Olá pessoal do Porão Literário! Hoje vou compartilhar com vocês três motivos para ler o livro Permanências, de autoria de Jacy Couto Júnior.
"O romance "Permanências" desafia o leitor a encontrar em seu texto o que sempre está conosco como sociedade humana. Sendo passado e presente de um mesmo núcleo humano, deixa a cada um a escolha do que vê como permanente. Um dirá que é a luta pela sobrevivência; outro que a luta pela dignidade. Alguém dirá que permanecem os laços com antepassados; outro o pacto com os futuros descendentes. Há quem veja a ligação com o território; outro o valor da riqueza imaterial. Cada um responderá corretamente porque onde houver homem haverá tudo isso e existirá amor ligando e criando saídas."
1. Porque passado e presente conversam o tempo todo
O que mais me chamou atenção em Permanências é a forma como o autor coloca duas histórias separadas por séculos lado a lado, sem nunca forçar essa ligação. A trajetória do cacique Araribóia, no século XVI, e a de Caio, morador da Rocinha nos dias atuais, se refletem de maneira natural. A luta muda de cenário, mas não de essência. Território, identidade, sobrevivência e dignidade continuam sendo disputados. Ler o livro é perceber que a história do Brasil não ficou para trás, ela só mudou de rosto.
2. Porque é um livro curto, mas extremamente potente
Com pouco mais de setenta páginas, Permanências prova que não é o tamanho que define o impacto de uma história. A escrita é direta, bem construída e muito imagética. Em nenhum momento senti falta de desenvolvimento ou profundidade. Pelo contrário: tudo ali parece calculado para dizer exatamente o que precisa ser dito, sem excessos. É o tipo de leitura que você termina rápido, mas continua pensando nela por dias.
3. Porque fala de amor como forma de resistência
Tanto no passado quanto no presente, o livro apresenta amores atravessados por conflitos sociais, culturais e políticos. O romance entre Araribóia e Beatriz, assim como o de Caio e Helena, não está ali apenas para emocionar. Ele funciona como ferramenta narrativa para expor desigualdades, choques de mundo e escolhas difíceis. Em Permanências, amar nunca é simples — e talvez por isso seja tão humano.
E aí, ficou curioso? Comece agora mesmo a ler esse livro!
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