28 de fevereiro de 2026

RESENHA: SEM REMORSO - ELES PENSARAM QUE SAIRIAM IMPUNES...



Organizadores: Luciano Manzato 
Editora: Viseu
 Ano de publicação: 2025
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Valentin é um ex-militar, que atua como repórter investigativo e estava no auge de sua felicidade ao celebrar a tão sonhada gravidez de sua esposa, Maria Eduarda. Ao chegarem em casa do jantar de comemoração, a noite se transforma em um pesadelo cruel, quando dois marginais invadem sua casa roubando-lhes a paz. O casal é brutalmente atacado, Maria Eduarda é espancada e estuprada. Valentin fica à beira da morte, em coma por vários dias. Ao acordar, vivencia a inércia do sistema penal brasileiro. Meses de processo sem nenhum resultado, ninguém é preso ou punido pelos crimes.Com a sensação de impotência diante da impunidade, Valentin decide tomar o destino pelas próprias mãos. Enfrentando uma recuperação física e mental desafiadora, ele jura vingança contra aqueles que destruíram sua família. Sem resquícios de remorso, ele inicia uma jornada perigosa e implacável para procurar os responsáveis pela morte de Maria Eduarda.Prepare-se para uma experiência literária inesquecível mergulhada em ação, suspense e intensidade. Sem Remorso é uma história arrebatadora sobre amor, perda e a busca pela verdadeira justiça, onde a linha tênue entre herói e vilão é constantemente desafiada.

 

Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje minha resenha é do livro Sem Remorso: Eles pensaram que sairiam impunes…, lançado através da editora Viseu. O livro é de autoria de Luciano Manzato e a resenha foi escrita por Leonardo Santos.


"Executei meu plano de forma perfeita. Pena? Nenhuma. Arrependimento? Zero. Sem remorso algum. Ver o pavor no olho daquele cretino foi a melhor coisa que senti nos últimos meses. Ele não vai fazer mal a mais ninguém. Hoje justiça de verdade foi feita. Se alguém tivesse feito isso antes, ainda teria minha esposa, estaria segurando meu filho nos meus braços."

Valentin é um ex-militar que hoje atua como repórter investigativo. No auge da felicidade ao descobrir que será pai, ele sai para comemorar com a esposa, Maria Eduarda, a tão sonhada gravidez. O que era para ser apenas uma noite especial se transforma em um divisor de águas brutal.

Ao retornarem para casa, o casal é atacado por criminosos que não apenas invadem o lar, mas destroem qualquer possibilidade de futuro. Maria Eduarda é assassinada. Valentin sobrevive por pouco, passa dias em coma e acorda para um cenário ainda mais revoltante do que a própria violência sofrida: a inércia do sistema penal brasileiro.

Com o apoio do Doutor Araújo, seu advogado, Valentin tenta seguir o caminho legal. Mas os meses passam e nada acontece. Nenhuma prisão. Nenhuma resposta concreta. É então que ele descobre um detalhe que muda completamente a perspectiva do caso: o juiz responsável nunca prende integrantes dos Soldados de Sangue, facção ligada ao assassinato de sua esposa.

A partir desse momento, qualquer ilusão de justiça começa a ruir. Valentin entende que não está lutando apenas contra criminosos, mas contra um sistema que parece proteger quem deveria punir.

Decidido a não aceitar esse desfecho, ele procura Rafael, que trabalha com serviços de inteligência, para localizar os membros da facção. O que se inicia é uma jornada de vingança construída passo a passo, com estratégia, preparo físico e uma mente consumida pela dor.

A ação é frenética do começo ao fim. Não existe pausa confortável. Cada avanço é carregado de tensão, cada confronto deixa marcas. Em muitos momentos, a narrativa lembra filmes como Busca Implacável, com aquela energia de perseguição em busca de uma justiça feita pelas próprias mãos.

Mas o que mais me chamou atenção não foi apenas a violência ou o ritmo acelerado, e sim o questionamento constante sobre os limites entre justiça e vingança. Valentin não é um herói idealizado. Ele é um homem devastado, que perde tudo e decide agir.

Luciano Manzato constrói uma narrativa direta, sem rodeios, que não suaviza as cenas e deixa claro desde o início que a história aborda temas extremamente sensíveis. É uma leitura intensa, que pode despertar gatilhos, mas que cumpre exatamente aquilo que promete: impacto.

Sem Remorso é ideal para quem gosta de thrillers de ação com investigação, tensão crescente e protagonistas que operam no limite da moralidade. É o tipo de livro que você começa pela curiosidade e termina refletindo sobre o que realmente significa fazer justiça em um país onde tantas vezes ela falha.

Os temas que a obra levanta temas como impunidade, corrupção, vingança, dor. Temas desconfortáveis, é claro, mas necessários. E talvez seja justamente esse desconforto que torne a leitura tão marcante.


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Leonardo Santos



Olá leitories! Meu nome é Leonardo Santos, tenho 28 anos, sou de São Paulo mas atualmente estou em Guarulhos cursando Letras! Minha paixão pela leitura começou desde muito cedo, e é um prazer compartilhar minhas leituras e experiência com vocês!

Equipe do Porão

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