Olá pessoal do Porão Literário! Hoje vou compartilhar com vocês três motivos para lervro O Décimo Terceiro Apóstolo, lançado pela editora VIseu. O livro é de autoria de Ricardo Colares.
“Azaria tinha apenas treze anos quando testemunhou a crucificação de Jesus em Jerusalém. Não era um apóstolo, nem um dos escolhidos era apenas um menino judeu comum, curioso, inquieto e marcado para sempre pela cena que presenciou no Gólgota. A partir daquele momento, sua vida se tornaria uma peregrinação silenciosa em busca de sentido, fé e coragem para seguir adiante. O Décimo Terceiro Apóstolo é uma ficção histórica baseada em eventos bíblicos, que reimagina a história do cristianismo primitivo pela ótica de um jovem que viu tudo, mas nunca teve seu nome registrado. Azaria caminha entre os grandes nomes da fé: Maria, João, Pedro, Madalena, Paulo e Lucas. Ele está nas sombras dos evangelhos, nos bastidores da fé, nos corredores da dúvida humana. "
1. A reconstrução da fé a partir da margem, não do centro
O grande acerto de O Décimo Terceiro Apóstolo está em deslocar o foco da narrativa. Em vez de acompanhar líderes, mártires ou figuras já canonizadas pela história, o livro escolhe alguém que vive à sombra dos acontecimentos. Azaria não participa da construção oficial da fé, mas é atravessado por ela de forma profunda e irreversível. Isso transforma completamente a leitura, porque a fé deixa de ser um sistema organizado e passa a ser uma experiência fragmentada, cheia de lacunas, contradições e silêncios. É um livro que entende que nem toda vivência espiritual é épica; muitas são discretas, dolorosas e solitárias, e ainda assim verdadeiras.
2. Uma narrativa que humaniza o sagrado sem esvaziá-lo
Ricardo Colares caminha por um terreno delicado: aproximar figuras centrais do cristianismo do leitor sem transformá-las em símbolos frios ou intocáveis. O resultado é uma história que mostra Maria, João, Pedro, Madalena e Paulo como pessoas atravessadas por medo, amor, perda e incerteza. Essa humanização não diminui o peso espiritual da narrativa, pelo contrário, amplia. O sagrado passa a existir justamente porque é vivido por pessoas imperfeitas, frágeis e contraditórias. O livro convida o leitor a enxergar a fé não como algo distante ou idealizado, mas como algo que nasce do contato direto com a dor, o erro e a compaixão.
3. Uma obra que dialoga com o presente sem perder o rigor histórico
Embora ambientado no início do cristianismo, O Décimo Terceiro Apóstolo conversa diretamente com questões muito atuais: pertencimento, exclusão, culpa, identidade e a necessidade de sentido em tempos de crise. A jornada de Azaria ecoa dilemas contemporâneos sem jamais abandonar o cuidado com o contexto histórico. O autor constrói um cenário denso, sombrio e coerente, onde perseguições, deslocamentos e perdas moldam os personagens. Essa combinação entre rigor narrativo e reflexão existencial faz com que o livro ultrapasse o rótulo de ficção histórica e se torne uma leitura profundamente humana, capaz de provocar, incomodar e permanecer com o leitor muito depois da última página.
E aí, ficou curioso? Comece agora mesmo a ler esse livro!




















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