25 de janeiro de 2024

RESENHA: DEGENERADO

 


Organizadores: Chloé Cruchaudet
Editora: Nemo 
Páginas: 192
Ano de publicação: 2023
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Prêmio da edição 2014 do Festival de Angoulême na categoria Melhor Álbum Grande Prêmio da Associação de Críticos e Jornalistas de Quadrinhos francesa, em 2013. Paris, 1911. Paul e Louise se conhecem, se apaixonam e logo se casam. Paul está servindo o exército, quando a Primeira Guerra Mundial estoura e os separa. Ele quer escapar do inferno das trincheiras a todo custo e acaba se tornando um desertor, reencontrando Louise em Paris. Ele está são e salvo, mas condenado a permanecer escondido em um quarto de hotel. Para dar fim a sua clandestinidade, Paul imagina uma solução: mudar de identidade. A partir de agora ele se chamará Suzanne. Entre a confusão de gênero e o trauma da guerra, o casal terá um destino extraordinário. Inspirado em eventos reais, Degenerado é a história surpreendente de Louise e de seu marido travesti, que se apaixonaram e se separaram na Paris dos loucos anos 1920.

Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje minha resenha é do livro Degenerado lançado pela editora Nemo. O livro é de autoria de Chloé Cruchaudet e a resenha foi escrita por Leonardo Santos. 

"Degenerado" é uma graphic novel que nos transporta para a vibrante Paris dos anos 1920, onde conhecemos a história surpreendente de Louise e seu marido travesti, Paul, em meio a uma sociedade repleta de convenções e transformações culturais.

Baseada em eventos reais e no livro "La garçonne et l'assassin", essa obra, que foi premiada como Melhor Álbum no Festival de Angoulême em 2014 e recebeu o Grande Prêmio da Associação de Críticos e Jornalistas de Quadrinhos francesa em 2013. Bom, essa história vai além das expectativas, oferecendo uma experiência de leitura rica que me comoveu MUITO durante todo o processo de leitura. 

A narrativa começa com Paul e Louise se conhecendo, se apaixonando e se casando, apenas para serem separados pela eclosão da Primeira Guerra Mundial. Determinado a escapar das trincheiras, Paul se torna um desertor e, posteriormente, reencontra Louise em Paris. Porém, para permanecer escondido, Paul adota uma nova identidade, passando a se chamar Suzanne. A partir desse momento, a trama se desenrola em meio à confusão de gênero e ao trauma da guerra, explorando a jornada extraordinária desse casal.

Uma das características marcantes de "Degenerado" é a qualidade artística. A ilustradora Chloé Cruchaudet utiliza pinceladas cinzentas e granuladas, que evocam imagens de giz e o cinema mudo, criando uma estética visual deslumbrante. 

A arte é habilmente diversificada, mantendo-se cativante ao longo de toda a obra. Destaca-se também o uso simbólico do vermelho, que traz vitalidade à narrativa, enquanto a autora transmite uma gama de emoções, desde desejo até horror. A cada página, somos agraciados com o deleite visual proporcionado pela harmonia entre a arte e a história.

Além disso, "Degenerado" se destaca por sua representatividade. Ao abordar temas profundos, como os traumas de guerra, o desejo de liberdade, os questionamentos de gênero e as relações abusivas, a obra nos convida a refletir sobre questões importantes da sociedade. A história desafia as convenções e os estereótipos, trazendo à tona a luta por identidade e liberdade individual. É um exemplo poderoso de como a arte pode ser uma ferramenta para a inclusão e a representação de diversas experiências de vida.

A Editora Nemo merece elogios pelo trabalho realizado em "Degenerado". A edição, embora simples, é bem-feita e apresenta um posfácio chamado Muito Degenerado que enriquece ainda mais a experiência de leitura. As informações documentais utilizadas no julgamento são fornecidas, permitindo uma compreensão mais profunda do caso real que inspirou a história. As ilustrações adicionais da autora, em preto e branco, são igualmente belas e complementam a narrativa de forma significativa.

 A combinação de uma edição competente, uma arte magistral e uma história envolvente faz dessa obra uma leitura obrigatória para os amantes de quadrinhos e apreciadores de histórias profundas e impactantes. Ao oferecer uma representatividade autêntica e uma narrativa inspiradora, "Degenerado" mostra o poder da arte como agente de transformação e reflexão.



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Leonardo Santos



Olá leitories! Meu nome é Leonardo Santos, tenho 28 anos, sou de São Paulo mas atualmente estou em Guarulhos cursando Letras! Minha paixão pela leitura começou desde muito cedo, e é um prazer compartilhar minhas leituras e experiência com vocês!

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