Organizadores: G.C. Amaral
Editora: Ârtera
Páginas: 89
Ano de publicação: 2025
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Gabriel, um biônico conhecido como AML286613, busca recuperar sua humanidade enquanto descobre que está ligado a uma profecia capaz de salvar ou destruir os nove reinos. Entre conspirações e poderes ocultos, ele enfrentará escolhas que podem mudar o destino do universo
Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje minha resenha é do livro AML286613: O começo do fim, lançado pela editora Ârtera. O livro é de autoria de G.C. Amaral e a resenha foi escrita por Leonardo Santos.
AML286613, ou Gabriel, é um biônico que vive no ano de 2040 em um mundo chamado Midgard. Após um avanço tecnológico acelerado que começou lá em 1500, a sociedade se transformou em um cenário de extremo contraste, onde cidades flutuam e a biônica é parte do cotidiano, mas tudo sob a vigilância autoritária do Governo Galáctico.
Midgard, para os mortais, é o único mundo que existe, mas o que eles não sabem é que o universo é composto por nove reinos. Enquanto os humanos vivem sua "limitada ciência", outras raças como os deuses de Asgard, os celestiais de Jotunheim e os anões de Nidavellir observam de longe, cada um preso em suas próprias crenças de superioridade.
A vida de AML muda completamente quando ele recebe a visita de um estranho chamado Daniel Dipper Star. Através de um dispositivo tecnológico, Gabriel recupera memórias de sua vida passada: ele era um humano comum que foi injustamente condenado à morte e transformado em uma arma pelo governo. Agora, ele precisa lidar com essa dualidade entre o que foi e o que se tornou, enquanto descobre que está no centro de uma profecia que envolve o destino de todos os reinos.
Ao longo da narrativa, acompanhamos Gabriel em um treinamento intenso para desbloquear o poder contido em seu DNA, aprendendo a usar a velocidade e a força que sua linhagem híbrida (metade mortal, metade divina e celestial) lhe permite. Enquanto tenta entender sua nova identidade, ele forma uma irmandade com outros sobreviventes, como Wallker, Killer e Fun, todos unidos por cicatrizes do passado e pela busca por redenção.
Minha experiência com essa obra do G.C. Amaral foi surpreendente, especialmente pela forma como ele mistura ficção científica com mitologia. A mitologia que o autor utiliza para estruturar os reinos e as raças é espetacular, dividindo os seres por habilidades específicas de força, cura, inteligência e velocidade.
O que mais brilha na história, além das cenas de combate bem descritas, são as referências políticas sobre controle e liberdade. Podemos notar que essa distopia reflete conflitos muito reais sobre regimes autoritários e a desumanização do indivíduo em prol do estado. O autor se apoia nisso para nos trazer questionamentos atuais: somos apenas ferramentas de um sistema ou ainda podemos lutar por nossa humanidade?.
Os pontos que esse livro levanta sobre a jornada de autodescoberta e o peso do destino são tantos que eu poderia falar sobre ele por horas, mas espero que esse resumo seja o suficiente para você dar uma chance à ficção científica nacional e conhecer a história de Gabriel.
A edição desse livro pela editora Appris, através do selo Artêra, traz uma proposta de ficção científica, drama e suspense psicológico que funciona muito bem. É o tipo de narrativa que nos faz querer explorar mais desse universo dos nove reinos e entender até onde vai o poder do "Infinity".
Não pude avaliar profundamente as questões científicas da biônica pois foge um pouco da minha área, mas o viés mitológico e a construção desse "novo mundo" são pratos cheios para quem gosta de um bom RPG e de fantasia épica. Aproveitem a leitura!


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