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RESENHA: VENHA O QUE VIER

17 de setembro de 2021

 


VENHA O QUE VIER
Autor(a):  Rainbow Rowell
Editora: Seguinte

Páginas: 560
Ano de publicação: 2021
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Em Sempre em frente, Simon Snow e seus amigos perceberam que tudo o que sabiam sobre o mundo podia estar errado. E em O filho rebelde, eles se perguntaram se o que estava errado era o que sabiam sobre si mesmos. Em Venha o que vier, Simon, Baz, Penelope e Agatha procuram um jeito de seguir em frente. Para Simon, isso significa decidir se ainda quer fazer parte do Mundo dos Magos ― e, se não quiser, o que isso representa para seu relacionamento com Baz? Enquanto isso, Baz está dividido entre duas crises familiares e sem tempo algum para compartilhar com alguém seus novos conhecimentos sobre vampiros. Penelope adoraria ajudar, mas trouxe um americano normal para Londres e não tem ideia do que fazer com ele. E Agatha? Bom, Agatha Wellbelove já está farta de aventuras. Venha o que vier leva os quatro amigos de volta à Inglaterra e à Watford e às suas famílias. Cada um a seu modo, todos estão prestes a viver a aventura mais longa e emocionalmente dolorosa de todos os tempos. A conclusão dessa saga, que começou como uma história sobre o Escolhido, chega revelando segredos, dando as respostas que faltavam e resolvendo todos os mistérios. Venha o que vier é um livro sobre colocar um ponto-final nos lugares certos, sobre catarse e conclusão, sobre escolher seguir em frente apesar dos traumas e dos triunfos que tentam nos definir.




Fala galera do Porão Literário, tudo certo? Hoje minha resenha é do livro Venha o que vier lançado pela editora Seguinte. O livro é de autoria de Rainbow Rowell e a resenha foi escrita por Leonardo Santos.



Chegamos ao final da trilogia de Simon Snow. Após o retorno da viagem a América do Norte, o nosso grupo composto por Simon, Baz, Agatha e Penelope precisam lidar com as consequências da morte do Mago e da realização da profecia, conforme vimos no final do primeiro volume da saga, o Siga em Frente. 

Simon ainda sofre os traumas recorrentes a morte do Mago, figura que considerava como pai e tutor que acabou se revelando o grande antagonista. Além de se considerar culpado pela morte do antigo diretor de Watford,  Simon luta para encontrar uma nova identidade agora que não possui mais poder algum. 


Além do nosso protagonista, temos Baz, que parece ser o mais estável naquele grupo (quem diria? de pseudo-vilão a um dos personagens mais amados pelos fãs da série). Já Agatha e Penelope travam suas próprias batalhas internas e amorosas após os acontecimentos narrados em Filho Rebelde, segundo volume da saga. 

De volta a Inglaterra, no entanto, um novo Eleito surge e com isso diversas complicações começam a explodir no mundo mágico, afinal o rapaz parece ser extremamente problemático e seu ego pode ser o motivo de um colapso na sociedade mágica. Além disso nós temos o núcleo de Agatha, que precisa lidar com bodes que são toda a fonte de magia do colégio Watford - estranho? Nem me fale!


Altas expectativas para o final da série, porém poucas foram atendidas. Pra começo de conversa eu gosto muito da série do Simon, mesmo com os problemas estruturais que coloquei na resenha do primeiro volume, acabei gostando muito da forma despretensiosa que 'O filho rebelde' adotou, no entanto aqui voltamos para os problemas deixados no final do primeiro livro (deixando o segundo com o papel de um spin-off quase que sem importância). E o plot que a Rainbow traz nesse capítulo final foi.... estranho e pouco instigante. 


Pra mim a série poderia ser desenvolvida de uma forma completamente diferente, acho que só isso justificaria ela ter três livros! Se formos parar pra pensar o primeiro  - Siga em frente - se sustenta por si só: começo, meio e fim. O segundo funciona como um spin-off ou como um epílogo muito grande, pois  ok, a profecia foi cumprida e o quarteto principal sofre as consequências psicológicas disso, mas e todo o resto do mundo bruxo? O que aconteceu? Como eles vão se reestruturar a partir disso? Rainbow esquece esse importante fator no churrasco e coloca os personagens em uma narrativa de on the road em outro continente. 

Esse terceiro volume traz então essas consequências de forma tardia e pouco interessante, os personagens parecem ter evoluído porcamente nesse espaço de tempo - aniquilando um dos maiores potenciais do segundo livro, que seria sobre a 'cura' de cada um deles. E sinceramente, o plot do novo Eleito é... chato. 

A conclusão então é bem básica e rápida para uma trilogia com mais de mil páginas... Não me leve a mal, nem tudo é ruim nesse livro, Rainbow escreve personagens ótimos e carismáticos de um modo muito fluído e divertido, eu só esperava ver MAIS aprofundamento em algumas questões que necessitam de complexidade conforme a saga cresce.  

Enfim. Estou meio decepcionado, mas levarei esses personagens no meu coração. Espero que vocês - que chegaram até o final da saga - façam o mesmo! 

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Olá leitores e leitoras! Meu nome é Leonardo Santos, tenho 24 anos, sou de São Paulo mas atualmente estou em Minas Gerais cursando Letras! Minha paixão pela leitura começou desde muito cedo, e é um prazer compartilhar minhas leituras e experiência com vocês!

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