vão desde clássicos da literatura até obras contemporâneas da literatura! 

“Um sinal paratextual típico da narrativa de ficção é a palavra na capa de um livro. Às vezes, até o nome do autor pode funcionar dessa maneira [...] O sinal textual (quer dizer, interno) de ficcionalidade mais óbvio é a fórmula introdutória como Era uma vez" 

Eco ressalta que estamos constituindo o real a todo momento, seja ao narrar algo que aconteceu conosco ou então transmitir uma história fantástica. Todavia, reconhecer que o ficcional está presente em ambas as situações pode ser mais difícil do que aparenta.

Ao longo do livro, Eco discute temas como a intertextualidade, a relação entre autor e leitor, a função dos arquétipos na construção de personagens, a importância da linguagem na criação de mundos ficcionais e a própria natureza da narrativa.

Um dos fatores textuais que nos fazem assimilar que aquele texto apresenta uma
narrativa artificial é o ‘paratexto’, que funcionam como as mensagens externas que
circulam um texto nos garantindo sua ficcionalidade. 

Logo, a diferença entre os seres mais fantásticos - como fadas, centauros e gigantes - e seres mais contidos que, muitas vezes são confundido como figuras históricas - como Sherlock Holmes - podem habitar o mesmo espaço do real; desde que o leitor (e coautor) do texto diante de si se entregue a ele com um fragmento do que Dom Quixote se entregou ao ficcional dentro de sua própria ficcão.

"Quando se põem a migrar de um texto para o outro, as personagens ficcionais já adquiriram cidadania no mundo real e se libertaram da história que as criou"

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Leonardo Santos



Olá leitories! Meu nome é Leonardo Santos, tenho 28 anos, sou de São Paulo mas atualmente estou em Guarulhos cursando Letras! Minha paixão pela leitura começou desde muito cedo, e é um prazer compartilhar minhas leituras e experiência com vocês!

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