11 de junho de 2026

RESENHA: ENTRE O AZUL E O VERMELHO



Organizadores:  Aiury G. De Castilho
Editora: Independente
Ano de publicação: 2026
Compre através desse link

Tito é um aprendiz de cartógrafo que vê seu mundo desabar após o surgimento de uma Zona Púrpura. Sem voz e desamparado, o rapaz e seu cão Sombra precisam enfrentar a violência das terras mágicas de Morimum. Do outro lado do Vale, na Cidade Nova, Maria é uma exímia engenheira de armas que embarca em uma jornada com destino a si mesma. Longe de casa, a jovem busca respostas para perguntas que ainda não sabe fazer. Enquanto um grupo de jovens passa por provações, algo antigo se move nas sombras doCentro de Pesquisa e Ciência. Criaturas que não deveriam existir deixam rastros de sangue — e ninguém sabe de onde vêm. Embarque numa jornada sobre o poder do silêncio, o autoconhecimento e como um propósito pode mudar vidas.

 

Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje minha resenha é do livro Entre o Azul e o Vermelho, primeiro volume da série Os Contos de Morimum, escrito por Aiury G. de Castilho. A resenha foi escrita por Leonardo Santos. 



A história nos apresenta Morimum, um continente tomado por mistérios antigos, magia proibida e pelas enigmáticas Zonas Púrpuras, regiões que surgem sem explicação e das quais ninguém jamais retorna. É nesse cenário que conhecemos Tito, um jovem aprendiz de cartógrafo que acompanha o pai em uma expedição de trabalho para uma pequena vila do interior. O que deveria ser apenas mais uma viagem acaba se transformando em uma tragédia quando criaturas monstruosas surgem junto de um fenômeno sobrenatural que consome toda a região.

Tito consegue escapar graças à estranha magia que compartilha com seu cão Sombra, mas o preço é alto. Além de perder o pai, ele também perde uma perna. Quando finalmente é encontrado por membros do Centro de Pesquisa e Ciência, descobre algo ainda mais assustador: para ele, apenas alguns minutos se passaram, mas no mundo exterior já se passaram dois anos.

Paralelamente acompanhamos Maria Rosa, uma jovem engenheira e armeira extremamente talentosa que abandona a segurança dos negócios da família para dedicar sua vida ao estudo das Zonas Púrpuras. Quando os caminhos dela e de Tito se cruzam, nasce uma jornada que mistura exploração, magia, ciência, conspirações, criaturas fantásticas e a busca por respostas sobre a verdadeira origem das Zonas e dos cultistas que parecem estar ligados a elas.

O que mais me chamou atenção em Entre o Azul e o Vermelho foi a construção de mundo. Dá para perceber o cuidado que o autor teve ao desenvolver Morimum. Existe uma sensação constante de que aquele universo continua vivo mesmo quando os protagonistas não estão em cena. As cidades, as profissões, os costumes, as criaturas mágicas e até mesmo os pequenos detalhes da rotina ajudam a criar uma ambientação muito sólida.

Outro ponto que gostei bastante foi a forma como o livro trabalha seus personagens. Tito é um protagonista fácil de acompanhar porque sua dor e suas dificuldades são muito bem desenvolvidas. O fato de ele não conseguir se comunicar verbalmente cria situações interessantes e faz com que suas ações tenham muito peso dentro da narrativa. Ao mesmo tempo, Maria rapidamente se tornou uma das minhas personagens favoritas! Sua paixão por engenharia, sua curiosidade e sua necessidade constante de provar seu próprio valor fazem dela uma presença muito forte na história.

Também gostei bastante da dinâmica do grupo que vai se formando ao longo da trama. Cada um deles possui uma função clara dentro da narrativa e contribui para que a aventura avance. Isso faz com que a leitura tenha um clima que lembra fantasias clássicas de jornada, mas sem deixar de apresentar elementos próprios.

Além disso, gostei da maneira como magia e ciência coexistem nesse universo. Enquanto muitos livros escolhem seguir apenas um desses caminhos, aqui os dois elementos caminham juntos. As invenções de Maria, os estudos do CPC e os fenômenos sobrenaturais das Zonas criam uma combinação interessante que ajuda a diferenciar a obra de outras fantasias nacionais.

Apesar de existirem combates, monstros e momentos de tensão, a história também encontra espaço para falar sobre amizade, luto, pertencimento e amadurecimento. São temas que aparecem de forma natural e ajudam a dar profundidade aos personagens. Quando terminei a leitura, fiquei com a sensação de que ainda existe muito para descobrir sobre esse universo, e isso é exatamente o que espero de um primeiro volume de fantasia.



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Leonardo Santos



Olá leitories! Meu nome é Leonardo Santos, tenho 28 anos, sou de São Paulo mas atualmente estou em Guarulhos cursando Letras! Minha paixão pela leitura começou desde muito cedo, e é um prazer compartilhar minhas leituras e experiência com vocês!

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