Organizadores: Luciano Manzato
Editora: Viseu Ano de publicação: 2025
Compre através deste link.
Valentin é um ex-militar, que atua como repórter investigativo e estava no auge de sua felicidade ao celebrar a tão sonhada gravidez de sua esposa, Maria Eduarda. Ao chegarem em casa do jantar de comemoração, a noite se transforma em um pesadelo cruel, quando dois marginais invadem sua casa roubando-lhes a paz. O casal é brutalmente atacado, Maria Eduarda é espancada e estuprada. Valentin fica à beira da morte, em coma por vários dias. Ao acordar, vivencia a inércia do sistema penal brasileiro. Meses de processo sem nenhum resultado, ninguém é preso ou punido pelos crimes.Com a sensação de impotência diante da impunidade, Valentin decide tomar o destino pelas próprias mãos. Enfrentando uma recuperação física e mental desafiadora, ele jura vingança contra aqueles que destruíram sua família. Sem resquícios de remorso, ele inicia uma jornada perigosa e implacável para procurar os responsáveis pela morte de Maria Eduarda.Prepare-se para uma experiência literária inesquecível mergulhada em ação, suspense e intensidade. Sem Remorso é uma história arrebatadora sobre amor, perda e a busca pela verdadeira justiça, onde a linha tênue entre herói e vilão é constantemente desafiada.
Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje minha resenha é do livro Sem Remorso: Eles pensaram que sairiam impunes…, lançado através da editora Viseu. O livro é de autoria de Luciano Manzato e a resenha foi escrita por Leonardo Santos.
"Executei meu plano de forma perfeita. Pena? Nenhuma. Arrependimento? Zero. Sem remorso algum. Ver o pavor no olho daquele cretino foi a melhor coisa que senti nos últimos meses. Ele não vai fazer mal a mais ninguém. Hoje justiça de verdade foi feita. Se alguém tivesse feito isso antes, ainda teria minha esposa, estaria segurando meu filho nos meus braços."
Valentin é um ex-militar que hoje atua como repórter investigativo. No auge da felicidade ao descobrir que será pai, ele sai para comemorar com a esposa, Maria Eduarda, a tão sonhada gravidez. O que era para ser apenas uma noite especial se transforma em um divisor de águas brutal.
Ao retornarem para casa, o casal é atacado por criminosos que não apenas invadem o lar, mas destroem qualquer possibilidade de futuro. Maria Eduarda é assassinada. Valentin sobrevive por pouco, passa dias em coma e acorda para um cenário ainda mais revoltante do que a própria violência sofrida: a inércia do sistema penal brasileiro.
Com o apoio do Doutor Araújo, seu advogado, Valentin tenta seguir o caminho legal. Mas os meses passam e nada acontece. Nenhuma prisão. Nenhuma resposta concreta. É então que ele descobre um detalhe que muda completamente a perspectiva do caso: o juiz responsável nunca prende integrantes dos Soldados de Sangue, facção ligada ao assassinato de sua esposa.
A partir desse momento, qualquer ilusão de justiça começa a ruir. Valentin entende que não está lutando apenas contra criminosos, mas contra um sistema que parece proteger quem deveria punir.
Decidido a não aceitar esse desfecho, ele procura Rafael, que trabalha com serviços de inteligência, para localizar os membros da facção. O que se inicia é uma jornada de vingança construída passo a passo, com estratégia, preparo físico e uma mente consumida pela dor.
A ação é frenética do começo ao fim. Não existe pausa confortável. Cada avanço é carregado de tensão, cada confronto deixa marcas. Em muitos momentos, a narrativa lembra filmes como Busca Implacável, com aquela energia de perseguição em busca de uma justiça feita pelas próprias mãos.
Mas o que mais me chamou atenção não foi apenas a violência ou o ritmo acelerado, e sim o questionamento constante sobre os limites entre justiça e vingança. Valentin não é um herói idealizado. Ele é um homem devastado, que perde tudo e decide agir.
Luciano Manzato constrói uma narrativa direta, sem rodeios, que não suaviza as cenas e deixa claro desde o início que a história aborda temas extremamente sensíveis. É uma leitura intensa, que pode despertar gatilhos, mas que cumpre exatamente aquilo que promete: impacto.
Sem Remorso é ideal para quem gosta de thrillers de ação com investigação, tensão crescente e protagonistas que operam no limite da moralidade. É o tipo de livro que você começa pela curiosidade e termina refletindo sobre o que realmente significa fazer justiça em um país onde tantas vezes ela falha.
Os temas que a obra levanta temas como impunidade, corrupção, vingança, dor. Temas desconfortáveis, é claro, mas necessários. E talvez seja justamente esse desconforto que torne a leitura tão marcante.
Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje minha resenha é do livro Conexões tardias, lançado pela editora Labrador. O livro é de autoria de Cristina Padilha e a resenha foi escrita por Leonardo Santos
Estela é uma advogada influente que vive uma vida de aparências e controle na Barra da Tijuca. Sua rotina é estilhaçada quando recebe a notícia de que sua filha caçula, Ayla, uma estudante de artes de vinte e poucos anos, morreu após cair da varanda de seu apartamento em Botafogo.
O cenário da tragédia é o condomínio Flor de Lis, onde Ayla buscava sua independência, longe das vistas rígidas da mãe. A polícia e a perícia entram em ação, mas enquanto o laudo oficial aponta para um suicídio, Estela se recusa a aceitar essa conclusão. Para ela, o culpado tem nome: Cauã, o namorado de Ayla, um rapaz de classe social inferior que Estela nunca aprovou.
Inconformada com a "passividade" do marido Daniel e do filho Luciano, Estela decide iniciar uma investigação particular. No entanto, ao escavar a vida da filha, ela não encontra apenas provas contra Cauã, mas sim um pântano de areia movediça repleto de segredos sobre a família.
Ao mergulhar no diário de Ayla, Estela é confrontada com a sua própria imagem refletida pela ótica da filha: uma mãe controladora, que sufocava a jovem com comparações constantes com o irmão "perfeito" e expectativas inalcançáveis. A busca por um culpado externo acaba se transformando em uma jornada dolorosa de autodescoberta e confronto com seus próprios fantasmas da infância.
Minha experiência com a escrita de Cristina Padilha foi impactante; a autora utiliza o luto para explorar temas contemporâneos e a complexidade das relações humanas de forma espetacular. O que mais brilha na história não é apenas o mistério da morte, mas a sensibilidade técnica ao tratar de feridas emocionais profundas.
Publicado em 2025, o livro traz questionamentos extremamente atuais acerca da saúde mental, da pressão estética e da comunicação falha entre pais e filhos. Cristina se apoia na psicologia sistêmica para nos mostrar como reproduzimos ciclos de dor sem perceber, e como o "excesso de zelo" pode, na verdade, ser uma forma de negligência afetiva.
Os pontos que esse livro levanta sobre culpa e autoperdão são tantos que eu poderia falar sobre ele por horas, mas espero que essa trajetória de Estela (de uma fortaleza de muros intransponíveis à busca pela paz interior) seja o suficiente para você ir ler Cristina Padilha.





















.png)
.png)

