Organizadores: K. B. Garves
Editora: A Velha Sofia Ano de publicação: 2026
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Esta obra de ficção-científica fantástica, publicada pela A Velha Sofia Editora em 2025, mescla perfeitamente gêneros como sci-fi, fantasia, filosofia e geopolítica. O livro leva o leitor a acompanhar a jovem Hannah, o epicentro de uma guerra mundial e de um conflito mental épico entre a inteligência artificial I.A.-27 e uma poderosa bruxa milenar. Esta edição chega em formato premium de capa dura com laminação fosca, garantindo alta durabilidade e sofisticação na sua estante. O miolo, impresso em papel pólen de alta gramatura e a fonte um pouco maior que o comum, proporciona uma experiência de leitura extremamente confortável para os olhos.
Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje minha resenha é do livro A Bruxa das Máquinas, escrito por Kleisson Borges Garves. O livro foi publicado pela editora A Velha Sofia e a resenha foi escrita por Leonardo Santos.
A história acompanha Hannah, uma garota de treze anos que começa a apresentar surtos violentos e inexplicáveis. Nenhum médico consegue entender o que está acontecendo, e isso leva sua mãe, Elora (que ocupa um cargo importante na diplomacia brasileira) a tomar uma decisão extrema: autorizar um procedimento experimental que implanta uma inteligência artificial diretamente no cérebro da filha. A ideia é simples no papel, mapear a mente da garota e estabilizar seu comportamento.
Mas o que parecia ser uma solução acaba revelando algo muito maior. Dentro de Hannah não existe apenas um problema clínico. Existe uma presença antiga, que começa a despertar aos poucos e disputar espaço com a própria consciência da menina e com a IA recém-instalada. A partir disso, a narrativa constrói um conflito interno constante, onde essas três forças passam a coexistir de forma instável.
Ao mesmo tempo, o mundo entra em colapso. Um conflito de escala global se inicia e transforma cidades como Nova York em verdadeiros campos de batalha. Hannah se vê no meio desse cenário, tentando sobreviver enquanto lida com o que está acontecendo dentro da própria mente. Separada da mãe, ela conta com a ajuda do pai e de algumas figuras que vão se conectando à trama, enquanto tenta entender como retomar o controle da própria vida.
QUE LEITURA DELICIOSA! O que mais me chamou atenção em A Bruxa das Máquinas foi como Garves consegue trabalhar bem essa dualidade entre o interno e o externo. A história não se apoia só na ação, apesar de ela estar muito presente e funcionar bem. Existe um cuidado em desenvolver os conflitos psicológicos da Hannah, principalmente nesse embate constante entre ela, a inteligência artificial e essa entidade que habita seu corpo.
A construção da IA também é um ponto que vale destacar, isso porrque existe um desenvolvimento gradual, mostrando como ela passa a interpretar o mundo, tomar decisões e até questionar o próprio papel dentro daquela situação. Isso abre espaço para discussões interessantes, principalmente quando o livro começa a tocar em temas mais filosóficos ligados à consciência e identidade.
Outro aspecto que funciona muito bem é o pano de fundo político. O livro amplia o escopo da narrativa ao mostrar como esse conflito individual se insere em um cenário global. A guerra não está ali só como enfeite, ela impacta diretamente a história e ajuda a construir a sensação de urgência que acompanha toda a leitura.
Além disso, a edição merece ser comentada. O cuidado com o projeto gráfico, as ilustrações ao longo dos capítulos e a forma como tudo foi organizado tornam a experiência mais completa. É o tipo de livro que chama atenção não só pela história, mas também pelo capricho na apresentação.
No geral, A Bruxa das Máquinas é uma leitura que consegue equilibrar bem seus elementos. Tem ação, tem construção de mundo, tem conflitos interessantes e ainda abre espaço para reflexões sem perder o ritmo. É o tipo de livro que prende pela proposta e se sustenta pela execução.
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