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RESENHA: FOI ASSIM QUE TUDO EXPLODIU

13 de junho de 2021

FOI ASSIM QUE TUDO EXPLODIU 
Autor(a): Arvin Ahmadi
Editora: Alt

Páginas: 294
Ano de publicação: 2021
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Depois de vivenciar um relacionamento fracassado e ter que lidar com chantagistas, fugir parece ser a única opção para Amir Azadi. Pousando em Roma por acaso, ele finalmente pode explorar quem realmente é, e as noites com novos amigos pelas piazzas da cidade e dates na Capela Sistina logo se tornam sua rotina... até que sua antiga vida bate (literalmente) à porta. Amir sempre soube que sair do armário para a sua família muçulmana seria complicado – ele só não imaginava que isso terminaria em uma sala de interrogatório de um aeroporto. Agora, ele precisa dizer toda a verdade e nada além da verdade para um oficial da alfândega dos Estados Unidos, ou arriscar perder a liberdade conquistada com tanto esforço. Com tradução e capa de Vitor Martins, Foi assim que tudo explodiu é uma celebração de como os momentos mais dolorosos da vida podem conviver com a alegria transformadora de descobrir quem você realmente é. 

 

Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje minha resenha é do livro Foi assim que tudo explodiu, lançado pela editora AltO livro é de autoria de Arvin Ahmadi e traduzido por Victor Martins.




Amir Azadi está prestes a se formar no colegial e não vê a hora de finalmente terminar seus estudos para poder recomeçar sua vida longe da família e de todo aquele ambiente que o reprime. Proveniente de uma família mulçumana, o rapaz foi criado em uma série de regras e costumes conservadores que o inibiram de contar aos seus pais uma parte extremamente importante de si: que ele é gay. 


Sair do armário sempre foi uma questão que Amir analisava com o máximo de cuidado, mas ao ser ameaçado por um outro estudante ao revelar tudo aos seus pais, o garoto entra em desespero e toma uma ação radical: fugir. Com todo o dinheiro que tinha em conta, o garoto vai parar em Roma, onde aluga um quarto para ficar uma semana. Ali, Amir descobre um novo mundo. 



Um mundo do qual não precisa esconder quem é, um mundo onde ele pode se apaixonar sem ser limitado por crenças ou dogmas. A jornada de auto-descoberta de Amir atinge seu ápice quando ele conhece um grupo de pessoas muito especial, que logo se tornam amigos e instrutores de Amir em como aprender a viver de forma plena. 


Ai gente, que história deliciosa! Devorei "Foi assim que tudo explodiu" em uma tarde e foi uma das melhores decisões do meu dia. Terminei o livro em cerca de três horas extremamente emocionado. O autor consegue exprimir muito de relatos muitos reais pra qualquer adolescente queer que esconde isso dos pais, isso torna sua narrativa extremamente verossímil e nos aproxima muito da realidade do livro. 



Assim, Arvin consegue criar uma história que nos prende logo a partir das primeiras páginas, além disso eu amei o tom que o autor estabelece em colocar um problema real que muitos jovens (principalmente jovens vindos de famílias conservadoras - independente da religião que seguem) enfrentam de uma forma mais leve e que converse muito com o público juvenil. 


É apaixonante conhecer Roma através dos olhos de Amir e seus amigos, a cidade vai ser abrindo conforme o protagonista vai se descobrindo, é uma experiência muito bela da qual nós, leitores e leitoras, vamos acompanhando!



Além de estar repleta de referências a cultura pop, tais como cantoras famosas no mundo queer, Rupaul, livros do John Green e muito mais; minha indicação pra esse livro não poderia ser mais extrema! Me emocionei muito com a trajetória do protagonista e o final foi de dar uma aquecida no coração, por isso, leiam!


2 comentários:

  1. Acredito que Amir traga a luta, as alegrias,mas muitas dores de quem precisa viver nesse se esconder, seja pela religião ou simplesmente pela não aceitação das famílias.
    Triste que em meio a tudo que vivemos e deveríamos estar aprendendo, isso seja tão comum né?
    Mas com certeza, este é um livro que desejo muito ler e por tudo que li acima, penso que todos deveriam se abrir a história de Amir!
    Beijo

    Angela Cunha/O Vazio na flor

    ResponderExcluir
  2. Leo!
    Ai que lindo deve ser a leitura desse livro. Conhecer Roma pela visão liberta do personagem, deve ser uma tremenda viagem e pela delicadeza que o autor tratou o assunto, deve ser uma grande descoberta....
    cheirinhos
    Rudy

    ResponderExcluir



Olá leitores e leitoras! Meu nome é Leonardo Santos, tenho 24 anos, sou de São Paulo mas atualmente estou em Minas Gerais cursando Letras! Minha paixão pela leitura começou desde muito cedo, e é um prazer compartilhar minhas leituras e experiência com vocês!

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